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Questão de Português — Questões Variadas de Classe de Palavras — Avança SP 2023

PortuguêsQuestões Variadas de Classe de Palavras
Código
qa501753
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Ubatuba
Ano
2023
Cargo
Ag ( )

Por que o tigre-da-tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA

 

Ele foi o primeiro animal extinto a ter seu RNA extraído e sequenciado, e pode ser um dos primeiros a serem trazidos de volta à vida.

 

O RNA do Tigre-da-Tasmânia foi extraído pela primeira vez. O Thylacinus cynocephalus, também chamado de Tilacino ou Lobo-da- Tasmânia, foi extinto nos anos de 1930, e pode se tornar a primeira espécie animal a ser trazida de volta à vida. O feito foi reportado na última semana, em estudo publicado no periódico Genome Research. Mas por que esses animais foram extintos para começo de conversa e por que os cientistas querem trazer ele de volta?

 

A história da extinção

 

Apesar de parecer um cachorro (e de ser chamado de Tigre), o tigre-da-tasmânia era um marsupial, aquela classe de mamíferos que têm uma bolsa de pele onde guardam o filhote – como os cangurus. O “tigre” do nome é por causa de suas listras características nas costas. Eles eram nativos da Oceania, vivendo na Austrália e Nova Guiné, e seu processo de extinção foi gradual. Hoje em dia, as pesquisas indicam que diversos fatores levaram à extinção desses animais, mas é certo afirmar que o principal deles foi a chegada dos humanos ao continente, por volta de 50 mil anos atrás. A caça indiscriminada levou à extinção não só dos tilacinos, mas também da famosa megafauna australiana. Posteriormente, os dingos (um tipo de cão selvagem) foram levados ao continente. As duas espécies competiam pelos mesmos recursos, o que fez a população dos tilacinos diminuir ainda mais. Esse cenário confinou os animais à Tasmânia, uma ilha ao sul do continente australiano. Lá eles ficaram e sobreviveram – até a chegada dos colonos europeus, no começo do século 19. Como os tilacinos costumavam atacar as ovelhas nas fazendas, o governo criou recompensas para a caça desses animais. Resultado: dos 5 mil indivíduos que existiam na ilha até a chegada dos colonos, aproximadamente 3.500 tilacinos foram mortos, entre os anos de 1830 e 1920. Isso levou pesquisadores a pensar em formas de se proteger o animal. Mas já era tarde demais. Em setembro de 1936, o último exemplar da espécie, batizado de Benjamin, morreu no zoológico de Hobart/Beaumaris, na Tasmânia.

 

[...]

 

Lá e de volta outra vez

 

O tigre-da-tasmânia era um dos principais predadores da Ilha, sendo um dos responsáveis por controlar o equilíbrio entre as populações de animais da região. Sem um predador para controlar, muitas dessas espécies podem se tornar verdadeiras pragas, ameaçando o equilíbrio do ecossistema local. E é justamente esse um dos principais argumentos utilizados para trazer essa espécie de volta. A ficção científica já nos mostrou que trazer animais extintos de volta à vida não é exatamente a melhor ideia. Mas, para alguns pesquisadores, essa pode ser a melhor opção para recuperar o equilíbrio ecológico de ecossistemas inteiros que foram devastados. E a isso se dá o nome de “desextinção”. E com essa ideia em mente, e com uma façanha digna de Jurassic Park, pesquisadores conseguiram extrair o RNA de uma espécie de tigre-da-tasmânia preservado em um museu. Cientistas da Universidade de Estocolmo conseguiram extrair essa amostra de um tecido muscular e da pele do espécime. Diferentemente do DNA, o RNA é uma sequência genética que revela quais genes estão ativos. É o RNA que leva as informações contidas no nosso código genético para virarem proteínas, as moléculas responsáveis pelo funcionamento de todas as células no nosso corpo. “A recuperação dos perfis de expressão de RNA que não existem mais em células vivas expande a possibilidade de explorar a biologia de animais extintos”, explica Emilio Mármol- Sánchez, professor da Universidade de Estocolmo e um dos líderes do estudo. Para isso, eles extraíram mais de 220 milhões de fragmentos de RNA da pele e músculo do animal. Então, purificaram esses fragmentos e depois conseguiram isolar e sequenciar o RNA da espécie. Foi possível identificar genes que codificam proteínas para a contração das fibras musculares, além de outra na pele responsável pela queratina. A amostra foi retirada de um espécime do Museu de História Natural de Estocolmo, de 1891. Geralmente, o RNA é mais frágil que o DNA: fora da célula, costuma se degradar em questão de minutos. Sua preservação depende de uma série de fatores, o que torna a façanha da equipe ainda mais impressionante. Essas informações serão essenciais para os projetos que visam trazer o tigre-da-tasmânia de volta à vida. [...]

 

Revista Superinteressante. Por que o tigre-datasm ânia foi extinto – e como isolaram seu RNA (adaptado). Disponível em: <https://super.abril.com.br/ciencia/por-que-o-tigre-da-tasmania-foiextinto- e-como-isolaram-seu-rna/>

Considere o seguinte excerto: “A ficção científica já nos mostrou que trazer animais extintos de volta à vida não é exatamente a melhor ideia.” Em relação às classes gramaticais, as palavras “científica”, “já”, “que” e “ideia” são, respectivamente:
  1. Asubstantivo, advérbio, conjunção e substantivo.
  2. Badjetivo, preposição, conjunção e substantivo.
  3. Cadjetivo, advérbio, preposição e substantivo.
  4. Dadjetivo, advérbio, conjunção e adjetivo.
  5. Eadjetivo, advérbio, conjunção e substantivo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — adjetivo, advérbio, conjunção e substantivo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classes Gramaticais no Excerto — "científica", "já", "que" e "ideia"

Gabarito: letra E. No excerto, "científica" é adjetivo (caracteriza o substantivo "ficção"), "já" é advérbio (indica tempo), "que" é conjunção integrante (introduz a oração subordinada substantiva objetiva direta "trazer animais extintos de volta à vida") e "ideia" é substantivo (núcleo do objeto direto). A alternativa E é a única que classifica corretamente as quatro palavras, como se comprova pela análise morfológica de cada uma no contexto.

