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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — Quadrix 2023

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa509728
Banca
Quadrix
Órgão
CRA PE
Ano
2023
Cargo
Aux Sec ( )

Pensar no mar já traz uma sensação agradável. Seja do frescor da água batendo no corpo, das brincadeiras na praia, de velejar, de nadar, de experimentar um bom pescado. Todo este bem-estar que o ambiente marinho nos proporciona está diretamente associado ao entendimento de serviços ecossistêmicos, isto é, aos benefícios que a natureza proporciona a cada um de nós. Os serviços ecossistêmicos vêm sendo utilizados como uma forma de reconhecer a importância do ambiente natural e saudável para o nosso bem-estar. Em outras palavras, é importante a conservação dos ambientes para que possamos ter um desenvolvimento sustentável.

 

Mas o que são exatamente os serviços ecossistêmicos costeiros e marinhos? Eles são classificados em: regulação e manutenção, provisão e cultural. Um dos principais é o de regulação. Vejamos: o oceano é o principal responsável pela absorção do gás carbônico da atmosfera, sendo este gás o grande responsável pelas mudanças climáticas. Ou seja, o oceano retira do ar grande parte do gás carbônico emitido pela queima de combustíveis fósseis das atividades humanas. Além disso, todo esgoto que chega às praias é carregado e decomposto nas águas marinhas, transformando o que é poluição em nutrientes para as algas. Outro aspecto importante dos serviços ecossistêmicos de regulação é a evaporação da água do oceano, que produz umidade na atmosfera que irá formar chuva, que cairá na superfície terrestre.

 

O oceano e as zonas costeiras também possuem representações e momentos em que se reconhece os fortes laços que nos unem ao mar. Atividades de lazer e turismo junto nesses ambientes despertam o interesse de um grande número de pessoas, levando ao relaxamento e à diversão. Aqui, estamos falando dos serviços ecossistêmicos culturais, conhecidos como aqueles benefícios não materiais que a natureza nos fornece.

 

Mas é fato que os serviços ecossistêmicos marinhos e costeiros sofrem frequentemente interferências destrutivas, como a poluição excessiva por esgotos das cidades litorâneas e despejos industriais, sem o devido tratamento; a contaminação por plásticos; a ocupação indevida de zonas costeiras importantes, como mangues e restingas; a sobrepesca; entre tantas outras ameaças à manutenção. Somados a esses problemas, as preocupações atuais estão relacionadas, por exemplo, ao efeito do aumento do nível do mar em zonas costeiras e a acidificação dos mares devido ao aumento da concentração do gás carbônico na atmosfera, o que afeta os corais, importantes locais de abrigo da fauna marinha. Em síntese, é cada vez mais relevante ampliar o conhecimento dos serviços ecossistêmicos costeiros e marinhos, ressaltando a sua relevância para o bem-estar não só da população, mas de todo o planeta.

 

Internet: <cienciahoje.org.br>.

Com relação à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.

 

“A contaminação por plástico” por a contaminação de plástico

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de Frases: "contaminação por plásticos" × "contaminação de plástico"

Gabarito: E (Errado). A substituição proposta altera o sentido da expressão original e, portanto, não é aceitável. No texto, "contaminação por plásticos" indica que o plástico é o agente causador da contaminação (o plástico contamina o ambiente). Já "contaminação de plástico" indicaria que o plástico é o objeto da contaminação (algo contamina o plástico), o que inverte a relação de sentido. A banca cobra exatamente essa distinção semântica entre as preposições "por" e "de".

O comando da questão

O enunciado pede para julgar se a substituição mantém a correção gramatical e a coerência do texto. Isso significa que não basta a frase nova ser gramaticalmente possível: ela precisa preservar o sentido original. A questão é de reescritura de frases, e a técnica central é testar se a troca de um vocábulo (aqui, a preposição) muda o significado do trecho.

O texto e a passagem decisiva

No 4º parágrafo, o autor lista as interferências destrutivas que os serviços ecossistêmicos sofrem:

"a contaminação por plásticos; a ocupação indevida de zonas costeiras importantes..."

A expressão "contaminação por plásticos" estabelece uma relação de agente: o plástico é quem contamina o ambiente marinho. É o mesmo padrão de "poluição excessiva por esgotos" e "despejos industriais" — todos indicam o causador do dano.

A técnica que decide: "por" (agente) × "de" (posse/objeto)

A preposição "por" introduz o agente da passiva ou o causador de uma ação. Em "contaminação por plásticos", o plástico é o elemento que pratica a contaminação. Já a preposição "de" pode indicar posse, origem, matéria ou objeto — mas, no contexto de "contaminação de plástico", ela sugeriria que o plástico é aquilo que é contaminado, ou seja, o paciente da ação. Isso inverte completamente o sentido.

Para visualizar:

Expressão

Relação

Quem contamina?

contaminação por plásticos

agente

o plástico

contaminação de plástico

objeto/posse

algo externo contamina o plástico

Por que a substituição é errada

A reescrita proposta não preserva o sentido original. No texto, o plástico é o poluente — ele contamina o oceano. Na reescrita, o plástico seria o poluído — algo o contamina. Essa inversão de papéis semânticos quebra a coerência com o restante do parágrafo, que lista ameaças ao ambiente marinho (esgotos, despejos industriais, plásticos). Se o plástico fosse apenas "contaminado", ele não seria uma ameaça, mas uma vítima — o que contraria a intenção do autor.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C afirma que a substituição está certa, ou seja, que "contaminação de plástico" mantém a correção e a coerência. Isso é falso pelos motivos expostos: a troca de "por" por "de" altera o sentido, invertendo o papel do plástico de agente para paciente. A banca usa a troca de vocábulo (preposição) como armadilha, fazendo o candidato acreditar que ambas são equivalentes. Erro: troca de termo que inverte o sentido.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa E afirma que a substituição está errada, e é exatamente isso. A reescrita não mantém a coerência porque muda a relação semântica entre "contaminação" e "plástico". No texto, o plástico é o agente (quem contamina); na reescrita, seria o objeto (o que é contaminado). Essa inversão não é aceitável, pois o parágrafo lista o plástico como uma das ameaças ao ambiente marinho, não como algo ameaçado. Correta: a substituição altera o sentido e, portanto, é inadequada.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a preposição "por" (agente) por "de" (posse/objeto), fazendo o candidato acreditar que são sinônimas. A dica é sempre perguntar: quem pratica a ação? Se o plástico contamina, use "por"; se algo contamina o plástico, use "de".

PEGA ESSA DICA!

Em questões de reescrita, teste a substituição invertendo os papéis: se a nova frase muda quem faz o quê, o sentido mudou. Grife o comando: "sem alterar o sentido" é o critério decisivo.

Gabarito: letra E.

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