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Questão de Português — Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) — Quadrix 2023

PortuguêsPontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)
Código
qa499910
Banca
Quadrix
Órgão
CRO MS
Ano
2023
Cargo
Ana Adm ( )

Evitar doces é uma tarefa quase impossível para muitos. Além do sabor agradável, a guloseima serve muitas vezes como um calmante emocional, especialmente para as mulheres em época de TPM (tensão pré‑menstrual). Ricos em açúcar e com alto valor glicêmico (energético), os quitutes ajudam na produção de serotonina, hormônio encarregado de regular o humor, mas o excesso pode trazer quilos a mais e insuficiência de insulina.


A nutricionista Fernanda Pisciolaro, membro da Abeso (Associação Brasileira de Estudos sobre a Obesidade), explica que, antes de o açúcar cair na corrente sanguínea, ele passa pelo pâncreas, glândula que secreta insulina para quebrar a glicose e controlar em que quantidade essa substância chegará à corrente sanguínea. “Quando o alimento contém muito açúcar, a insulina encontra dificuldades para fazer seu trabalho e acaba deixando grande quantidade de glicose ir para o sangue”, explica Psiciolaro.


A endocrinologista Lívia Lugarinho, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, explica que, quando se consome muito açúcar, o corpo reage negativamente. “No começo, o pâncreas tende a produzir mais insulina para normalizar as taxas, mas depois ele começa a não dar conta de tanta demanda. O hormônio da insulina inicia, então, um processo de falência parcial, quando passa a ser pouco produzido, ou total, quando deixa de ser produzido. Se a produção de insulina não funciona, a glicose vai em excesso para a corrente sanguínea, o que resulta em diabetes”, explica Lugarinho. As consequências da diabetes são muitas e, entre elas, estão problemas neurológicos, cardiovasculares, oftalmológicos e renais.


Há ainda o risco de obesidade. Os doces são carboidratos altamente calóricos e ricos em gordura, que têm como função dar disposição e energia. Porém, quando a quantidade ingerida passa da conta e as atividades da pessoa não são suficientes para usar todas essas calorias, o excesso é revertido em tecido adiposo. Além de uma possível insatisfação com a aparência, o acúmulo de gordura corporal pode levar à pessoa doenças graves, como hipertensão e outras cardiopatias.


Internet: <www.drauziovarella.uol.com.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Acerca das ideias e dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item.

 

É facultativo o emprego da vírgula após a palavra “que”

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Vírgula após o "que" — obrigatória ou facultativa?

Gabarito: ERRADO (letra E). A vírgula após a palavra "que" no trecho "Ricos em açúcar e com alto valor glicêmico (energético), os quitutes ajudam na produção de serotonina, hormônio encarregado de regular o humor, mas o excesso pode trazer quilos a mais e insuficiência de insulina" não é facultativa: ela é obrigatória, pois isola uma oração adjetiva explicativa — "hormônio encarregado de regular o humor" — que acrescenta uma característica acessória ao termo anterior "serotonina". Retirar essa vírgula (ou as duas, pois há uma antes de "hormônio") alteraria o sentido, transformando a explicação em restrição indevida.

O comando da questão

O enunciado pede um julgamento sobre a facultatividade do emprego da vírgula após o "que". Isso é uma questão de gramática normativa aplicada ao texto: não se trata de interpretar o conteúdo, mas de reconhecer a função sintática da oração introduzida pelo pronome relativo "que" e, a partir dela, decidir se a vírgula é dispensável ou não. A banca testa se o candidato sabe distinguir oração adjetiva explicativa (que exige vírgula) de oração adjetiva restritiva (que não admite vírgula).

A regra que decide: explicativa × restritiva

A oração adjetiva introduzida por pronome relativo ("que", "quem", "cujo", "onde") pode ter dois valores:

  • Explicativa: acrescenta uma informação acessória, como um aposto. É isolada por vírgulas (ou travessões/parenteses). Sua retirada não prejudica a compreensão essencial da frase.

  • Restritiva: restringe, limita o sentido do antecedente. Não é isolada por vírgula. Sua retirada muda o sentido, pois ela é indispensável para identificar de quem ou do que se fala.

No trecho, a oração "hormônio encarregado de regular o humor" explica o que é a serotonina — não está restringindo entre vários hormônios qual é o tal. A serotonina é um hormônio específico; a oração apenas detalha sua função. Por isso, a vírgula é obrigatória, e não facultativa.

"os quitutes ajudam na produção de serotonina, hormônio encarregado de regular o humor, mas o excesso pode trazer quilos a mais"

A passagem mostra a oração explicativa entre vírgulas. Se as vírgulas fossem retiradas, a leitura passaria a sugerir que existem vários hormônios e que apenas o "encarregado de regular o humor" é o tal — o que não é o caso no texto. A vírgula, portanto, não é um enfeite: ela marca a natureza explicativa da oração.

Oração adjetiva (introduzida por "que")
  • 1Explicativa
    • Isolada por vírgula (obrigatória)
    • Informação acessória
    • Retirada não prejudica o sentido
  • 2Restritiva
    • Não admite vírgula
    • Restringe o antecedente
    • Retirada muda o sentido
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Análise das alternativas

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmativa diz que é facultativo o emprego da vírgula após o "que". Isso está errado porque a vírgula é obrigatória para isolar a oração adjetiva explicativa. A facultatividade só existiria se a oração fosse restritiva (caso em que a vírgula seria proibida) ou se houvesse outra estrutura que admitisse dupla leitura. Aqui, a estrutura é claramente explicativa, e a retirada da vírgula alteraria o sentido — portanto, não é facultativa.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmativa está correta ao negar a facultatividade. A vírgula após o "que" é obrigatória porque introduz uma oração adjetiva explicativa. O gabarito é a letra E (Errado), pois a proposição do enunciado é falsa.

Conclusão

A questão cobra a distinção entre oração adjetiva explicativa e restritiva. A presença da vírgula não é um capricho: ela sinaliza que a oração é explicativa. Quando a banca perguntar se a vírgula é facultativa, pergunte-se: a oração restringe ou explica? Se explica, a vírgula é obrigatória; se restringe, é proibida. Facultativa só em casos específicos (como adjuntos adverbiais curtos deslocados), que não é o caso aqui.

Gabarito: letra E (Errado).

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