O Comando

A questão pede a classificação gramatical (morfologia) de quatro palavras específicas dentro de um excerto. Isso é diferente de interpretação de texto: aqui, o foco é identificar a classe de palavras de cada termo, considerando o contexto em que aparecem. A banca não quer o sentido, mas a função morfológica. É uma questão de conceito — exige domínio das dez classes gramaticais e, principalmente, da capacidade de distinguir palavras que podem pertencer a mais de uma classe (como "que", que pode ser conjunção, pronome, partícula expletiva etc.).

O Texto e o Excerto

O texto-base trata da extinção do tigre-da-tasmânia e da possibilidade de "desextinção" via RNA. O excerto destacado é: "A ficção científica já nos mostrou que trazer animais extintos de volta à vida não é exatamente a melhor ideia." A resposta mora na análise de cada palavra dentro dessa frase, não no sentido global do texto. A banca escolheu palavras que costumam gerar dúvida: "científica" (pode parecer substantivo para alguns), "já" (advérbio de tempo), "que" (a grande pegadinha — é conjunção integrante, não pronome relativo) e "ideia" (substantivo abstrato).

A Técnica: Análise Morfológica no Contexto

Para acertar, é preciso analisar cada palavra isoladamente, mas sempre considerando a função que exerce na frase:

  1. "científica": A palavra "ficção" é um substantivo. "Científica" vem logo depois e caracteriza esse substantivo, atribuindo-lhe uma qualidade (ficção do tipo científica). Palavra que modifica substantivo = adjetivo. Não é substantivo porque não nomeia um ser; ela qualifica.

  1. "já": A palavra "já" indica tempo — "já nos mostrou" = "mostrou anteriormente". Palavra invariável que modifica o verbo, indicando circunstância de tempo, é advérbio. Não é preposição, pois não liga dois termos estabelecendo relação de subordinação; não é conjunção, pois não liga orações.

  1. "que": Esta é a pegadinha central. O "que" introduz a oração "trazer animais extintos de volta à vida não é exatamente a melhor ideia". Essa oração exerce a função de objeto direto do verbo "mostrou" (mostrou o quê? que trazer... não é a melhor ideia). Quando o "que" introduz uma oração subordinada substantiva (que exerce função de sujeito, objeto etc.), ele é conjunção integrante. Não é pronome relativo, pois não retoma um termo antecedente (não há um substantivo antes que ele substitua). Não é preposição.

  1. "ideia": A palavra "ideia" nomeia um conceito abstrato — é o núcleo do objeto direto "a melhor ideia". Palavra que nomeia seres, coisas, sentimentos, conceitos = substantivo. Não é adjetivo, pois não caracteriza outro substantivo; ela é o próprio núcleo do sintagma.

Análise das Alternativas

1Adjetivo
2Caracteriza "ficção"
3"já"
Advérbio
Indica tempo
4"que"
Conjunção integrante
Introduz oração subordinada substantiva
5"ideia"
Substantivo
Núcleo do objeto direto
"científica"
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"científica": Adjetivo; Caracteriza "ficção"; "já" (Advérbio, Indica tempo); "que" (Conjunção integrante, Introduz oração subordinada substantiva); "ideia" (Substantivo, Núcleo do objeto direto)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erra ao classificar "científica" como substantivo. No excerto, "científica" é claramente um adjetivo, pois caracteriza o substantivo "ficção". A banca tenta confundir o candidato que não percebe a função adjetiva da palavra.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erra ao classificar "já" como preposição. "Já" é um advérbio de tempo, invariável, que modifica o verbo "mostrou". Preposição é uma palavra que liga dois termos, estabelecendo relação de subordinação (ex.: "casa de pedra"). "Já" não faz isso.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erra ao classificar "que" como preposição. O "que" do excerto é uma conjunção integrante, que introduz uma oração subordinada substantiva. Preposição é uma classe invariável que liga palavras, não orações. A confusão aqui é mais grave, pois "que" nunca é preposição em português.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erra ao classificar "ideia" como adjetivo. "Ideia" é o núcleo do objeto direto "a melhor ideia" — é um substantivo abstrato, que nomeia um conceito. Não caracteriza outro substantivo; ela é o termo principal do sintagma.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Classifica corretamente as quatro palavras: adjetivo (científica), advérbio (já), conjunção (que) e substantivo (ideia). É a única alternativa inteiramente correta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a polissemia do "que" (conjunção integrante × pronome relativo) e a aparência de "científica" como possível substantivo. A chave é testar a função: "que" introduz oração substantiva (objeto direto) → conjunção; "científica" modifica "ficção" → adjetivo.

PEGA ESSA DICA!

Para classificar uma palavra, pergunte: ela nomeia (substantivo), caracteriza (adjetivo), modifica verbo/adjetivo/advérbio (advérbio) ou liga orações (conjunção)? Teste sempre a função no contexto.

Gabarito: letra E — a única que acerta as quatro classificações, provando que a análise morfológica exige atenção ao papel de cada palavra na frase, não apenas ao seu formato isolado.

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