A respeito do texto e de seus aspectos linguísticos, de forma e de conteúdo, julgue o item.
O trecho “de que Alguém o faria” desempenha a função sintática de objeto indireto.
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EErrado
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GabaritoE — Errado
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Função sintática de “de que Alguém o faria”
Gabarito: letra E (Errado). O trecho “de que Alguém o faria” não é objeto indireto; ele exerce a função de objeto direto — mais precisamente, é uma oração subordinada substantiva objetiva direta. A pista decisiva está no verbo “ter certeza”: quem tem certeza, tem certeza de algo; a preposição “de” é exigida pelo substantivo “certeza”, não pelo verbo “tinha”. Como o complemento se liga a um nome (substantivo abstrato “certeza”), e não a um verbo, a função é de complemento nominal, e a oração que o realiza é objetiva direta em relação ao verbo “faria” (que é transitivo direto).
“Havia um trabalho importante a ser feito e Todo Mundo tinha certeza de que Alguém o faria.”
A passagem mostra que “de que Alguém o faria” completa o sentido do substantivo “certeza”. Se fosse objeto indireto, o complemento estaria ligado diretamente a um verbo transitivo indireto — o que não ocorre aqui.
O comando
A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre a função sintática de um trecho. Isso é análise sintática — exige identificar a que termo o complemento se liga (verbo ou nome) e qual a transitividade envolvida. Não é interpretação de sentido, é gramática aplicada ao texto.
O texto
O texto é uma narrativa alegórica sobre responsabilidade difusa. O trecho relevante é o segundo período: “Todo Mundo tinha certeza de que Alguém o faria”. A estrutura é: sujeito “Todo Mundo”, verbo transitivo direto “tinha”, objeto direto “certeza”, e o complemento “de que Alguém o faria” ligado ao substantivo “certeza”.
A técnica que decide
Para classificar o termo, pergunte: a que palavra ele se liga? Se liga a verbo → objeto (direto ou indireto). Se liga a nome (substantivo, adjetivo, advérbio) → complemento nominal. Aqui, “de que Alguém o faria” se liga a “certeza” (substantivo abstrato). Portanto, é complemento nominal — e, como é uma oração, é uma oração subordinada substantiva completiva nominal.
Mas a banca afirma que é objeto indireto. Isso só seria possível se o complemento estivesse ligado a um verbo transitivo indireto. O verbo “tinha” é transitivo direto (quem tem, tem algo). O “de” antes de “que” é exigido pelo nome “certeza”, não pelo verbo. Logo, a afirmação está errada.
Termo "de que Alguém o faria"
1Liga-se a "certeza" (nome)
Complemento nominal
Oração subordinada substantiva completiva nominal
2Não é objeto indireto
Objeto indireto liga-se a verbo transitivo indireto
Verbo "tinha" é transitivo direto
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Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C afirma que o trecho é objeto indireto. Errado. O trecho é oração subordinada substantiva objetiva direta (completiva nominal). A banca explora a confusão entre complemento nominal e objeto indireto, ambos preposicionados. Mas o objeto indireto complementa verbo; aqui o complemento se liga ao nome “certeza”.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa E nega a afirmação. Correta. O trecho não é objeto indireto. A função correta é de complemento nominal (oração subordinada substantiva completiva nominal), pois completa o sentido do substantivo abstrato “certeza”.
PEGA ESSA DICA!
Para diferenciar objeto indireto de complemento nominal, pergunte: “liga-se a verbo ou a nome?”. Se for a nome, é complemento nominal — mesmo que tenha preposição.
Conclusão: A banca adora cobrar essa distinção. Lembre-se: objeto indireto complementa verbo transitivo indireto; complemento nominal complementa nome. Aqui, “de que Alguém o faria” complementa “certeza” — logo, não é objeto indireto. Gabarito: letra E.