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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Avança SP 2023

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa505953
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Laranjal Pta
Ano
2023
Cargo
ACS (Laranjal Pta)

O que revelam novos esqueletos encontrados nas ruínas de Pompeia

 

Dois novos esqueletos humanos foram encontrados nas ruínas de Pompeia, a antiga cidade romana ao sul de Nápoles soterrada pela erupção do vulcão Vesúvio no ano 79. Os restos mortais foram recuperados em escavações recentes na Casa dos Amantes Castos de Pompeia e acredita-se que pertençam a dois homens com pelo menos 55 anos. A Casa dos Amantes Castos é uma das maiores atrações turísticas de Pompeia. O diretor do Parque Arqueológico de Pompeia, Gabriel Zuchtriegel, disse que os dois homens não morreram de cinzas vulcânicas, mas sim do desabamento de prédios. Fragmentos de paredes foram encontrados entre seus ossos quebrados. Acredita-se que o tremor da erupção derrubou uma parede na sala onde eles buscavam refúgio. Um dos esqueletos tinha um braço levantado, o que “talvez alude à trágica imagem de uma tentativa fútil de se proteger da queda de alvenaria”, afirmou o Parque Arqueológico de Pompeia em comunicado divulgado nesta semana. “Eles provavelmente morreram devido a múltiplos traumas causados pelo colapso”, disse o parque. Os esqueletos foram encontrados deitados de lado, com as pernas dobradas. Um deles usava um anel na mão esquerda. Ao lado de uma das vítimas também foram encontrados vestígios do que se acredita ser um pacote de tecido, contendo colares de contas e moedas. Dentro da sala havia uma ânfora (vaso antigo) e uma coleção de tigelas e jarros. Uma sala adjacente continha um santuário caseiro na forma de um afresco e um banheiro estreito.

 

Tragédia

 

Os tremores antes e durante a erupção, conforme documentado nas cartas do autor romano Plínio, o Jovem, provocaram muitas mortes. “Entre as causas de morte, o colapso de edifícios, em alguns casos devido aos terremotos que acompanharam a erupção, provou ser uma ameaça letal”, disse o parque. “Técnicas modernas de escavação nos ajudam a entender melhor o inferno que destruiu completamente a cidade de Pompeia por dois dias e matou muitos habitantes: crianças, mulheres e homens”, disse Zuchtriegel. O Ministério da Cultura italiano estima que “pelo menos 15-20% da população” de Pompeia, então cerca de 13 mil pessoas, foi enterrada sob cinzas, pedra e poeira. A erupção do Vesúvio foi equivalente à explosão de várias bombas atômicas ao mesmo tempo. Nos últimos 250 anos, os arqueólogos recuperaram os restos mortais de mais de 1,3 mil vítimas.

 

Atividade arqueológica intensa

 

O sítio de Pompeia, que não foi descoberto até o século 16, teve um recente boom na atividade arqueológica, que pôs fim a anos de decadência e abandono, em grande parte graças a um projeto financiado pela União Europeia de 105 milhões de euros e que recentemente foi concluído. O ministro da Cultura italiano, Gennaro Sangiuliano, afirmou que os esforços de conservação e pesquisa arqueológica continuarão. “A descoberta destes dois esqueletos mostra-nos que ainda temos de estudar muito, fazer mais escavações para descobrir tudo o que ainda está (escondido) neste imenso tesouro”, disse. Na Casa dos Amantes Castos, foram descobertos afrescos coloridos e esqueletos de mulas usadas na colheita de grãos.

 

BBC News

São evidências da causa da morte dos dois homens cujos esqueletos foram encontrados pelos arqueólogos:
  1. Acinzas vulcânicas.
  2. Bfragmentos de paredes que desabaram.
  3. Cuma ânfora.
  4. Dbombas atômicas.
  5. Ecolares de contas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — fragmentos de paredes que desabaram.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Evidências da Causa da Morte dos Dois Homens em Pompeia

Gabarito: letra B. A causa da morte dos dois homens é evidenciada por fragmentos de paredes que desabaram, conforme o texto afirma explicitamente: "os dois homens não morreram de cinzas vulcânicas, mas sim do desabamento de prédios. Fragmentos de paredes foram encontrados entre seus ossos quebrados." A alternativa B é uma paráfrase direta dessa passagem, enquanto as demais ou contradizem o texto ou citam elementos que não são apresentados como causa da morte.

