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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — FUNDATEC 2023

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa504381
Banca
FUNDATEC
Órgão
CM Cachoeira do Sul
Ano
2023
Cargo
OLe (CM Cachoeira S)

Universidades corporativas em alta

 

Por Fernando Mantovani

 

Em 24 de janeiro, o Dia Internacional da Educação é celebrado. Embora ainda seja pouco conhecida, essa data tem um objetivo muito nobre e oportuno: lembrar que o ensino e o aprendizado caminham de mãos dadas com a paz e o desenvolvimento. Nada mais verdadeiro do que essa associação.

 

Há mais qualidade de vida, bem-estar e prosperidade quando escolas e universidades cumprem o seu papel de produzir e distribuir conhecimento. E, quando essas instituições são escassas, seja em qualidade seja em quantidade, sobram problemas sociais e econômicos, entre eles a falta de profissionais qualificados.

 

Cientes dessa lógica, muitas empresas passaram a investir em programas educacionais para funcionários, em parceria com faculdades, contribuindo para a formação e o aprimoramento técnico e comportamental da mão de obra. Em geral, o objetivo das chamadas universidades corporativas é preencher lacunas que nem sempre são preenchidas durante ou após a graduação.

 

Além de estudantes que não conseguem ingressar em uma universidade ou completar o ensino superior por falta de recursos financeiros, há os que concluem o curso sem adquirir uma boa base teórica ou importantes habilidades, como as chamadas soft skills (como boa comunicação e espírito colaborativo). O resultado disso é negativo para todos: os formandos encontram obstáculos para entrar e evoluir no mercado de trabalho, assim como as organizações deparam-se com dificuldade na hora de contratar. Todos esses desafios são atacados pelas universidades corporativas. Elas costumam oferecer opções de mensalidade, horários, disciplinas, entre outros aspectos mais compatíveis com a realidade de quem já tem alguma experiência profissional e trabalha em período integral.

 

No mercado brasileiro, as universidades corporativas fazem muita diferença. De acordo com 80% dos recrutadores entrevistados para o Guia Salarial 2023, está difícil ou muito difícil encontrar profissionais com os requisitos técnicos e comportamentais necessários para o preenchimento das vagas em aberto. Na percepção de 59% dos profissionais ouvidos, o cenário não deve mudar nos próximos seis meses. E 26% acreditam que a busca ficará ainda mais difícil a partir do segundo semestre.

 

Nesse contexto, a educação corporativa torna-se uma solução que vai muito além de elevar a quantidade e a qualidade da mão de obra. São muitas vantagens de estruturar e proporcionar uma universidade corporativa aos times, dentre as quais é possível citar: atração e retenção de talentos; evolução contínua; lideranças com protagonismo; fortalecimento da cultura organizacional; estímulo à inovação; entre outras. Portanto, entre academia e empresa, nascem inúmeras possibilidades de transformação e de sucesso para todos os envolvidos nesse tipo de projeto.

 

(Disponível em: https://exame.com/colunistas/sua-carreira-sua-gestao/universidades-corporativas-em-alta/

– texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação ao seguinte trecho adaptado do texto: “Há mais qualidade de vida, bemestar e prosperidade”, é correto afirmar que:

  1. ARepresenta uma oração sem sujeito.
  2. BO sujeito é composto.
  3. CNão há predicado.
  4. DApresenta um sujeito indeterminado.
  5. EA oração possui sujeito oculto.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Representa uma oração sem sujeito.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Oração sem sujeito com o verbo “haver” — Gabarito: letra A.

A alternativa A é a correta porque, no trecho “Há mais qualidade de vida, bem-estar e prosperidade”, o verbo “haver” é impessoal (no sentido de existir), o que torna a oração sem sujeito. O verbo fica na 3ª pessoa do singular e não admite sujeito — o que vem depois dele (“mais qualidade de vida, bem-estar e prosperidade”) é objeto direto, não sujeito. As demais alternativas falham ao tentar atribuir um sujeito (composto, indeterminado ou oculto) a uma oração que, por natureza, não o possui.

O comando

A questão pede uma análise sintática de um trecho específico: “Há mais qualidade de vida, bem-estar e prosperidade”. Não se trata de interpretação de sentido, mas de reconhecimento da estrutura da oração — identificar se há sujeito e, se houver, classificá-lo. O verbo “haver” é a chave: ele pode ser pessoal (quando significa possuir, ex.: “Ele há de vencer”) ou impessoal (quando significa existir ou indica tempo decorrido). No trecho, o sentido é claramente de existência: “existe mais qualidade de vida...”.

A regra que decide

Verbo “haver” no sentido de existir é impessoal — não tem sujeito. Isso é uma das exceções da língua: verbos que indicam fenômenos da natureza (chover, ventar) e os verbos haver, fazer, estar e ser (em certos usos de tempo) são impessoais. Quando o verbo é impessoal, a oração é sem sujeito — todo o conteúdo é predicado. No trecho, “Há” = “existe”, e o termo “mais qualidade de vida, bem-estar e prosperidade” funciona como objeto direto (quem há, há algo).

“Há mais qualidade de vida, bem-estar e prosperidade”

Aqui, o verbo “haver” está na 3ª pessoa do singular, invariável, e não há nenhum termo que exerça a função de sujeito. Isso é diferente do sujeito indeterminado (quando não se sabe quem pratica a ação, mas há um verbo que poderia ter sujeito) e do sujeito oculto (quando o sujeito é identificável pelo contexto ou pela desinência verbal, mas não está explícito).

Análise das alternativas

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A oração é sem sujeito porque o verbo “haver” é impessoal (sentido de existir). Não há termo que funcione como sujeito; o que segue o verbo é objeto direto. Essa é a classificação correta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o sujeito é composto. Sujeito composto é aquele que tem dois ou mais núcleos (ex.: “João e Maria saíram”). No trecho, não há sujeito algum — o verbo é impessoal. A alternativa extrapola ao inventar um sujeito onde não existe.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que não há predicado. Toda oração tem predicado — é o que se declara sobre o sujeito (ou, na oração sem sujeito, é todo o conteúdo). No trecho, o predicado é “há mais qualidade de vida, bem-estar e prosperidade”. A alternativa contradiz a estrutura básica da oração.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que há sujeito indeterminado. Sujeito indeterminado ocorre quando não se sabe quem pratica a ação, mas o verbo poderia ter sujeito (ex.: “Falaram de você” — quem falou? não se sabe). No trecho, o verbo “haver” é impessoal e não admite sujeito — não é indeterminado, é inexistente. A alternativa confunde os conceitos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que a oração possui sujeito oculto. Sujeito oculto (ou desinencial) é aquele que não está explícito, mas é identificável pela desinência verbal ou pelo contexto (ex.: “Estudamos hoje” — sujeito “nós”). No trecho, o verbo “haver” não tem desinência que indique pessoa (é impessoal), e não há contexto que revele um sujeito. A alternativa extrapola ao atribuir um sujeito que não existe.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre oração sem sujeito (verbo impessoal) e sujeito indeterminado/oculto. A presença de vários termos após o verbo (“qualidade de vida, bem-estar e prosperidade”) pode levar o candidato a pensar em sujeito composto, mas esses termos são objeto direto.

PEGA ESSA DICA!

Ao encontrar o verbo “haver” no sentido de existir, lembre-se: ele é impessoal e a oração é sem sujeito. Teste substituindo por “existe”: se fizer sentido, é impessoal.

Gabarito: letra A.

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