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Questão de Português — Função Sintática dos Pronomes Pessoais Átonos — Quadrix 2023

PortuguêsFunção Sintática dos Pronomes Pessoais Átonos
Código
qa503741
Banca
Quadrix
Órgão
CRO TO
Ano
2023
Cargo
Fis ( )

Texto para os itens abaixo.

 

O art. 41 do Código de Ética discorre sobre os técnicos em prótese dentária, os técnicos em saúde bucal, os auxiliares de prótese dentária e os laboratórios de prótese dentária. A eles estão proibidos anúncios dirigidos ao público em geral. Contudo, a norma permite que esses profissionais, a exceção dos auxiliares em saúde bucal e dos técnicos em saúde bucal, façam anúncios em jornais, revistas e folhetos especializados. Além disso, nos laboratórios de prótese dentária, deve haver um aviso, em local visível, sobre a restrição de se realizar o serviço diretamente ao paciente. Com relação aos cirurgiões‑dentistas, o anúncio pode ser publicado em qualquer meio de comunicação, desde que siga os preceitos do Código de Ética (art. 42). De acordo com o art. 43, nos materiais de divulgação, é obrigatório constar: nome do profissional ou da empresa; número de inscrição da pessoa física ou jurídica; nome representativo da profissão de cirurgião‑dentista e das demais profissões auxiliares regulamentadas; e, no caso de pessoas jurídicas, o nome e o número de inscrição do responsável técnico.

 

Segundo o art. 44, determinados atos são considerados infrações éticas, entre os quais se podem citar: fazer publicidade e propaganda enganosa e abusiva, que mostre preços, serviços gratuitos, modalidades de pagamento ou que implique a comercialização da odontologia; anunciar ou divulgar títulos/qualificações/especialidades que não possuem registro no CFO; e anunciar ou divulgar técnicas, terapias de tratamento e áreas de atuação que ainda não foram comprovadas cientificamente.

 

O capítulo 18 do Código de Ética Odontológica estabelece possíveis as penas e suas aplicações para casos de infrações éticas, que vão desde advertência confidencial até suspensão ou cassação do exercício profissional. Alegar desconhecimento das informações do Código de Ética não exime o profissional inscrito de sofrer punições, o que torna primordial o conhecimento de cada linha do documento.

Internet: ˂www.cro‑df.org.br˃ (com adaptações).

Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto, julgue os itens abaixo.   A fim de evitar repetições desnecessárias e compor melhor o texto, pode‑se substituir o trecho “Contudo, a norma permite que esses profissionais por Contudo, a norma lhes permite, sem que haja prejuízo ao sentido original ou à correção gramatical do texto.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição de "esses profissionais" por "lhes": correção gramatical e sentido

Gabarito: letra E (Errado). A substituição proposta não pode ser feita sem prejuízo à correção gramatical, porque o pronome "lhes" é objeto indireto e o verbo "permitir", no contexto, exige objeto direto (permitir algo a alguém). A passagem que decide é o trecho do 1º parágrafo: "Contudo, a norma permite que esses profissionais façam anúncios em jornais, revistas e folhetos especializados".

O comando pede que se julgue se a reescrita "Contudo, a norma lhes permite" mantém o sentido original e a correção gramatical. Para isso, é preciso analisar a regência do verbo "permitir" e a função sintática do pronome "lhes".

No texto original, a oração "que esses profissionais façam anúncios" funciona como objeto direto do verbo "permitir" (permitir isso). O termo "a esses profissionais" (implícito) seria o objeto indireto. Ao substituir "que esses profissionais" por "lhes", o pronome assume a função de objeto indireto (a eles), e o verbo "permitir" fica sem o seu objeto direto, que era a oração inteira. A frase resultante, "a norma lhes permite", fica incompleta e gramaticalmente incorreta, pois o verbo "permitir" é transitivo direto e indireto e exige ambos os complementos.

A banca explora a confusão entre a função de objeto direto (que seria substituído por "o/a/os/as") e a de objeto indireto (que seria substituído por "lhes"). A substituição correta, mantendo o sentido, seria "Contudo, a norma o permite" (permitir isso), ou ainda "Contudo, a norma lhes permite isso".

Substituição pronominal
  • 1Verbo "permitir" (VTDI)
    • Objeto direto (permitir algo)
      • Oração "que esses profissionais façam..."
      • Substitui por "o"
    • Objeto indireto (permitir a alguém)
      • Substitui por "lhes"
  • 2"lhes" no lugar da oração
    • Quebra a regência
    • Frase incompleta
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Item — ❌ Errado

A afirmação de que a substituição pode ser feita "sem que haja prejuízo ao sentido original ou à correção gramatical" é falsa. O pronome "lhes" não pode substituir uma oração que exerce função de objeto direto. A reescrita "Contudo, a norma lhes permite" quebra a regência do verbo e torna a frase agramatical, pois o verbo "permitir" fica sem o seu complemento direto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato acreditar que "lhes" pode substituir qualquer complemento, mas ele só substitui objeto indireto. A oração "que esses profissionais façam anúncios" é objeto direto e deveria ser substituída por "o".

PEGA ESSA DICA!

Antes de aceitar uma substituição pronominal, identifique a função sintática do termo substituído. Pergunte: "o termo é objeto direto (sem preposição) ou objeto indireto (com preposição)?". Isso define se o pronome será "o/a/os/as" ou "lhes".

Conclusão: a substituição proposta é incorreta porque altera a estrutura sintática da oração, tornando-a agramatical. O pronome "lhes" não pode ocupar o lugar de uma oração subjetiva/objetiva direta. Portanto, o item está Errado.

Gabarito: letra E

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