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Questão de Português — Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc) — Quadrix 2023

PortuguêsCoerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Código
qa505446
Banca
Quadrix
Órgão
CRECI 6 (PR)
Ano
2023
Cargo
PAS (CRECI 6 PR)

A ideia de sustentabilidade vem do não esgotamento futuro dos recursos do Planeta, do consumo somente do essencial que atenda às necessidades atuais e ainda mantenha o que é preciso para as gerações futuras.


A construção civil é uma das maiores responsáveis pelos impactos ambientais no mundo e, por conta de tamanhas mudanças por ela propiciadas, o ramo da construção sustentável vem crescendo de forma significativa no mercado.


A relação da sustentabilidade com o imóvel está ligada a técnicas conscientes no processo de construção ou de reforma. O modo de vida da família também faz toda diferença, pois não adianta escolher morar em um imóvel sustentável se seu estilo de vida não condiz com essa escolha. É importante que se tenha uma mentalidade de cuidado e conhecimento sobre seu consumo e suas ações.


Os imóveis sustentáveis são aqueles construídos com materiais adequados, formulação projetual, tecnologia ambiental e processos diferenciados de execução no canteiro de obras, de forma a minimizar os impactos no meio ambiente.


Construtoras que estão investindo em empreendimentos desse tipo utilizam tecnologias modernas que vão muito além da cobertura verde e de captação de energia solar. A escolha da área, o local de inserção, a tecnologia construtiva utilizada e a vizinhança são alguns dos muitos fatores que envolvem a criação de um imóvel ecológico.


A principal motivação para a criação de empreendimentos desse tipo é o alto desempenho ambiental, ou seja, a preservação do meio ambiente. Mas, ao mesmo tempo, eles também são ideais para reduzir os gastos dos moradores.


Os benefícios de adquirir um imóvel sustentável são abrangentes e duráveis e baseiam-se na busca pela saúde, pelo conforto e pelo bem‑estar de quem vai morar na propriedade, além da economia e da utilização inteligente dos recursos cotidianos.


Internet: <www.novaepoca.com.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Acerca das ideias e da estrutura linguística do texto, julgue o item.

 

O emprego dos pronomes “seu” e “suas” tanto pode fazer referência à palavra “família” quanto a um referente genérico, extratextual.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Referência dos pronomes “seu” e “suas” — ambiguidade entre “família” e referente genérico

Gabarito: CERTO. O item está correto porque os pronomes possessivos “seu” e “suas”, no trecho citado, admitem dupla leitura: podem retomar “família” (referente textual, anafórico) ou funcionar como referência genérica, extratextual (exofórica/dêitica). A própria construção do período, com o possessivo de 3ª pessoa, gera essa ambiguidade, como se lê no 3º parágrafo.

O comando

A questão pede um julgamento sobre coesão referencial — especificamente sobre o referente dos pronomes possessivos “seu” e “suas”. Não se trata de compreensão global do texto, mas de análise linguística: identificar a que termo os pronomes se ligam e se essa ligação é única ou ambígua. O verbo “pode fazer referência” já sinaliza que a banca quer saber se há mais de uma possibilidade de leitura — e é exatamente isso que o texto autoriza.

O texto e o trecho decisivo

O texto discute sustentabilidade na construção civil. No 3º parágrafo, o autor afirma:

“O modo de vida da família também faz toda diferença, pois não adianta escolher morar em um imóvel sustentável se seu estilo de vida não condiz com essa escolha. É importante que se tenha uma mentalidade de cuidado e conhecimento sobre seu consumo e suas ações.”

Aqui estão os dois pronomes. A leitura mais imediata é anafórica: “seu estilo de vida” = o estilo de vida da família (termo mencionado na frase anterior). Essa é a remissão interna, que retoma um elemento do próprio texto.

Porém, o possessivo de 3ª pessoa também permite uma leitura genérica: “seu consumo e suas ações” pode ser interpretado como o consumo e as ações de qualquer pessoa — do leitor, do morador em geral, de quem adota um estilo de vida sustentável. Nesse caso, o pronome não aponta para um termo específico do texto, mas para um referente fora do texto (exofórico/dêitico), dependente do contexto de enunciação.

A técnica que decide

A gramática chama de ambiguidade referencial o fenômeno em que um pronome possessivo de 3ª pessoa (“seu”, “sua”, “seus”, “suas”) pode remeter a mais de um antecedente — ou, como aqui, a um antecedente textual ou a um referente extratextual. O item afirma exatamente isso: “tanto pode fazer referência à palavra ‘família’ quanto a um referente genérico, extratextual”.

Para julgar, basta verificar se ambas as leituras são possíveis no contexto. A leitura anafórica é natural (“família” está logo antes). A leitura genérica também é natural, porque o texto fala de um comportamento ideal (“É importante que se tenha uma mentalidade de cuidado...”) — o “se” indeterminado reforça a generalização, e os possessivos acompanham essa indeterminação. Não há nenhum elemento que obrigue a uma única interpretação; logo, a ambiguidade existe e o item está certo.

1Leitura anafórica
Retoma “família” (texto)
2Leitura genérica
Referente extratextual (dêitico)
“se” indeterminado reforça
3Fenômeno
Ambiguidade referencial
Ambas as leituras possíveis
Pronomes possessivos “seu”/“suas”
LEVELsoulevel.com.br
Pronomes possessivos “seu”/“suas”: Leitura anafórica (Retoma “família” (texto)); Leitura genérica (Referente extratextual (dêitico), “se” indeterminado reforça); Fenômeno (Ambiguidade referencial, Ambas as leituras possíveis)
NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a ambiguidade do possessivo de 3ª pessoa. O candidato apressado fixa apenas a leitura anafórica (“família”) e marca errado, esquecendo que o texto também permite a leitura genérica — que é exatamente o que o item descreve.

Fechamento

A regra de ouro: diante de um item sobre referência pronominal, pergunte “quantas leituras o contexto autoriza?”. Se o texto permite mais de uma — como aqui, “família” ou referente genérico —, a afirmação que reconhece essa pluralidade está correta. Não exija que o texto diga explicitamente “é ambíguo”; basta que a ambiguidade seja possível.

Gabarito: CERTO.

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