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Questão de Português — Predicado — FUNDATEC 2023

PortuguêsPredicado
Código
qa499425
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Três Passos
Ano
2023
Cargo
Prof (Três Passos)

Compartilhar práticas é uma maneira de fortalecer comunidades de educadores

 

Por Ruam Oliveira

 

As certificações são fatores importantes na vida de um docente. No meio de toda a correria para preparar aulas e pensar em planos e estratégias para a própria prática, ter um tempo para dedicar à formação é importante. E nada mais justo do que provar que tais habilidades foram conquistadas.

 

É como subir uma escada. Cada certificado e “selo” que o educador recebe serve como mecanismo de impulso para ele continuar se aprimorando e mostrando seu olhar em busca de aperfeiçoamento. O MIEE (Microsoft Innovative Educator Expert) é um bom exemplo. Trata-se de uma certificação feita pela Microsoft Education concedida aos educadores que utilizam a plataforma Educator Center. Antes de ser um “Expert”, professores e professoras precisam acumular ao menos duas horas em cursos na plataforma e, então, se inscrever para a certificação.

 

A professora Karen Carvalho, MIE Expert e professora no curso técnico integrado ao ensino médio em Desenvolvimento de Sistemas, no SENAI de Jaraguá do Sul (SC), conta que ingressou no programa em 2018 e de lá para cá ampliou a maneira como trabalha com tecnologias. Uma percepção que a educadora tem é de que os próprios estudantes sentem quando determinada ferramenta é utilizada de um jeito diferente. Para ela, o período de pandemia foi bastante significativo para a forma como os alunos se relacionam com a tecnologia digital em sala de aula.

 

Neste processo, também há um espaço para multiplicar os conteúdos que os educadores têm contato. Karen criou, em 2020, um perfil no Instagram para compartilhar essas práticas. Intitulado “TE na Prática”, além de dividir experiências, ela também incentiva educadores do Brasil a se engajar nesta comunidade. “Eu acredito muito nesse senso de comunidade onde um professor não pode ver o outro como um concorrente, mas sim como um colega”, comenta Karen. Ela foca na importância de uma linguagem acessível para que as práticas cheguem ao maior número de pessoas possível. Além disso, ao compartilhar práticas, os educadores acabam tendo a chance de descobrir coisas novas.

 

Buscar certificações é também uma maneira que educadores encontram de se atualizar. Tainá Gomes, fundadora da Blue Edu, comenta que encontrar essas formações faz com que o professor se aproxime do aluno e consiga melhores resultados. Ela comenta que, ao compartilhar essas práticas, os educadores podem encontrar formas até mesmo mais produtivas no jeito de dar aulas.

 

Contudo, mesmo com todas as facilidades encontradas nas plataformas digitais, nem todos os professores se animam em usá-las de maneira sistemática em sala de aula. Sobre isso, Tainá comenta que, ao compartilhar práticas e jeitos de usar as ferramentas, já obteve bons resultados com quem não tinha tanta vontade de usar tecnologia na aula.

 

(Disponível em: https://porvir.org/compartilhar-praticas-e-uma-maneira-de-fortalecer-comunidades-de-educadores/ – texto adaptado).

Texto

   

Tendo em vista o fragmento adaptado “Eu acredito em senso de comunidade”, a expressão destacada é um verbo:

  1. ADe ligação.
  2. BIntransitivo.
  3. CTransitivo direto.
  4. DTransitivo indireto.
  5. ETransitivo direto e indireto.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Transitivo indireto.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Transitividade do verbo “acreditar” — Gabarito: letra D.

Gabarito: letra D. No fragmento “Eu acredito em senso de comunidade”, o verbo acreditar é transitivo indireto, pois exige complemento introduzido por preposição obrigatória — “em senso de comunidade” é o objeto indireto. A regra que decide: verbos que pedem “em”, “de”, “a”, “com”, “por” (preposição necessária) são transitivos indiretos; “acreditar em algo/alguém” é o exemplo clássico.

O comando

A questão pede a classificação do verbo quanto à predicação (transitividade). Não se trata de interpretação de texto, mas de análise sintática aplicada a um trecho do texto. O comando é direto: identificar se o verbo é de ligação, intransitivo, transitivo direto, transitivo indireto ou bitransitivo. Para isso, você precisa perguntar ao verbo: ele exige complemento? Com ou sem preposição?

