GabaritoA — conjunção condicional; conjunção integrante; partícula integrante de verbo pronominal.
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Funções da Partícula "SE"
Gabarito: letra A. Na sentença I, "se" é conjunção condicional (introduz uma condição); na II, é conjunção integrante (introduz uma oração que funciona como objeto direto, substituível por "isso"); na III, é partícula integrante do verbo pronominal "pronunciar-se". A classificação se prova pela função sintática e pelo sentido que o "se" estabelece em cada contexto.
O Comando
A questão pede a classificação morfossintática da palavra "se" em três sentenças. É uma questão de gramática aplicada: você precisa identificar a função de cada ocorrência com base no contexto. Não há texto-base além das próprias frases, então a técnica é analisar a estrutura de cada uma.
O Texto (as três sentenças)
I. "Se continuar chovendo, não vamos ao cinema." — O "se" inicia uma oração que expressa uma condição para a ação principal (não ir ao cinema). É clássica conjunção condicional, equivalente a "caso".
II. "Fiquei pensando se ele iria à festa." — O "se" introduz uma oração que completa o sentido do verbo "pensar": "pensar em quê?" → "se ele iria à festa". Essa oração funciona como objeto direto e pode ser substituída por "isso": "Fiquei pensando isso". Logo, é conjunção integrante.
III. "Ele se pronunciou sobre o caso." — O verbo "pronunciar-se" é essencialmente pronominal: só existe com o pronome. O "se" não exerce função sintática, é parte integrante do verbo. Não pode ser retirado sem alterar o sentido.
A Técnica que Decide
A pegadinha central é confundir conjunção integrante com condicional. A integrante introduz uma oração que exerce função sintática (geralmente objeto direto) e pode ser trocada por "isso". A condicional introduz uma oração que expressa uma hipótese, uma condição, e pode ser trocada por "caso". Na I, "se continuar chovendo" é uma condição para "não vamos ao cinema" — troque por "caso continue chovendo" e o sentido se mantém. Na II, "se ele iria à festa" é o conteúdo do pensamento — troque por "isso": "Fiquei pensando isso". A distinção é clara.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A classifica corretamente as três ocorrências: I como conjunção condicional ("Se continuar chovendo" = condição), II como conjunção integrante ("se ele iria à festa" = objeto direto de "pensando", substituível por "isso"), e III como partícula integrante de verbo pronominal ("pronunciar-se" é verbo essencialmente pronominal). A classificação é precisa e se sustenta na função sintática de cada "se".
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B erra ao classificar o "se" da sentença II como conjunção condicional. Em "Fiquei pensando se ele iria à festa", o "se" não expressa condição, mas introduz uma oração que completa o sentido do verbo "pensar" — é objeto direto, substituível por "isso". A troca por "caso" não faz sentido: "Fiquei pensando caso ele iria à festa" é agramatical. O erro é trocar o conceito de conjunção integrante por condicional.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C erra ao classificar o "se" da sentença I como conjunção integrante. Em "Se continuar chovendo, não vamos ao cinema", o "se" introduz uma oração que expressa uma condição para a ação principal — é conjunção condicional, substituível por "caso". Não é integrante, pois a oração não exerce função de objeto direto nem pode ser trocada por "isso": "Isso continuar chovendo, não vamos ao cinema" é agramatical. O erro é trocar o conceito de condicional por integrante.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D erra ao classificar o "se" da sentença II como conjunção condicional e o da sentença III como partícula expletiva. Na II, o "se" é integrante (objeto direto de "pensando"). Na III, "pronunciar-se" é verbo pronominal — o "se" é parte integrante do verbo, não pode ser retirado sem alterar o sentido. Partícula expletiva é opcional, como em "Vão-se os anéis". O erro é trocar o conceito de integrante por condicional e de parte integrante por expletiva.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E erra ao classificar o "se" da sentença I como conjunção integrante e o da sentença III como partícula apassivadora. Na I, o "se" é condicional. Na III, "pronunciar-se" é verbo pronominal — o "se" é parte integrante, não apassivador. Partícula apassivadora ocorre com verbo transitivo direto na voz passiva sintética, como em "Vendem-se casas". O erro é trocar o conceito de condicional por integrante e de parte integrante por apassivadora.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre conjunção condicional e conjunção integrante. O teste decisivo: troque por "caso" (condicional) ou por "isso" (integrante). Na I, "caso" funciona; na II, "isso" funciona.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar a partícula integrante do verbo, verifique se o verbo só existe com o pronome (ex.: "pronunciar-se", "queixar-se", "arrepender-se"). Se retirar o "se" e o sentido mudar ou a frase ficar agramatical, é parte integrante.