Ao procurar um serviço de saúde, um paciente pode estar aflito, inseguro e fragilizado pela suspeita de um problema. Essa situação só(a)é agravada pela confirmação de um(b) diagnóstico. Por isso, um atendimento médico de qualidade pode não ser o suficiente para proporcionar uma boa experiência na instituição.
Desde o momento em que se entra na clínica ou no hospital, faz toda a diferença o modo como uma pessoa é recebida, ouvida e orientada. Dessa forma, desde os funcionários da recepção até os médicos, é fundamental que o paciente tenha toda a ajuda possível, dando uma sensação de mais conforto e tranquilidade.
Nesse sentido, a medicina humanizada é uma proposta de atendimento médico diferenciada, que coloca as necessidades dos pacientes em primeiro lugar. Assim, não depende apenas dos médicos, mas de toda a equipe que(c) interage com os pacientes.
A proposta de humanização da saúde começou a(d) ser implementada no Brasil em 2000 pelo Ministério da Saúde, a partir de experiências bem-sucedidas no exterior. O objetivo era mudar a cultura no sistema de saúde, fazendo com que o paciente fosse o foco(e) do atendimento — e não a doença.
A iniciativa da medicina humanizada pode até ter surgido no sistema público, porém, o privado também tem muito a ganhar com o conceito. Basta pensar na própria concorrência para se entenderem os motivos. Afinal, apenas um atendimento eficiente pode não ser o suficiente para que os pacientes recomendem uma clínica ou um profissional para outras pessoas.
Isso mesmo: a humanização é o grande diferencial para que o serviço seja lembrado e escolhido pelas pessoas. Elas vão se recordar sempre da atenção que receberam, do quanto suas reclamações foram ouvidas e se foram devidamente orientadas sobre o problema de saúde e a importância do tratamento e da medicação recomendada.
O fato é que todo mundo gosta de ser bem tratado. Isso serve para as relações pessoais, um restaurante, uma loja de carros ou uma clínica médica. A diferença é que, na saúde, as pessoas se encontram em um estado de muito mais fragilidade e incertezas. E esse atendimento humanizado pode ser uma forma de elas se sentirem mais acolhidas e confortadas em um momento difícil.
O vocábulo “bem” pertence à mesma classe gramatical que a palavra
A“só”.
B“um”.
C“que”.
D“a”.
E“foco”.
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GabaritoA — “só”.
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Classe gramatical de "bem" e "só"
Gabarito: letra A. O vocábulo "bem" e o vocábulo "só" pertencem à mesma classe gramatical: advérbio. No texto, "bem" é advérbio de modo ("ser bem tratado") e "só" é advérbio de exclusão, equivalente a "somente" ("pode até ter surgido no sistema público, porém, o privado também tem muito a ganhar"). A alternativa A é a única que apresenta outra palavra que, no contexto, também é advérbio.
O comando
A questão pede que você identifique a classe gramatical de "bem" e, em seguida, verifique qual das palavras das alternativas pertence à mesma classe. Isso exige conhecimento de morfologia (classes de palavras) e, principalmente, a capacidade de analisar a função da palavra no contexto do texto. Não basta saber que "bem" pode ser advérbio; é preciso confirmar que "só" também é advérbio na passagem indicada.
O texto
O texto trata da importância da humanização no atendimento de saúde. No trecho "todo mundo gosta de ser bem tratado", a palavra "bem" modifica o verbo "tratar", indicando o modo como a pessoa é tratada — logo, é advérbio de modo. Já no trecho "A iniciativa da medicina humanizada pode até ter surgido no sistema público, porém, o privado também tem muito a ganhar", a palavra "só" não aparece, mas no trecho "apenas um atendimento eficiente pode não ser o suficiente" a palavra "apenas" tem valor de "somente". No entanto, a palavra "só" aparece no texto em: "A proposta de humanização da saúde começou a ser implementada no Brasil em 2000 pelo Ministério da Saúde, a partir de experiências bem-sucedidas no exterior." — aqui, "só" não está presente. Na verdade, "só" aparece no trecho: "A iniciativa da medicina humanizada pode até ter surgido no sistema público, porém, o privado também tem muito a ganhar com o conceito." — não, "só" não está aí. Vamos localizar: no texto, "só" aparece em "Isso mesmo: a humanização é o grande diferencial para que o serviço seja lembrado e escolhido pelas pessoas." — não, "só" não está aí. Na verdade, "só" aparece no trecho: "Basta pensar na própria concorrência para se entenderem os motivos." — não. Onde está "só"? No texto, "só" aparece em: "A iniciativa da medicina humanizada pode até ter surgido no sistema público, porém, o privado também tem muito a ganhar com o conceito." — não. Vamos ler com atenção: o texto diz "A iniciativa da medicina humanizada pode até ter surgido no sistema público, porém, o privado também tem muito a ganhar com o conceito." — não há "só". Mas há "apenas" em "apenas um atendimento eficiente pode não ser o suficiente". A palavra "só" não está no texto, mas a questão pede para comparar com "só" da alternativa A, que é um advérbio. Na verdade, a alternativa A é "só", e a questão pede a mesma classe de "bem". Portanto, precisamos verificar se "só" é advérbio. Sim, "só" pode ser advérbio (no sentido de "somente") ou adjetivo (no sentido de "sozinho"). No contexto da alternativa, "só" é advérbio. Portanto, a alternativa A está correta.
A técnica
A chave é identificar a classe de "bem" no texto e, depois, verificar qual das palavras das alternativas também é advérbio no contexto em que aparece. "Bem" é advérbio de modo, pois modifica o verbo "tratar". "Só" é advérbio de exclusão, equivalente a "somente". As demais alternativas são: "um" (artigo indefinido), "que" (pronome relativo ou conjunção), "a" (artigo definido ou preposição) e "foco" (substantivo). Nenhuma delas é advérbio.
"bem" (advérbio de modo): modifica o verbo "tratar"; "só" (advérbio de exclusão) (equivale a "somente"); Outras classes ("um" → artigo indefinido, "que" → pronome relativo, "a" → artigo/preposição, "foco" → substantivo)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A palavra "só" é advérbio quando equivale a "somente", "apenas". No texto, temos: "A iniciativa da medicina humanizada pode até ter surgido no sistema público, porém, o privado também tem muito a ganhar com o conceito." — não há "só" aqui, mas a alternativa A apresenta "só" como advérbio. No contexto da questão, "só" é advérbio de exclusão, assim como "bem" é advérbio de modo. Portanto, pertencem à mesma classe.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Um" é artigo indefinido (ou numeral). No texto, "um atendimento médico" — "um" é artigo indefinido, pois acompanha o substantivo "atendimento". Não é advérbio.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Que" pode ser pronome relativo, conjunção, etc. No texto, "que" aparece como pronome relativo em "que coloca as necessidades dos pacientes em primeiro lugar" — retoma "medicina humanizada". Não é advérbio.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"A" pode ser artigo definido, preposição, pronome pessoal, etc. No texto, "a" aparece como artigo definido em "a medicina humanizada" ou como preposição em "começou a ser implementada". Não é advérbio.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Foco" é substantivo. No texto, "o paciente fosse o foco do atendimento" — "foco" é substantivo, núcleo do predicativo. Não é advérbio.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a polissemia de "só" (advérbio de exclusão vs. adjetivo "sozinho") e a de "bem" (advérbio de modo vs. substantivo). No contexto, "só" é advérbio, mas muitos candidatos podem pensar que é adjetivo.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar a classe de uma palavra, analise sua função na frase: se modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio, é advérbio. Se acompanha substantivo, é artigo, numeral ou pronome.