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Questão de Português — Função Sintática dos Pronomes Pessoais Átonos — Quadrix 2023

PortuguêsFunção Sintática dos Pronomes Pessoais Átonos
Código
qa502240
Banca
Quadrix
Órgão
CRECI AL
Ano
2023
Cargo
PST-TA ( )

O racismo ambiental é um termo utilizado para se referir ao processo de discriminação que populações de periferias ou compostas de minorias étnicas sofrem em razão da degradação ambiental. A expressão denuncia que a distribuição dos impactos ambientais não se dá de forma igual entre a população, sendo a parcela marginalizada e historicamente invisibilizada a mais afetada pela poluição e pela degradação ambiental.


“Há um senso comum e até um mito criado em torno da questão ambiental de que ela nos atinge a todos igualmente”, conta Marcos Bernardino de Carvalho, professor de Gestão Ambiental da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP), ao explicar a origem do termo.


Segundo Carvalho, a história do termo está intrinsecamente ligada ao movimento dos direitos civis estadunidenses, que ocorreu entre as décadas de 50 e 60. A criação do termo foi atribuída ao ativista afro-americano Benjamin Franklin Chavis Jr., que chegou a atuar como secretário de Martin Luther King Jr., um dos líderes do movimento dos direitos civis. “Ele se destacou por fazer denúncia sobre a questão de que a população mais vulnerabilizada, especificamente a população negra, é que era a população mais vitimada pela degradação ambiental e que essa degradação a tinha, digamos assim, como um alvo preferencial”, explica Carvalho.


Atualmente, a falta de investimento em regiões sem saneamento básico, o despejo de resíduos nocivos à saúde em regiões de vulnerabilidade social, a grilagem e a exploração de terras pertencentes a povos locais são exemplos da manifestação do racismo ambiental.


Internet: <jornal.usp.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Considerando a estrutura linguística do texto e o vocabulário nele empregado, julgue o item.

 

A substituição do pronome “a” por lhe manteria a correção gramatical e o sentido original do texto.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição de pronome oblíquo: “a” por “lhe”

Gabarito: E (Errado). A substituição do pronome “a” por “lhe” não manteria a correção gramatical nem o sentido original, pois “a” exerce função de objeto direto (complemento sem preposição), enquanto “lhe” exerce função de objeto indireto (complemento com preposição). No trecho do texto, o pronome “a” retoma “a degradação ambiental” e funciona como objeto direto do verbo “ter”, como se lê em: “que essa degradação a tinha, digamos assim, como um alvo preferencial”. Trocar por “lhe” quebraria a regência do verbo “ter” (que é transitivo direto nesse contexto) e alteraria o sentido.

O comando pede que se julgue se a troca preserva correção gramatical e sentido original. Isso exige analisar a função sintática do pronome no contexto, não apenas reconhecer que ambos são oblíquos átonos. A banca explora exatamente a confusão entre objeto direto e indireto.

No texto, o trecho relevante é a fala de Carvalho sobre a população negra: “que essa degradação a tinha, digamos assim, como um alvo preferencial”. Aqui, “a” é pronome pessoal oblíquo átono que substitui “a degradação ambiental” (ou “essa degradação”), funcionando como objeto direto do verbo “ter”. O verbo “ter”, nesse uso, é transitivo direto: “ter algo como alvo”. Não há preposição exigida, portanto o complemento é direto.

O pronome “lhe”, por sua vez, é exclusivamente objeto indireto — substitui um complemento preposicionado (ex.: “dei-lhe o livro” = “dei a ele o livro”). Se substituíssemos “a” por “lhe”, teríamos “que essa degradação lhe tinha como alvo”, o que é agramatical, pois “ter” não admite objeto indireto nesse sentido. Além disso, o sentido mudaria: “lhe” indicaria um beneficiário/possuidor, não o alvo direto da ação.

A regra é clara: “o/a/os/as” = objeto direto; “lhe/lhes” = objeto indireto. Essa distinção é cobrada com frequência em concursos, e a pegadinha clássica é tentar tratar os dois como equivalentes. Para resolver, basta verificar a regência do verbo no contexto: se o complemento é sem preposição, usa-se “o/a”; se é com preposição, usa-se “lhe”.

1o/a/os/as
Objeto direto
Sem preposição
2lhe/lhes
Objeto indireto
Com preposição
3Regra prática
Verbo pede complemento sem preposição → o/a
Verbo pede complemento com preposição → lhe
Pronomes oblíquos átonos
LEVELsoulevel.com.br
Pronomes oblíquos átonos: o/a/os/as (Objeto direto, Sem preposição); lhe/lhes (Objeto indireto, Com preposição); Regra prática (Verbo pede complemento sem preposição → o/a, Verbo pede complemento com preposição → lhe)

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmação de que a substituição manteria a correção e o sentido é falsa. O pronome “a” é objeto direto; “lhe” é objeto indireto. A troca geraria erro de regência e mudança de sentido, como explicado. Portanto, a alternativa C está incorreta.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa E afirma que a substituição não manteria a correção e o sentido — e isso é exatamente o que ocorre. O gabarito é a letra E.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer você acreditar que “a” e “lhe” são intercambiáveis, mas eles exercem funções sintáticas distintas: “a” é objeto direto, “lhe” é objeto indireto. A troca alteraria a regência e o sentido.

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar substituições pronominais, pergunte: qual é a função sintática do pronome no contexto? Verifique se o verbo pede objeto direto ou indireto. Se o complemento é sem preposição, use “o/a”; se é com preposição, use “lhe”.

Gabarito: letra E — a substituição de “a” por “lhe” não preserva a correção gramatical nem o sentido original, pois altera a função sintática do pronome (objeto direto → objeto indireto).

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