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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Quadrix 2023

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa507739
Banca
Quadrix
Órgão
CAU GO
Ano
2023
Cargo
Ass ( )

É rijo como cal e madeira o espírito das mulheres que participam dos movimentos de luta por moradia no Brasil. Elas coordenam com vigor as práticas organizacionais e as políticas de assentamento e construção de habitação popular.


Nascido da tese de mestrado da arquiteta Carina Guedes, o projeto Arquitetura na Periferia funciona desde 2014, oferecendo capacitação em assistência técnica para mulheres em territórios com déficit de habitação e infraestrutura, como, por exemplo, as comunidades periféricas e as ocupações.


“Trabalhamos para que as mulheres tenham o máximo de autonomia no processo de tomada de decisões que envolve a melhoria de suas casas”, conta Carina. O corpo do projeto também é composto de mulheres: além da idealizadora, trabalham nele a arquiteta Marina Bornel e as engenheiras civis Rafaela Dias e Tereza Barros.


A atuação do projeto em ocupações mostra que, embora as mulheres, claramente, estejam à frente de lutas civis, “na construção civil e nas decisões de como a casa vai ser, a maioria relata que suas vontades não são respeitadas, e algumas nem sequer são consultadas. São o pai, o tio, o marido ou o pedreiro que decidem. Isso traz consequências ruins para a vida das mulheres que, além do trabalho, cuidam da manutenção da casa. Há cozinhas sem ventilação, escadas estreitas, torneiras onde não se consegue enfiar o balde”, lista a arquiteta.


Estruturado em oficinas de prazo de quatro a até seis meses de duração, o projeto se inicia com aulas de desenhos e croquis. Em seguida, as alunas aprendem noções básicas de finanças, para lidar não somente com o pequeno empréstimo recebido do projeto, como também com a contabilidade relacionada aos gastos corriqueiros e à compra dos materiais de construção.


Internet: <www.archdaily.com.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Com relação às ideias, à estrutura linguística e ao vocabulário empregados no texto, julgue o item.

 

No texto, defende-se a execução de mais projetos semelhantes ao Arquitetura na Periferia.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Compreensão global: o texto expõe, não defende

Gabarito: E (Errado). A assertiva afirma que o texto defende a execução de mais projetos semelhantes ao Arquitetura na Periferia, mas o texto é expositivo-informativo: ele descreve o projeto, sua origem, sua equipe e sua metodologia, sem defender ou recomendar a criação de outros. Não há, em nenhum parágrafo, um verbo de opinião ou uma tese argumentativa — apenas a apresentação de fatos e relatos.

O comando pede que se julgue uma afirmação sobre as ideias do texto. Isso é uma questão de compreensão global: precisamos identificar a intenção predominante do autor. O texto não é um artigo de opinião nem um manifesto; é uma reportagem (ou texto expositivo) que informa sobre um projeto existente. A palavra-chave é "defende-se": defender implica tomar partido, argumentar a favor de algo. O texto não faz isso.

Veja como o texto se estrutura: o 1º parágrafo elogia as mulheres que lutam por moradia; o 2º apresenta o projeto; o 3º traz uma fala da idealizadora; o 4º relata problemas nas ocupações; o 5º descreve as oficinas. Em nenhum momento o autor diz "é preciso criar mais projetos como este" ou "deveriam existir iniciativas semelhantes". A única voz que expressa um desejo é a de Carina Guedes, mas ela fala sobre o objetivo do próprio projeto (autonomia das mulheres), não sobre expandi-lo.

A banca explora a extrapolação: o leitor, ao ver o texto elogiar o projeto, pode inferir que o autor defende sua expansão. Mas inferir é diferente de ler o que está escrito. O texto descreve o projeto, não prescreve sua replicação. Para que a assertiva fosse correta, seria necessário um trecho como "é preciso criar mais projetos como este" ou "deveriam existir iniciativas semelhantes" — o que não ocorre.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão global, pergunte-se: o autor descreve ou defende? Se o texto apenas apresenta fatos, sem verbos como "deve", "precisa", "é necessário", não há defesa. Grife os verbos que indicam opinião ou recomendação.

Assertiva — ❌ Errada ⟵ GABARITO

A assertiva afirma que o texto defende a execução de mais projetos semelhantes ao Arquitetura na Periferia. Isso não está no texto. O texto é expositivo: apresenta o projeto, sua origem, sua equipe e sua metodologia, sem recomendar a criação de outros. Veja os trechos que comprovam o caráter informativo:

"Nascido da tese de mestrado da arquiteta Carina Guedes, o projeto Arquitetura na Periferia funciona desde 2014, oferecendo capacitação em assistência técnica para mulheres em territórios com déficit de habitação e infraestrutura"

"Estruturado em oficinas de prazo de quatro a até seis meses de duração, o projeto se inicia com aulas de desenhos e croquis."

Esses trechos descrevem o projeto, não defendem sua expansão. A única fala com tom de desejo é a de Carina Guedes, mas ela se refere ao objetivo do próprio projeto:

"Trabalhamos para que as mulheres tenham o máximo de autonomia no processo de tomada de decisões que envolve a melhoria de suas casas"

Isso não é uma defesa de "mais projetos", mas a descrição do propósito do projeto existente. Portanto, a assertiva extrapola o que o texto diz, acrescentando uma opinião que o autor não externou. O erro é de extrapolação (acrescentar informação que não está no texto).

Conclusão: O texto é expositivo-informativo, não argumentativo. Ele descreve o projeto Arquitetura na Periferia, mas não defende a criação de outros semelhantes. A assertiva está errada.

Gabarito: E (Errado).

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