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Questão de Português — Variações da Linguagem: Não Verbal, Regional, Histórica, Contextual. Neologismos e Estrangeirismos — Avança SP 2023

PortuguêsVariações da Linguagem: Não Verbal, Regional, Histórica, Contextual. Neologismos e Estrangeirismos
Código
qa505057
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Morungaba
Ano
2023
Cargo
Prof (Morungaba)

A prática pedagógica compreende a somatória de conteúdos teóricos e práticos considerados imprescindíveis para o processo educativo. Dentro da dimensão linguística, há diversos aspectos que corroboram para o alcance de melhores resultados, pois os conceitos arraigados podem prejudicar a efetividade pedagógica. Isso ratifica a importância do conhecimento concernente à variação linguística, a fim de adotar um modelo pedagógico que contemple suas variedades. Nesse contexto, sobre variação linguística, é correto afirmar apenas:

  1. AA variação linguística ocorre nos seguintes níveis da língua: fonético, fonológico; morfológico, sintático, semântico, lexical e pragmático. O único nível em que não se percebe essa variação é o nível estilístico.
  2. BA variação ocorre de forma aleatória, fortuita e desordenada.
  3. CA língua, por ser um sistema pronto, deve seguir categoricamente o padrão normativo apresentado por meio das gramáticas.
  4. DUma análise diacrônica da língua facilita o entendimento de suas variações.
  5. EA partir da década de 1960, houve a ampliação da dimensão dos aspectos linguísticos, por meio da justaposição dos aspectos sociais.
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GabaritoD — Uma análise diacrônica da língua facilita o entendimento de suas variações.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Variação Linguística: Diacronia e seus Níveis

Gabarito: letra D. A alternativa correta afirma que "Uma análise diacrônica da língua facilita o entendimento de suas variações", o que é um princípio fundamental da sociolinguística: a variação histórica (diacrônica) estuda as mudanças da língua ao longo do tempo, e compreendê-la é essencial para entender por que a língua varia. As demais alternativas ou contradizem o conceito de variação (como a B e a C) ou apresentam informações imprecisas (como a A e a E).

O comando pede que se assinale a afirmação correta sobre variação linguística. Isso significa que devemos buscar a alternativa que esteja inteiramente de acordo com o que a Linguística moderna estabelece sobre o tema — não apenas uma ideia plausível, mas uma afirmação tecnicamente precisa.

O texto-base, embora curto, já adianta a tese central: a variação linguística é um fenômeno inerente à língua e deve ser contemplada no ensino. O trecho "os conceitos arraigados podem prejudicar a efetividade pedagógica" e "a importância do conhecimento concernente à variação linguística" apontam para a necessidade de se compreender a variação — e é exatamente isso que a alternativa D propõe: entender a variação por meio da análise diacrônica.

A variação diacrônica (também chamada de histórica) é aquela que ocorre no eixo do tempo: a língua muda de uma época para outra. Exemplos clássicos são os arcaísmos ("botica" em vez de "farmácia", "ceroulas" em vez de "cuecas") e os neologismos ("internet", "selfie"). Estudar a língua em sua dimensão histórica permite perceber que as formas que hoje consideramos "erradas" podem ter sido padrão em outra época, e que as formas atuais também mudarão. Por isso, a análise diacrônica facilita o entendimento das variações: ela mostra que a língua é dinâmica e não um sistema fixo.

A alternativa D é a única que não contém erro conceitual. Vejamos por quê:

  • A — Afirma que a variação ocorre em vários níveis, mas exclui o nível estilístico. Isso é falso: a variação estilística (ou diafásica) é um dos tipos clássicos de variação, relacionada ao grau de formalidade (falar com um amigo vs. falar com um juiz). O texto de apoio (C6) lista explicitamente "fatores de natureza histórica, regional, sociocultural ou situacional" — o situacional é o estilístico. Portanto, a alternativa restringe indevidamente o alcance da variação.

  • B — Diz que a variação ocorre de forma "aleatória, fortuita e desordenada". Isso contradiz a Linguística: a variação é sistemática e condicionada por fatores sociais, geográficos, históricos e contextuais. Não é um caos; há regularidades que podem ser descritas.

