Assinale a alternativa em que a sentença está pontuada corretamente.
AEle queria ir à padaria, mas, estava trabalhando.
BAqueles que não entendem a minha fala, não deveriam me julgar.
CEmbora quisesse almoçar, não conseguia.
DMaria, não foi à escola.
EEle pensou, se poderia ir à festa.
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GabaritoC — Embora quisesse almoçar, não conseguia.
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Pontuação: Uso da Vírgula
Gabarito: letra C. A única frase corretamente pontuada é "Embora quisesse almoçar, não conseguia", pois a oração subordinada adverbial concessiva anteposta à principal deve ser separada por vírgula. As demais alternativas violam regras básicas de pontuação: separam sujeito de verbo, verbo de complemento ou usam vírgula indevidamente após conjunção.
O Comando
A questão pede que você identifique a sentença pontuada corretamente. Isso exige conhecimento das regras de uso da vírgula, especialmente os casos obrigatórios e os proibidos. Não se trata de interpretação de texto, mas de aplicação de norma gramatical. O comando é direto: "assinale a alternativa em que a sentença está pontuada corretamente". Portanto, você deve testar cada frase mentalmente, verificando se a vírgula (ou sua ausência) está de acordo com a sintaxe.
O Texto (Análise das Frases)
Cada alternativa é uma frase isolada. Não há um texto-base maior. O foco está na estrutura sintática de cada período. Vamos analisar cada uma:
A) "Ele queria ir à padaria, mas, estava trabalhando." — A vírgula após "mas" é proibida. A conjunção adversativa "mas" não deve ser separada do verbo que introduz. O correto seria: "Ele queria ir à padaria, mas estava trabalhando."
B) "Aqueles que não entendem a minha fala, não deveriam me julgar." — A vírgula separa o sujeito ("Aqueles que não entendem a minha fala") do verbo ("não deveriam me julgar"). Isso é proibido. O correto seria: "Aqueles que não entendem a minha fala não deveriam me julgar."
C) "Embora quisesse almoçar, não conseguia." — A oração subordinada adverbial concessiva "Embora quisesse almoçar" está anteposta à principal "não conseguia". Quando a subordinada vem antes da principal, a vírgula é obrigatória. Portanto, a frase está correta.
D) "Maria, não foi à escola." — A vírgula após "Maria" sugere que ela é um vocativo (chamamento), mas o sentido é de que Maria é o sujeito da ação. Para indicar que Maria é o sujeito, não se usa vírgula. O correto seria: "Maria não foi à escola." Se fosse vocativo, seria: "Maria, não foi à escola?" (com sentido de chamamento).
E) "Ele pensou, se poderia ir à festa." — A vírgula separa o verbo "pensou" do seu complemento (a oração subordinada substantiva objetiva direta "se poderia ir à festa"). Isso é proibido. O correto seria: "Ele pensou se poderia ir à festa."
A Técnica que Decide
A regra central é: a vírgula não pode separar termos que são sintaticamente ligados, como sujeito e verbo, verbo e complemento, e verbo e predicativo. Por outro lado, a vírgula é obrigatória para isolar orações subordinadas adverbiais quando vêm antepostas à principal. Essa distinção é o que separa a alternativa correta das demais.
PEGA ESSA DICA!
Ao analisar uma frase, identifique primeiro o sujeito e o verbo. Se houver vírgula entre eles, a frase está errada. Depois, verifique se há oração subordinada adverbial no início — se sim, a vírgula é obrigatória.
Uso da vírgula
1Separa sujeito do verbo
Ex.: "Aqueles que não entendem, não deveriam julgar"
2Separa verbo do complemento
Ex.: "Ele pensou, se poderia ir"
3Após conjunção "mas"
Ex.: "mas, estava trabalhando"
4Oração adverbial anteposta
Ex.: "Embora quisesse almoçar, não conseguia"
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Análise das Alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
A frase "Ele queria ir à padaria, mas, estava trabalhando" apresenta uma vírgula após a conjunção "mas". Isso é proibido: a conjunção coordenativa adversativa não deve ser separada do verbo que introduz. O correto seria "Ele queria ir à padaria, mas estava trabalhando". A vírgula antes de "mas" é correta (separa orações coordenadas), mas a vírgula depois é um erro clássico.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A frase "Aqueles que não entendem a minha fala, não deveriam me julgar" separa o sujeito ("Aqueles que não entendem a minha fala") do verbo ("não deveriam me julgar"). Isso é proibido pela norma culta. O sujeito é uma oração subordinada adjetiva restritiva, e a vírgula não pode ser usada entre ela e o verbo da principal.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A frase "Embora quisesse almoçar, não conseguia" está correta. A oração "Embora quisesse almoçar" é uma subordinada adverbial concessiva, e quando anteposta à principal, exige vírgula. A vírgula marca a pausa e a separação entre as orações, o que é obrigatório nesse caso.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A frase "Maria, não foi à escola" usa a vírgula para isolar "Maria", o que a transforma em vocativo. No entanto, o sentido é de que Maria é o sujeito da ação. Para indicar sujeito, não se usa vírgula. O correto seria "Maria não foi à escola". Se a intenção fosse vocativo, a frase seria "Maria, não foi à escola?" (chamando Maria).
Alternativa E — ❌ Incorreta
A frase "Ele pensou, se poderia ir à festa" separa o verbo "pensou" do seu complemento (a oração subordinada substantiva objetiva direta "se poderia ir à festa"). Isso é proibido: não se separa verbo de complemento com vírgula. O correto seria "Ele pensou se poderia ir à festa".
Conclusão
A alternativa C é a única que respeita as regras de pontuação, pois usa a vírgula para separar uma oração subordinada adverbial anteposta. As demais cometem erros de separação indevida entre termos sintáticos. Lembre-se: a vírgula não separa o que é sintaticamente unido; ela separa o que é acessório ou orações independentes.