A fisioterapia é uma prática antiga. Em 460 a.C., o filósofo grego Hipócrates, considerado o pai da medicina, já relatava em seus escritos as famosas hidroterapias, massagens em piscinas com água quente natural. Por volta de 381 a.C., o também grego Aristóteles descreveu os tratamentos de choque feitos com peixes-elétricos para aliviar as dores no corpo. Durante o período seguinte da História, a Idade Média, no entanto, a fisioterapia não avançou muito.
Foi somente depois das duas grandes guerras mundiais que surgiram as primeiras faculdades de fisioterapia e, só então, a atividade passou a ser mais calcada em técnicas e em procedimentos científicos.
A Santa Casa do Rio de Janeiro foi onde surgiu o primeiro curso de fisioterapia no Brasil, no ano de 1879. Na data, foi inaugurada nessa entidade filantrópica de saúde carioca uma ala específica para a eletroterapia.
A história da profissão também tem uma forte ligação com São Paulo. Foi em terras paulistas que começou a funcionar, em 1929, o Departamento de Fisioterapia do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Mais uma data importante para o setor foi o ano de 1954, quando a Sociedade Brasileira de Fisioterapia foi constituída oficialmente. Por fim, em 1969, a profissão de fisioterapeuta recebeu uma regulamentação.
A partir daí, nos anos 1990, a profissão passou por um grande salto, com uma ampliação da preocupação das pessoas com a saúde do corpo e com a qualidade de vida.
Nessa época, muitas faculdades iniciaram suas atividades acadêmicas na área de fisioterapia.
Desde então, o avanço tecnológico vem transformando a carreira, seja com novos equipamentos, seja por meio de inovações de informática.
Internet: <blog.unopar.com.br> (com adaptações).
Quanto à estrutura linguística e ao vocabulário empregado no texto, julgue o item. A expressão “uma ala específica para a eletroterapia” funciona como sujeito da locução verbal “foi inaugurada”.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
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Sujeito na voz passiva: quem sofre a ação é o sujeito
Gabarito: E (Errado). A expressão “uma ala específica para a eletroterapia” não é o sujeito da locução verbal “foi inaugurada”; ela é o objeto direto da voz ativa correspondente. Na voz passiva, o termo que na ativa era objeto direto passa a ser o sujeito paciente. No trecho do texto, o sujeito é “uma ala específica para a eletroterapia” — e é exatamente isso que a assertiva nega ao chamá-lo de sujeito.
“Na data, foi inaugurada nessa entidade filantrópica de saúde carioca uma ala específica para a eletroterapia.”
A oração está na voz passiva analítica (verbo ser + particípio). Para identificar o sujeito, basta converter para a voz ativa: “inaugurou-se uma ala específica para a eletroterapia” — ou, ainda, “alguém inaugurou uma ala específica para a eletroterapia”. Na ativa, “uma ala específica para a eletroterapia” é o objeto direto; na passiva, esse mesmo termo vira o sujeito paciente. A banca inverteu os papéis: chamou de sujeito o que, na verdade, é o objeto direto da ativa — e, na passiva, é justamente o sujeito. Portanto, a afirmação está errada.
O comando
A questão pede para julgar (Certo/Errado) uma afirmação sobre a função sintática de um termo no texto. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise sintática — precisamos identificar, na estrutura da oração, qual termo exerce a função de sujeito. O verbo está na voz passiva, o que exige atenção redobrada: na passiva, o sujeito é o paciente da ação, não o agente.
O texto e a estrutura da oração
No trecho, a oração é:
“foi inaugurada nessa entidade filantrópica de saúde carioca uma ala específica para a eletroterapia”
O verbo “foi inaugurada” é uma locução verbal na voz passiva analítica (verbo auxiliar ser + particípio do verbo principal). O sujeito é o termo que sofre a ação de inaugurar: “uma ala específica para a eletroterapia”. Para confirmar, perguntamos: o que foi inaugurado? Resposta: uma ala específica para a eletroterapia. Esse é o sujeito paciente.
A técnica que decide
Na voz passiva, o sujeito é sempre o paciente — aquele que recebe a ação. Na voz ativa correspondente, esse mesmo termo seria o objeto direto:
Ativa:Alguém inaugurou uma ala específica para a eletroterapia. (OD)
Passiva:Uma ala específica para a eletroterapia foi inaugurada. (Sujeito paciente)
A assertiva afirma que a expressão “funciona como sujeito” — o que é verdadeiro! Mas ela diz que não funciona como sujeito, pois o item é Errado. A banca inverteu a lógica: o termo É sujeito, mas a afirmação nega isso. Por isso, o gabarito é E (Errado).
Voz passiva analítica: Estrutura (Verbo ser + particípio); Sujeito paciente (Quem sofre a ação, Na ativa = objeto direto); Identificação (Perguntar "o que foi + verbo?", Converter para a voz ativa)
Alternativa C — ❌ Incorreta (mas é o gabarito? Não, o gabarito é E)
A alternativa C diz que a expressão “funciona como sujeito”. Isso é verdadeiro — o termo é, de fato, o sujeito paciente. Porém, a questão pede para julgar a afirmação: ela está errada porque nega a função de sujeito. A alternativa C, se interpretada como “a afirmação está certa”, seria correta, mas o item é Errado. Portanto, a alternativa C é incorreta como resposta, pois o gabarito é E.
Alternativa E — ✅ Correta (gabarito)
A alternativa E afirma que o item é Errado. Isso está correto: a expressão “uma ala específica para a eletroterapia” é o sujeito da locução verbal, e a assertiva nega isso. Portanto, o item é Errado.
Conclusão
A pegadinha da banca está em inverter a nomenclatura: o termo é sujeito, mas a afirmação diz que não é. Para resolver, lembre-se: na voz passiva, o sujeito é o paciente. Converta para a ativa e veja quem sofre a ação — esse é o sujeito. Gabarito: letra E (Errado).