O texto

O trecho citado está na fala da professora Karen Carvalho: “Eu acredito muito nesse senso de comunidade onde um professor não pode ver o outro como um concorrente, mas sim como um colega”. A expressão destacada no enunciado é “acredito em senso de comunidade” (adaptada). O verbo acreditar, nesse contexto, pede “em” — não se diz “acredito senso de comunidade”, mas “acredito em senso de comunidade”. Essa preposição é exigida pelo verbo, não é opcional.

A técnica

Para classificar a transitividade, use o teste do complemento:

  1. Verbo de ligação — liga o sujeito a um predicativo (estado/qualidade). Ex.: “Eu sou professora”. “Acreditar” não indica estado; indica ação/processo mental. → descartado.

  2. Intransitivo — não exige complemento. Ex.: “Eu durmo”. “Acreditar” exige complemento (acreditar em quê?). → descartado.

  3. Transitivo direto — exige complemento sem preposição (objeto direto). Ex.: “Eu como maçã”. “Acreditar” não aceita “acreditar algo” sem preposição. → descartado.

  4. Transitivo indireto — exige complemento com preposição obrigatória (objeto indireto). Ex.: “Eu acredito em você”. → é o caso.

  5. Transitivo direto e indireto — exige dois complementos (um sem, um com preposição). Ex.: “Eu informei o resultado ao chefe”. “Acreditar” só tem um complemento. → descartado.

No trecho, “em senso de comunidade” responde à pergunta “acredito em quê?” — a preposição em é a marca do objeto indireto. O verbo é transitivo indireto.

1Verbo de ligação
Liga sujeito a predicativo
Ex.: "Eu sou professora"
2Intransitivo
Não exige complemento
Ex.: "Eu durmo"
3Transitivo direto
Objeto direto (sem preposição)
Ex.: "Eu como maçã"
4Transitivo indireto
Objeto indireto (preposição obrigatória)
Ex.: "Acredito em você"
5Transitivo direto e indireto
Dois complementos
Ex.: "Informei o resultado ao chefe"
Classificação do verbo (predicação)
LEVELsoulevel.com.br
Classificação do verbo (predicação): Verbo de ligação (Liga sujeito a predicativo, Ex.: "Eu sou professora"); Intransitivo (Não exige complemento, Ex.: "Eu durmo"); Transitivo direto (Objeto direto (sem preposição), Ex.: "Eu como maçã"); Transitivo indireto (Objeto indireto (preposição obrigatória), Ex.: "Acredito em você"); Transitivo direto e indireto (Dois complementos, Ex.: "Informei o resultado ao chefe")

Alternativa A — ❌ Incorreta

Verbo de ligação liga o sujeito a um predicativo (ex.: “Eu sou professora”). “Acreditar” expressa ação/processo mental, não estado. A alternativa troca o conceito: confunde verbo nocional (que indica ação) com verbo relacional (que indica estado).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Intransitivo não exige complemento (ex.: “Eu durmo”). “Acreditar” exige complemento — “acredito em senso de comunidade”. A alternativa ignora a regência do verbo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Transitivo direto exige objeto direto, sem preposição (ex.: “Eu como maçã”). “Acreditar” não aceita “acreditar senso de comunidade” — a preposição em é obrigatória. A alternativa troca o termo: trata o objeto indireto como se fosse direto.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Transitivo indireto exige complemento com preposição obrigatória. No trecho, “em senso de comunidade” é o objeto indireto — a preposição em é exigida pelo verbo. A classificação está correta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Transitivo direto e indireto (bitransitivo) exige dois complementos (ex.: “Eu informei o resultado ao chefe”). “Acreditar” tem apenas um complemento (“em senso de comunidade”). A alternativa acrescenta um complemento que não existe no trecho.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre “acreditar” (que pede “em”) e verbos que pedem objeto direto ou que são de ligação. A pegadinha está em reconhecer que “em senso de comunidade” é objeto indireto, não adjunto adverbial.

PEGA ESSA DICA!

Ao classificar a transitividade, pergunte ao verbo: “o quê?” (objeto direto) ou “de quê? em quê? a quê?” (objeto indireto). Se a preposição for obrigatória, é transitivo indireto.

Gabarito: letra D.

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