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Questão de Português — Vozes (Voz Passiva e Voz Ativa) — FUNDATEC 2023

PortuguêsVozes (Voz Passiva e Voz Ativa)
Código
qa504855
Banca
FUNDATEC
Órgão
CIGA SC
Ano
2023
Cargo
Ana Sis ( )

Falhas de segurança de dados

 

Por Kelvin Zimmer

 

Normalmente, as falhas de segurança de dados acontecem no mundo digital e podem ter vários objetivos, desde ganhar respeito diante da comunidade hacker, roubar informações sigilosas ou, até mesmo, causar a perda de uma informação para prejudicar um concorrente, por exemplo. Em geral, o alvo mais fácil de ser atingido é o usuário de qualquer sistema.

 

As pessoas, diferentemente dos softwares, não são programáveis e precisam de constante treinamento para não comprometerem todo o sistema. Outro fator importante é adotar técnicas de criptografia nas informações sensíveis, guardando dados de forma ilegível para quem não está autorizado a acessá-los.

 

No âmbito corporativo, existem muitas ferramentas e soluções para ajudar o profissional de TI responsável a melhorar os processos e sistemas dentro da empresa. E, é claro, manter um filtro de conteúdo para bloquear downloads e sites maliciosos é a primeira lição a ser feita nas empresas.

 

Para o setor de TI, boas maneiras de se evitarem falhas de segurança [I] é monitorar constantemente os serviços que rodam na empresa, conscientizar os colaboradores periodicamente e, sem dúvida o mais importante, ter uma rotina de backup eficiente, seguindo os padrões internacionais que estabelecem o número de cópias, distância física entre elas e as formas de contingência no armazenamento e acesso às informações.

 

Grandes corporações multinacionais já passaram por maus bocados com o vazamento de informações confidenciais. O segmento está se tornando cada vez mais atraente [II] para ataques virtuais, portanto, muitas delas estão em busca de soluções e cuidados diários para se manterem longe das ameaças [III], adotando medidas de combate, prevenção e orientação para os colaboradores.

 

Porém, manter a segurança de dados das empresas ainda não é visto como indispensável e urgente por muitas delas. Assim como existem grandes ataques a multinacionais, pequenas empresas também sofrem ataques de menor escala, mas com grau de efeito negativo sobre a empresa, em muitos casos, muito maior.

 

(Disponível em: https://www.lumiun.com/blog/10-maiores-falhas-de-seguranca-de-dados-em-2020/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Texto

   

Considerando as funções desempenhadas pela palavra “se” em Língua Portuguesa, analise as assertivas a seguir:

 

I. No trecho “boas maneiras de se evitarem falhas de segurança”, a palavra “se” indica voz passiva.

 

II. No quinto parágrafo, em “O segmento está se tornando cada vez mais atraente”, tem-se uma conjunção condicional.

 

III. No quinto parágrafo, em “para se manterem longe das ameaças”, a palavra “se” indica sujeito indeterminado.

 

Quais estão corretas?

  1. AApenas I.
  2. BApenas II.
  3. CApenas I e II.
  4. DApenas I e III.
  5. EApenas II e III.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Apenas I.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Funções do "se": voz passiva, conjunção condicional e sujeito indeterminado — Gabarito: letra A.

Gabarito: letra A. Apenas a assertiva I está correta: em "boas maneiras de se evitarem falhas de segurança", o "se" é partícula apassivadora (voz passiva sintética), pois o verbo "evitar" é transitivo direto e "falhas de segurança" funciona como sujeito paciente. As assertivas II e III erram ao classificar o "se" como conjunção condicional e como índice de indeterminação do sujeito, respectivamente, quando na verdade ambos os casos apresentam o "se" como pronome reflexivo (parte integrante de verbo pronominal). A passagem que ancora a assertiva I está no 4º parágrafo do texto.

O comando

A questão pede que você analise a função morfossintática da palavra "se" em três trechos específicos do texto. Isso é uma questão de gramática aplicada ao texto: não basta saber a teoria, é preciso identificar, em cada ocorrência, se o "se" é partícula apassivadora, conjunção, índice de indeterminação do sujeito, pronome reflexivo etc. O comando "analise as assertivas" indica que você deve julgar cada uma como verdadeira ou falsa e, depois, marcar a alternativa que reúne as corretas.

