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Questão de Português — Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) — Avança SP 2023

PortuguêsRegência Nominal e Verbal (Casos Gerais)
Código
qa501791
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Ubatuba
Ano
2023
Cargo
BCiv ( )

Por que insetos são cruciais para vida na Terra

 

Vivemos em um planeta de insetos. Eles representam cerca de 70% de todas as espécies conhecidas na Terra e sua biomassa combinada é 16 vezes maior que a dos humanos. Há 300 milhões de anos, libélulas gigantes com envergadura de 75 centímetros voavam entre as samambaias arbóreas. Hoje em dia, os insetos são extraordinariamente diversos, com uma enorme variedade de cores, formas e tamanhos. Eles também desempenham um papel crucial na vida na Terra. Eles servem de alimento para muitos animais, incluindo a maioria dos pássaros, morcegos, lagartos, anfíbios e peixes de água doce. Cerca de 80% das espécies de plantas selvagens do mundo também dependem de insetos para polinizá-las, assim como três quartos das plantas que cultivamos para alimentação. Não é exagero dizer que, sem os insetos, muitos de nós morreríamos de fome. Mas muitos tipos de insetos em diferentes partes do mundo estão ameaçados. Embora medir as populações de insetos seja algo complexo, existem sinais preocupantes. Um importante estudo de 2020 estimou que os insetos que vivem na Terra estão a diminuir em cerca de 9% por década em todo o mundo. Um estudo alemão descobriu que a biomassa de insetos voadores nas reservas naturais diminuiu alarmantes 76% entre 1989 e 2016. Nos Estados Unidos, as populações de borboleta-monarca diminuíram 80% neste século. Algumas espécies no Reino Unido, como a borboleta-vírgula e as borboletas-malhadinhas, estão contrariando a tendência. Mas de maneira geral, a distribuição geográfica global das borboletas no Reino Unido diminuiu, em média, 42% desde 1976. As espécies invasoras também estão sofrendo. Ratos se alimentaram da tesourinha de Santa Helena, um tipo de lacraia, até levar a espécie à extinção e quase exterminaram o weta gigante da Nova Zelândia, um tipo de gafanhoto. A poluição luminosa também representa um problema, pois atrai as mariposas e as condena à morte e perturba o ciclo de vida dos insetos. Também desorienta alguns besouros que navegam usando a luz da Via Láctea.

 

“Guerra contra a natureza”

 

Além de tudo isso, os insetos têm agora que lidar com as mudanças climáticas. Alguns insetos mais adaptáveis, como os mosquitos, as baratas e as moscas domésticas, se beneficiarão de temperaturas mais altas e de mais chuva. Mas a maioria sofrerá. Zangões estão desaparecendo de seus habitats mais ao sul, superaquecendo em seus corpos peludos à medida que o clima esquenta. Secas, inundações e incêndios florestais também podem devastar as populações já ameaçadas. Em 1962, a bióloga americana Rachel Carson publicou o livro Silent Spring (Primavera Silenciosa, em tradução literal para o português), alertando que estávamos causando danos terríveis ao nosso planeta. Ela escreveu: "O homem é parte da natureza" e a sua guerra contra a natureza "é inevitavelmente uma guerra contra si mesmo". Mas a previsão de Carson era apenas o começo. Desde então, os habitats de vida selvagem ricos em insetos foram destruídos em grande escala. Os solos foram degradados e os rios obstruídos com lodo, poluídos ou drenados. A agricultura, tão dependente dos insetos para a polinização, é responsável por grande parte do seu declínio. Estima-se que 4 milhões de toneladas de pesticidas sejam lançadas no meio ambiente todos os anos.

 

Então, o que podemos fazer se quisermos proteger nossos insetos? A resposta mais simples está em reestruturar jardins e varandas, plantando flores silvestres e arbustos nativos, reduzindo o corte da relva e encontrando alternativas aos pesticidas. Mas as ações individuais não serão suficientes. Imagine cidades verdes repletas de árvores, hortas e lagos, todas livres de pesticidas e cheias de vida. O movimento para uma agricultura sustentável para insetos e toda a natureza está crescendo, mas precisa de muito mais apoio, tanto por parte de governos como de consumidores. Ainda não é tarde demais. A maioria das espécies de insetos ameaçadas ainda não foi extinta e pode se recuperar rapidamente se for protegida. O biólogo americano Paul Ehrlich comparou a perda de espécies ao desprendimento aleatório de rebites da asa de um avião. Remova um ou dois e o avião provavelmente ficará bem. Remova dez, 20 ou 50 e, em algum momento, ocorrerá uma falha catastrófica e o avião cairá do céu. Os insetos são os rebites que mantêm o planeta funcionando. Quantos podem ser removidos com segurança do avião antes que ele caia? BBC News Brasil. Disponível em

