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Questão de Português — Crase — Quadrix 2023

PortuguêsCrase
Código
qa502227
Banca
Quadrix
Órgão
CRECI AL
Ano
2023
Cargo
PAS-AF ( )

Das áreas remotas da Antártida até o topo dos prédios mais altos de Dubai, a crise climática atinge a todos. Isso não significa, no entanto, que os efeitos sejam igualmente distribuídos pelo mundo. Pessoas em situações mais vulneráveis de pobreza, miséria e fome, assim como comunidades localizadas em espaços de infraestrutura precarizada, tendem a sofrer mais com os eventos extremos que o resto da população. E é aí que entra o conceito que tomou conta do debate sobre a transição energética, com razão: a justiça climática.


A justiça climática é uma das principais pautas de jovens ativistas, como, por exemplo, a sueca Greta Thunberg e a brasileira Amanda Costa. O movimento busca, de acordo com o instituto Alana, uma divisão mais justa dos investimentos e das responsabilidades no combate à emergência climática.


A justiça climática procura colocar as pessoas e as questões éticas como prioridade no combate ao aquecimento global. O conceito funciona a partir do entendimento de que os países e as regiões com maior desenvolvimento causam maior impacto nas emissões de gases de efeito estufa, mas, ao mesmo tempo, têm uma população menos vulnerável aos estragos que o aquecimento global pode trazer.


De acordo com um relatório do SEI (Stockholm Environment Institute), o 1% mais rico da população global causou o dobro de emissões de carbono que os 50% mais pobres, nos últimos 25 anos. Nas contas do Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (Unicef), os 50% mais pobres foram responsáveis por menos de 10% das emissões nos últimos anos. Enquanto isso, 3 bilhões de pessoas no mundo vivem em lugares vulneráveis à crise climática.


A prioridade é que os espaços urbanos consigam ajudar a mitigar os riscos de eventos extremos e proteger a vida de seus cidadãos mais vulneráveis. As pessoas que moram na “cidade informal”, ou seja, em espaços mais distantes dos investimentos públicos e privados, são aquelas que, invariavelmente, sofrerão mais em casos de enchentes, excesso de calor (ou frio), tufões e falta de água. No Brasil, 10% da população vive em favelas e apenas um entre quatro moradores de aglomerações urbanas vive bem.


Internet: <www.habitability.com.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Quanto à estrutura linguística do texto e ao vocabulário nele empregado, julgue o item.

 

O emprego do sinal indicativo de crase no “a” em “a partir” promoveria incorreção gramatical ao texto.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase em "a partir": por que o acento grave é proibido

Gabarito: C (Certo). O emprego do sinal indicativo de crase no "a" em "a partir" promoveria incorreção gramatical, pois "partir" é verbo e a crase é proibida antes de verbos. A regra é clara: só há crase na fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a" ou com o "a" inicial de pronomes demonstrativos/relativos — nunca diante de forma verbal. No texto, a expressão "a partir" aparece no trecho "a partir do entendimento de que...", e ali o "a" é apenas preposição exigida pela locução, sem qualquer artigo para fundir.

O comando da questão

O enunciado pede um julgamento (Certo/Errado) sobre a estrutura linguística do texto: se a crase no "a" de "a partir" causaria erro. Isso é uma questão de gramática normativa aplicada ao texto — não de interpretação. Você não precisa inferir nada; basta aplicar a regra de crase ao vocábulo "partir".

A regra que decide

A crase é a fusão de duas vogais idênticas: a preposição "a" + o artigo feminino "a" (ou o "a" de pronomes como "aquele", "a qual"). Para haver crase, é preciso que o termo seguinte admita artigo feminino. Veja:

  • "Vou à escola" = vou a + a escola (preposição + artigo).

  • "Refiro-me à aluna" = refiro-me a + a aluna.

Agora, "partir" é verbo (infinitivo). Verbos não admitem artigo — ninguém diz "o partir" no sentido de "a partir de". Logo, não há o que fundir: o "a" em "a partir" é só preposição, e crase antes de verbo é proibida. Escrever "à partir" seria erro grave.

PEGA ESSA DICA!

Decore os casos de crase proibida: antes de verbo, antes de palavra masculina, antes de pronome de tratamento (exceto senhora/senhorita), entre palavras repetidas e antes de "casa"/"terra" sem especificador. Se o termo seguinte for verbo, a resposta é sempre "sem crase".

Aplicando ao texto

No texto, a expressão ocorre no 3º parágrafo: "O conceito funciona a partir do entendimento de que...". O "a" integra a locução prepositiva "a partir de", que exige a preposição "a" sem acento. Como "partir" é verbo, a crase é impossível — e qualquer tentativa de acentuá-la geraria incorreção. Portanto, a afirmação do item está correta.

Análise do item

Item — ✅ CERTOGABARITO

A assertiva afirma que "O emprego do sinal indicativo de crase no 'a' em 'a partir' promoveria incorreção gramatical ao texto." Isso é verdadeiro. A crase antes de verbo é proibida pela norma padrão; "partir" é verbo no infinitivo, e o "a" é mera preposição da locução. Portanto, o item está certo.

Conclusão: a banca cobrou um caso clássico de crase proibida. Sempre que o termo seguinte for verbo, a crase não ocorre. Gabarito: C (Certo).

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