O texto e o movimento argumentativo

O texto trata de falhas de segurança de dados, com foco em como evitá-las. No 4º parágrafo, o autor lista boas maneiras de evitar falhas: monitorar serviços, conscientizar colaboradores e ter rotina de backup. É nesse trecho que aparece a passagem da assertiva I. No 5º parágrafo, o autor afirma que o segmento está se tornando atraente para ataques e que muitas empresas buscam soluções para se manterem longe das ameaças — são os trechos das assertivas II e III.

A técnica que decide

A distinção central é entre voz passiva sintética e sujeito indeterminado. A regra é:

  • Voz passiva sintética: ocorre com verbo transitivo direto (VTD) ou transitivo direto e indireto (VTDI) + "se". O objeto direto da voz ativa vira sujeito paciente. Ex.: "Vendem-se casas" (casas = sujeito paciente).

  • Sujeito indeterminado: ocorre com verbo transitivo indireto (VTI), intransitivo (VI) ou de ligação (VL) + "se". Não há objeto direto. Ex.: "Precisa-se de funcionários" (de funcionários = objeto indireto).

No trecho "boas maneiras de se evitarem falhas de segurança", o verbo "evitar" é transitivo direto (evita-se algo: falhas de segurança). Logo, "falhas de segurança" é o sujeito paciente, e o "se" é partícula apassivadora. Para confirmar, basta converter para a voz passiva analítica: "falhas de segurança são evitadas". A conversão funciona, o que prova a voz passiva.

Já nos trechos II e III, o "se" não é conjunção nem índice de indeterminação. Vejamos:

  • II. "O segmento está se tornando cada vez mais atraente": o verbo "tornar-se" é pronominal (existe apenas com o pronome). O "se" é parte integrante do verbo, não uma conjunção. Além disso, uma conjunção condicional introduz uma oração subordinada (ex.: "Se chover, não sairei"), o que não ocorre aqui.

  • III. "para se manterem longe das ameaças": o verbo "manter-se" também é pronominal (manter-se = permanecer). O "se" é parte integrante do verbo, não índice de indeterminação do sujeito. O sujeito de "manterem" é "muitas delas" (as empresas), que está explícito no período anterior.

Análise das assertivas

Assertiva I — ✅ Correta

"boas maneiras de se evitarem falhas de segurança"

O verbo "evitar" é transitivo direto (evita-se algo). "Falhas de segurança" é o sujeito paciente da forma verbal "evitarem". O "se" é partícula apassivadora, formando a voz passiva sintética. A conversão para a passiva analítica confirma: "falhas de segurança serem evitadas". A assertiva está correta.

Assertiva II — ❌ Incorreta

"O segmento está se tornando cada vez mais atraente"

O "se" aqui é parte integrante do verbo pronominal "tornar-se". Não há oração condicional: o "se" não introduz uma condição ("se... então"). Uma conjunção condicional viria antes de uma oração subordinada, o que não é o caso. A assertiva erra ao classificar o "se" como conjunção condicional. Erro: troca de conceito (confunde pronome integrante com conjunção).

Assertiva III — ❌ Incorreta

"para se manterem longe das ameaças"

O "se" é parte integrante do verbo pronominal "manter-se" (no sentido de permanecer). Não é índice de indeterminação do sujeito, pois o sujeito de "manterem" está explícito: "muitas delas" (as empresas), como se lê no período anterior: "muitas delas estão em busca de soluções... para se manterem longe das ameaças". A assertiva erra ao classificar o "se" como índice de indeterminação. Erro: troca de conceito (confunde pronome integrante com índice de indeterminação).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre voz passiva sintética (verbo transitivo direto + se) e sujeito indeterminado (verbo intransitivo/transitivo indireto + se). No item I, o verbo "evitar" é transitivo direto, então é voz passiva. Nos itens II e III, os verbos são pronominais, e o "se" é parte integrante, não conjunção nem índice de indeterminação.

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar voz passiva sintética de sujeito indeterminado, verifique a transitividade do verbo. Se houver objeto direto na voz ativa, é voz passiva; se não houver, é sujeito indeterminado. E desconfie de verbos pronominais (tornar-se, manter-se, arrepender-se): nesses casos, o "se" é parte integrante do verbo.

Conclusão: apenas a assertiva I está correta. Portanto, o gabarito é a letra A.

Gabarito: letra A

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