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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Quadrix 2023

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa504334
Banca
Quadrix
Órgão
Pref Alto P de Goiás
Ano
2023
Cargo
Ag (Alto P GO)

Um incêndio destruiu 500 hectares do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso de Goiás, no entorno do Distrito Federal. Vídeos registram o momento em que o fogo atingiu a mata. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), as chamas foram extintas, mas equipes permanecem no local para evitar que o fogo volte.

 

A Chapada dos Veadeiros é considerada patrimônio mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. O fogo durou dois dias, pois começou em um domingo e foi extinto na noite de uma terça-feira. Segundo integrantes do ICMBio, a proporção queimada foi pequena em relação ao tamanho da unidade, que possui cerca de 240 mil hectares.

 

Os responsáveis por combater as chamas foram dezoito brigadistas do ICMBio, seis do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e dez voluntários da região.

 

“Os brigadistas vão ficar até o fim desta tarde no local, porque o risco de alguma brasa voar com o vento e cair em alguma parte que não foi queimada é muito grande e isso pode fazer com que o fogo volte. Se o fogo não voltar enquanto o sol estiver no período mais quente do dia, ele não volta mais”, disse.

 

Luis Neves, chefe do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e analista ambiental do ICMBio, disse que ainda não tem condições de saber o que motivou o fogo.

 

“Certamente foi causa humana, mas pode ter sido intencional ou acidental, não sabemos dizer. Isso vai ser investigado, mas no momento a equipe permanece em vigilância, em rondas por todo o parque, até em áreas que não foram atingidas, para garantir que o fogo não volte”, explica.

 

Incêndio destrói 500 hectares do Parque Nacional da Chapada dos

Veadeiros. Internet: <https://g1.globo.com> (com adaptações).

Texto para a questão.     De acordo com o texto, o incêndio teve causa
  1. Ahumana, podendo ter sido acidental ou intencional.
  2. Bhumana e foi, com certeza, acidental.
  3. Chumana e foi, sem dúvida, intencional.
  4. Dnatural; portanto foi acidental.
  5. Enatural, mas foi intencional.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — humana, podendo ter sido acidental ou intencional.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Causa do incêndio: compreensão e inferência

Gabarito: letra A. O texto afirma que a causa do incêndio foi humana, mas não determina se foi acidental ou intencional — exatamente o que a alternativa A diz. A passagem que sustenta isso está na fala do chefe do parque, Luis Neves: “Certamente foi causa humana, mas pode ter sido intencional ou acidental, não sabemos dizer.”

O comando pede uma compreensão (recorrência): a resposta está explícita no texto, apenas reescrita com outras palavras. Não se trata de inferir algo além do que está escrito, mas de localizar a informação e reconhecer sua paráfrase. As demais alternativas ou restringem a causa (dizem que foi só acidental ou só intencional) ou contradizem o texto (dizem que foi natural).

O texto é uma notícia jornalística: apresenta fatos sobre o incêndio, a área atingida, os brigadistas e as declarações de autoridades. A tese central é informar o ocorrido, e a informação sobre a causa aparece apenas na fala de Luis Neves, no penúltimo parágrafo. É lá que mora a resposta.

A técnica para resolver: grife o trecho que fala da causa e compare com cada alternativa. A correta é a que não acrescenta nem suprime nada — apenas parafraseia. Qualquer alternativa que diga “com certeza acidental” ou “intencional” está restringindo o que o texto deixou em aberto; qualquer uma que diga “natural” está contradizendo a afirmação explícita de causa humana.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a restrição indevida: o texto diz “pode ter sido intencional ou acidental”, e as alternativas B e C transformam essa possibilidade em certeza. A alternativa D e E invertem a causa, dizendo “natural”, o que contradiz frontalmente o texto.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A diz: “humana, podendo ter sido acidental ou intencional”. Isso é uma paráfrase fiel do trecho:

“Certamente foi causa humana, mas pode ter sido intencional ou acidental, não sabemos dizer.”

O texto afirma que a causa foi humana e que não se sabe se foi intencional ou acidental. A alternativa repete exatamente essa ideia, sem acrescentar nem restringir nada. É a única que se sustenta integralmente no texto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz: “humana e foi, com certeza, acidental.” O texto diz que pode ter sido acidental, mas não afirma com certeza. A palavra “com certeza” restringe indevidamente a possibilidade, transformando uma hipótese em fato. Erro: restrição indevida (generalização).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz: “humana e foi, sem dúvida, intencional.” Mesmo erro da B, mas no sentido oposto: o texto diz que pode ter sido intencional, não que foi. “Sem dúvida” é uma restrição indevida que contradiz a incerteza expressa no texto. Erro: restrição indevida (generalização).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diz: “natural; portanto foi acidental.” O texto afirma explicitamente que a causa foi humana (“Certamente foi causa humana”), então dizer que foi natural contradiz o texto. Além disso, a relação de conclusão (“portanto”) é falsa, pois não há base para concluir que foi acidental. Erro: contradiz o texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz: “natural, mas foi intencional.” Novamente, o texto afirma causa humana, não natural. A alternativa contradiz o texto e ainda mistura termos de forma ilógica (natural + intencional). Erro: contradiz o texto.

Conclusão: a questão testa a habilidade de localizar informação explícita e reconhecer a paráfrase correta. A alternativa A é a única que reproduz fielmente o que o texto diz, sem restringir ou contradizer. Lembre-se: em questões de compreensão, a resposta mora no texto — desconfie de qualquer alternativa que acrescente “certeza” onde o texto diz “pode”.

Gabarito: letra A

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