<https://www.bbc.com/portuguese/articles/cedgnv3yvlpo>

 

Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:

I. “O homem é parte da natureza”.

II. “Eles servem de alimento para muitos animais”

Em relação à regência, nas sentenças dadas, os verbos “ser” e “servir” são, respectivamente:

  1. Averbo de ligação e verbo transitivo indireto.
  2. Bverbo de ligação e verbo transitivo direto.
  3. Cverbo transitivo direto e verbo transitivo indireto.
  4. Dverbo transitivo direto e verbo intransitivo.
  5. Everbo intransitivo e verbo intransitivo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — verbo de ligação e verbo transitivo indireto.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação dos Verbos: Ser e Servir

Gabarito: letra A. Na sentença I, "O homem é parte da natureza", o verbo ser é verbo de ligação, pois liga o sujeito ao predicativo "parte da natureza". Na sentença II, "Eles servem de alimento para muitos animais", o verbo servir é transitivo indireto, pois exige a preposição de (servir de alimento). A alternativa A é a única que classifica corretamente os dois verbos.

O Comando

A questão pede a classificação dos verbos ser e servir quanto à predicação verbal — ou seja, como cada verbo se relaciona com seus complementos na frase. Não é uma questão de interpretação de texto, mas de gramática aplicada ao texto: você deve analisar a função sintática dos termos que acompanham cada verbo.

O Texto e a Análise

No trecho, temos:

I. "O homem é parte da natureza".

Aqui, o verbo ser não indica ação; ele liga o sujeito "O homem" a uma característica/classificação: "parte da natureza". Esse termo é o predicativo do sujeito. Verbos como ser, estar, permanecer, ficar, parecer, continuar, tornar-se são verbos de ligação quando estabelecem essa relação de estado ou qualidade.

II. "Eles servem de alimento para muitos animais".

O verbo servir aqui significa "funcionar como", "ter a função de". Ele exige a preposição de para introduzir o complemento "alimento". Por isso, é transitivo indireto: o complemento (objeto indireto) vem regido de preposição. Note que "para muitos animais" é um adjunto adverbial de finalidade, não o objeto.

A Técnica que Decide

Para classificar um verbo, pergunte: ele precisa de complemento? Se sim, esse complemento vem com preposição (transitivo indireto) ou sem (transitivo direto)? Se o verbo apenas liga o sujeito a um predicativo, é de ligação. No caso de "servir", a preposição de é obrigatória — sem ela, a frase fica agramatical: "Eles servem alimento" (errado). Portanto, é transitivo indireto.

Análise das Alternativas

1Verbo de ligação
Liga sujeito a predicativo
Ex.: ser, estar, permanecer
2Transitivo direto
Complemento sem preposição
Ex.: "comprar algo"
3Transitivo indireto
Complemento com preposição
Ex.: "servir de alimento"
4Intransitivo
Sem complemento
Ex.: "dormir"
Predicação verbal
LEVELsoulevel.com.br
Predicação verbal: Verbo de ligação (Liga sujeito a predicativo, Ex.: ser, estar, permanecer); Transitivo direto (Complemento sem preposição, Ex.: "comprar algo"); Transitivo indireto (Complemento com preposição, Ex.: "servir de alimento"); Intransitivo (Sem complemento, Ex.: "dormir")

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"O homem é parte da natureza" — ser = verbo de ligação (liga sujeito a predicativo). "Eles servem de alimento para muitos animais" — servir = transitivo indireto (exige preposição de).

Classificação exata, sem erro.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: classifica "servir" como transitivo direto. Mas "servir de alimento" exige a preposição de; sem ela, não há complemento direto. A banca tenta confundir quem não percebe a preposição.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: classifica "ser" como transitivo direto. O verbo "ser" não tem objeto; ele é de ligação. Quem marca esta opção confunde predicativo com objeto direto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: repete o erro de "ser" como transitivo direto e ainda classifica "servir" como intransitivo. Mas "servir" tem complemento (de alimento), logo não é intransitivo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: classifica ambos como intransitivos. "Ser" é de ligação (não é intransitivo, pois não tem sentido completo sem o predicativo) e "servir" é transitivo indireto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca aposta que você vai esquecer a preposição de em "servir de alimento" e marcar transitivo direto (letra B). Fique atento: servir de = transitivo indireto.

PEGA ESSA DICA!

Para classificar um verbo, pergunte: ele precisa de complemento? Se sim, o complemento vem com preposição? Se o verbo apenas liga o sujeito a uma qualidade, é de ligação. Teste sempre com a pergunta "servir o quê?" — não funciona, porque é "servir de quê".

Conclusão: a única alternativa que classifica corretamente os dois verbos é a letra A. Memorize: ser (ligação) e servir de (transitivo indireto).

Gabarito: letra A

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