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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Quadrix 2023

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa505382
Banca
Quadrix
Órgão
CAU TO
Ano
2023
Cargo
Ag Fis ( )

Localizada na parte sul da República do Benin, perto da cidade portuária de Cotonou, Ganvie é a maior vila flutuante da África. Situada no meio do Lago Nokoué, é caracterizada por casas coloridas sobre palafitas de madeira construídas ao redor de ilhas artificiais do século XVII.


Essa arquitetura única nasceu da história da tribo Tofinu, que a construiu como um refúgio contra o comércio de escravos. Foi mantida ao longo do tempo pelos seus sistemas socioecológicos aquaculturais comunitários e hoje se tornou uma atração turística do país. A vila foi reconhecida como patrimônio cultural mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 1996, atraindo até 10.000 visitantes anualmente. No entanto, esse fluxo de turistas impactou os moradores e as práticas socioecológicas que sustentam esse ambiente aquático. A aquacultura tornou-se cada vez mais desafiadora de manter, pois a vila luta para sustentar sua base econômica. Além disso, as práticas tradicionais de construção foram substituídas por modernas e a vila enfrenta desafios ambientais contínuos. No entanto, o estilo de vida único dos moradores em torno da água ainda pode oferecer muitas lições para o design de futuras cidades flutuantes.


Internet: <www.archdaily.com.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Acerca da estrutura linguística e do conteúdo do texto, julgue o item.

 

Depreende-se da leitura do texto que a arquitetura única da vila flutuante de Ganvie remonta à história da tribo Tofinu, que a construiu como um refúgio contra o comércio de escravos.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A origem da arquitetura de Ganvie: inferência ancorada no texto

Gabarito: C (Certo). O item é uma paráfrase fiel de uma passagem explícita do texto: o autor afirma que a arquitetura única da vila flutuante nasceu da história da tribo Tofinu, que a construiu como refúgio contra o comércio de escravos. A banca pede que se depreenda (inferência), mas a informação está literalmente registrada no segundo parágrafo — o que torna o item correto.

"Essa arquitetura única nasceu da história da tribo Tofinu, que a construiu como um refúgio contra o comércio de escravos."

O trecho prova, ponto a ponto, cada elemento do item: (1) a arquitetura é única; (2) ela remonta à história da tribo Tofinu (o verbo "nasceu" indica origem); (3) a tribo a construiu; (4) a finalidade foi refúgio contra o comércio de escravos. Não há nenhuma lacuna a preencher — a resposta está na superfície do texto.

O comando: "depreende-se" pede inferência, mas a pista é explícita

O verbo "depreender" sinaliza que a banca quer uma inferência — uma conclusão tirada de pistas do texto, não algo dito palavra por palavra. Porém, cuidado: nem toda questão de "depreende-se" exige leitura nas entrelinhas. Quando a informação está marcada linguisticamente (como aqui, com o verbo "nasceu" e a oração final "que a construiu como refúgio"), a inferência é imediata e obrigatória — o texto não deixa margem para outra leitura.

A técnica para resolver: confronte cada elemento do item com o texto. Se todos os elementos encontram correspondência direta, o item é certo. Se algum elemento exigir acréscimo de fora (extrapolação) ou contradizer uma passagem, o item é errado. Aqui, a correspondência é total.

A armadilha da banca: confundir inferência com extrapolação

A banca adora usar o verbo "depreende-se" para induzir o candidato a achar que precisa "ler nas entrelinhas" e, com isso, desconfiar de uma paráfrase fiel. Mas a inferência legítima se apoia em pressupostos — pistas deixadas pelo próprio texto. O verbo "nasceu" pressupõe uma origem; a oração "que a construiu" pressupõe a ação da tribo; "como refúgio contra o comércio de escravos" explicita a finalidade. Tudo isso está no texto, não foi acrescentado pelo candidato.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de "depreende-se", pergunte: "o texto autoriza esta conclusão, ou ela exige acrescentar algo de fora?". Se a conclusão é uma reescritura do que está escrito, é inferência válida — e o item é certo.

Por que o item é certo — e não há alternativa errada

Como a questão é do tipo Certo/Errado, só há duas possibilidades. O item C é uma paráfrase (reescritura fiel) do trecho citado. Não há nenhum fragmento incompatível: o texto não diz que a arquitetura foi construída por outro povo, nem que a finalidade foi outra. Portanto, o item não extrapola, não restringe, não contradiz — ele apenas reafirma o que o autor escreveu.

Se a banca tivesse escrito "a arquitetura foi construída como refúgio contra invasores", aí sim seria errado (troca de vocábulo que inverte o sentido). Mas o item mantém os termos exatos: "refúgio contra o comércio de escravos".

Conclusão

A regra de ouro: toda inferência precisa de uma pista no texto. Aqui, a pista é explícita e inequívoca. O item é uma paráfrase do segundo parágrafo, e por isso está certo.

Gabarito: C (Certo).

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