O Comando e o Método de Resolução

O enunciado pede que se identifiquem as evidências da causa da morte dos dois homens. Trata-se de uma questão de compreensão/recorrência: a resposta está explícita no texto, e a alternativa correta será uma paráfrase fiel do que está escrito. Não há necessidade de inferir, deduzir ou completar com conhecimento de mundo — basta localizar a passagem que descreve a causa da morte e compará-la com as opções.

O método é simples: sublinhe no texto a frase que fala da causa da morte e, em seguida, teste cada alternativa perguntando: "o texto autoriza esta afirmação, ou ela exige acrescentar algo de fora?". A correta será a única inteiramente sustentada pelo texto.

O Texto e a Passagem Decisiva

O texto é uma notícia sobre a descoberta de dois esqueletos em Pompeia. No primeiro parágrafo, o autor apresenta o fato central e, logo em seguida, a causa da morte:

"O diretor do Parque Arqueológico de Pompeia, Gabriel Zuchtriegel, disse que os dois homens não morreram de cinzas vulcânicas, mas sim do desabamento de prédios. Fragmentos de paredes foram encontrados entre seus ossos quebrados."

Essa passagem é a âncora da questão: ela nega explicitamente a causa por cinzas vulcânicas (eliminando a alternativa A) e afirma a causa por desabamento de prédios, com a evidência material dos fragmentos de paredes entre os ossos. A alternativa B reproduz exatamente essa ideia, apenas com outras palavras: "fragmentos de paredes que desabaram".

A Técnica: Paráfrase vs. Elementos do Texto

A banca monta as distratoras com elementos que realmente aparecem no texto, mas que não respondem à pergunta feita. Isso testa se o candidato lê com propósito: não basta reconhecer que a palavra existe no texto; é preciso verificar se ela cumpre a função pedida no enunciado (ser evidência da causa da morte).

  • Ânfora, colares de contas (C e E): são objetos encontrados ao lado das vítimas, mas o texto não os relaciona à causa da morte. São tangências: parecem pertinentes por estarem no mesmo parágrafo, mas não respondem à pergunta.

  • Bombas atômicas (D): o texto usa essa expressão como comparação para dimensionar a força da erupção ("A erupção do Vesúvio foi equivalente à explosão de várias bombas atômicas ao mesmo tempo"), mas não é uma causa de morte dos dois homens. É uma extrapolação levar a comparação para o campo das causas.

  • Cinzas vulcânicas (A): o texto contradiz explicitamente essa hipótese: "não morreram de cinzas vulcânicas".

Análise das Alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

Cinzas vulcânicas é a causa que o texto nega de forma direta: "os dois homens não morreram de cinzas vulcânicas". A banca oferece essa opção porque é a causa mais conhecida das mortes em Pompeia, mas o texto a descarta. Quem marca A não leu a passagem com atenção ou se deixou levar pelo conhecimento de mundo.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Fragmentos de paredes que desabaram é a paráfrase exata da passagem: "mas sim do desabamento de prédios. Fragmentos de paredes foram encontrados entre seus ossos quebrados." O texto apresenta essa como a causa da morte, com a evidência material dos fragmentos. É a única alternativa inteiramente sustentada pelo texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Uma ânfora é mencionada no texto como objeto encontrado na sala ("Dentro da sala havia uma ânfora"), mas não há qualquer relação entre ela e a causa da morte. A alternativa tangencia o tema: usa um elemento do texto, mas não responde à pergunta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Bombas atômicas aparecem no texto apenas como comparação para dimensionar a erupção ("A erupção do Vesúvio foi equivalente à explosão de várias bombas atômicas ao mesmo tempo"). Não é uma causa de morte dos dois homens. A alternativa extrapola o sentido da comparação, tratando-a como causa real.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Colares de contas são mencionados como parte de um pacote de tecido encontrado ao lado de uma das vítimas ("contendo colares de contas e moedas"), mas não são apresentados como causa da morte. Assim como a ânfora, é um elemento do texto que tangencia a pergunta.

Conclusão

A questão é de compreensão literal: a resposta está escrita no texto, e a alternativa correta é a que parafraseia a passagem decisiva. As distratoras usam elementos que existem no texto, mas que não cumprem a função pedida. Para acertar, basta ler com propósito e verificar se cada alternativa é autorizada pelo texto.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão, sublinhe a passagem que responde diretamente ao enunciado e compare cada alternativa com ela. Desconfie de opções que citam palavras do texto, mas que não respondem à pergunta feita.

Gabarito: letra B

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