  • C — Afirma que a língua é um "sistema pronto" e que deve seguir "categoricamente o padrão normativo". Isso é o oposto do que o texto defende: a língua é viva e heterogênea, e a norma padrão é apenas uma das variedades, não a única legítima. O texto fala em "contemplar suas variedades", o que nega a ideia de um sistema fechado.

  • DCorreta. Como explicado, a análise diacrônica é uma ferramenta para entender as variações históricas da língua.

  • E — Menciona a década de 1960 e a "justaposição dos aspectos sociais". Embora a sociolinguística tenha se consolidado nessa época (com William Labov), a afirmação é imprecisa e extrapola o que o texto diz. O texto não menciona década alguma, e "justaposição" não é o termo técnico adequado — o correto seria "integração" ou "correlação" entre língua e sociedade.

Variação linguística
  • 1Tipos
    • Diacrônica (histórica)
      • Análise facilita entendimento
    • Diatópica (regional)
    • Diastrática (social)
    • Diafásica (estilística/situacional)
  • 2Características
    • Sistemática e condicionada
    • Inerente à língua
    • Não é aleatória
    • Não é sistema pronto
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa A comete um erro de restrição: ela lista corretamente vários níveis de variação (fonético, fonológico, morfológico, sintático, semântico, lexical e pragmático), mas exclui o nível estilístico, afirmando que nele não há variação. Isso é falso: a variação estilística (ou diafásica) é um dos quatro tipos clássicos de variação (regional, histórica, social e situacional/estilística). O texto de apoio (C6) menciona explicitamente "fatores de natureza histórica, regional, sociocultural ou situacional" — o situacional é o estilístico. Portanto, a alternativa restringe indevidamente o alcance da variação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B contradiz o conceito de variação linguística. A variação não é "aleatória, fortuita e desordenada"; ela é sistemática e condicionada por fatores sociais, geográficos, históricos e contextuais. A sociolinguística demonstra que há regularidades nas variações — por exemplo, a pronúncia do "s" no Rio de Janeiro vs. em São Paulo segue padrões geográficos. O texto de apoio (C1) afirma que "mesmo em um único local, há infinitas variantes, por razões geográficas, sociais e até mesmo individuais", o que indica que há razões (causas) para a variação, não aleatoriedade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C contradiz frontalmente o texto e a Linguística. O texto defende que a variação deve ser contemplada no ensino, o que implica que a língua não é um "sistema pronto" e que a norma padrão não é a única forma correta. A língua é heterogênea e dinâmica, e a norma culta é apenas uma das variedades, não a "verdadeira" língua. A alternativa C representa uma visão prescritivista e preconceituosa, que o texto combate ao falar em "conceitos arraigados" que prejudicam a prática pedagógica.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa D é a única inteiramente correta. A análise diacrônica (do grego dia = através + chronos = tempo) estuda a língua em sua evolução histórica. Compreender como a língua mudou ao longo do tempo ajuda a entender por que existem variações: formas antigas caem em desuso, novas surgem, pronúncias se alteram, etc. O texto de apoio (C6) define a variação diacrônica como "a língua apresenta mudanças dentro da linha do tempo" e dá exemplos de arcaísmos. Portanto, a afirmação de que essa análise "facilita o entendimento de suas variações" é tecnicamente precisa e alinhada ao que o texto defende.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E extrapola o texto. O texto não menciona a década de 1960 nem fala em "justaposição" de aspectos sociais. Embora seja verdade que a sociolinguística ganhou força a partir dos anos 1960 (com Labov), essa informação não está no texto e, portanto, não pode ser considerada correta com base nele. Além disso, o termo "justaposição" é inadequado: a relação entre língua e sociedade é de integração e influência mútua, não de simples justaposição.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora o conhecimento teórico sobre variação linguística, usando distratores que contradizem princípios básicos (B e C) ou que restringem o conceito (A) ou extrapolam com dados externos (E). A correta (D) é a única que não contém erro conceitual.

PEGA ESSA DICA!

Em questões sobre variação linguística, desconfie de alternativas que usam palavras como "aleatória", "sistema pronto", "único nível" ou que tragam informações históricas específicas (como décadas) sem respaldo no texto. A variação é sempre sistemática, inerente e multifacetada.

Conclusão: A alternativa D é a única que está inteiramente de acordo com o conceito de variação linguística e com o que o texto defende. As demais ou contradizem, ou restringem, ou extrapolam o conteúdo. Portanto, Gabarito: letra D.

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