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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — Quadrix 2023

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa509746
Banca
Quadrix
Órgão
CRO SC
Ano
2023
Cargo
Adm ( )

De acordo com a Academia Americana da Odontologia Cosmética (AACD), uma faceta é uma peça fina de porcelana usada para recriar a aparência natural dos dentes, ao mesmo tempo em que fornece força e elasticidade comparável ao esmalte do dente natural. Elas são moldadas para acompanhar o contorno dos dentes e coladas ao esmalte natural durante alguns procedimentos de consultório. Constituem uma opção para a correção de dentes manchados, lascados, cariados ou apinhados. As facetas são feitas por um técnico, geralmente num laboratório dental, que trabalha sobre um modelo fornecido pelo seu dentista. Além dos benefícios estéticos, as facetas podem ser usadas para fechar espaços ou corrigir pequenos desalinhamentos. Os pacientes também escolhem facetas como uma solução cosmética para realçar o brilho dos dentes e reforçar o sorriso. E o material mais comum usado para as facetas são as de porcelana e a faceta de resina composta.


Entenda que, tanto as facetas de porcelana quanto as lentes de contato dental são restaurações de cerâmicas que são “colocadas e cimentadas” na superfície frontal dos dentes, a fim de restabelecer o sorriso de uma forma natural e harmoniosa. Entretanto, o que as difere é a espessura da cerâmica. No que se refere ao preparo dos dentes, são realizados os mesmos procedimentos de consultório. As facetas de porcelana são mais espessas, possuem em torno de 1 mm a 2 mm e servem para corrigir defeitos maiores de coloração dental, formato ou posicionamento. As lentes de contato dental, nome dado popularmente ao “laminado cerâmico”, são ultrafinas, com cerca de 0,4 mm a 0,9 mm. E mesmo sendo bem fininhas o dente também sofre desgaste. Independente do tipo de peça a ser usada, esclarecemos que todo o processo de preparo do dente e cimentação das facetas ou lentes de contato dental é realizado sob anestesia local, gerando um mínimo desconforto e dor ao paciente.


Optando por realizar uma técnica ou outra, você sairá no lucro com um belo conjunto de dentes! Além da rapidez, em média com três consultas já é possível modificar o sorriso, existe uma baixa manutenção, até porque a porcelana não altera a cor. É mais resistente e tem ótima durabilidade.


Para saber se é melhor usar facetas de porcelana ou lentes de contato dental o melhor é conversar com seu dentista, pois ele fará uma avaliação detalhada. Contudo, vamos esclarecer rapidamente a forma de aplicação de cada uma delas.


As facetas são mais usadas quando o dente está com a cor alterada pela falta de esmalte ou dentes que tenham realizado tratamento de canal e escureceram em consequência disso. Essa recomendação é feita em casos mais complexos porque, para a colocação das facetas, é necessário desgastar os dentes, retirando parte do esmalte. Desta forma, a técnica é usada sempre quando a cobertura precisa ser mais densa.


Já as lentes de contato dental são usadas para realizar pequenas correções como alongamento, aumento da largura ou arredondamento de ângulos dos dentes. Para aplicação das lentes também é necessário realizar o desgaste dos dentes.


Internet: <callegariemarques.com.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto, julgue o item.

 

Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso o ponto final empregado após “esmalte”, fosse substituído por dois-pontos.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição de ponto final por dois-pontos: quebra de coerência

Gabarito: letra E (ERRADO). A substituição do ponto final após “esmalte” por dois-pontos não manteria a correção gramatical e a coerência do texto, porque o trecho que segue não é uma explicação, enumeração ou citação do que foi dito antes — é uma informação nova e independente sobre a aplicação das facetas. Os dois-pontos exigem uma relação de explicação, enumeração ou síntese com o que os precede; sem isso, a pontuação fica inadequada e o período perde o sentido.

O comando

A questão pede que você julgue se uma reescritura (troca de pontuação) preserva a correção e a coerência. Isso é diferente de uma questão de compreensão: aqui, o foco é o efeito de sentido que o sinal de pontuação produz. Você não precisa apenas saber o que os dois-pontos fazem em geral — precisa verificar se, naquele trecho específico, a relação entre as partes justifica o uso.

O texto e o trecho em questão

O trecho analisado é o seguinte:

“As facetas são mais usadas quando o dente está com a cor alterada pela falta de esmalte ou dentes que tenham realizado tratamento de canal e escureceram em consequência disso. Essa recomendação é feita em casos mais complexos porque, para a colocação das facetas, é necessário desgastar os dentes, retirando parte do esmalte. Desta forma, a técnica é usada sempre quando a cobertura precisa ser mais densa.”

O ponto final após “esmalte” encerra o primeiro período do parágrafo. O que vem depois (“Essa recomendação é feita em casos mais complexos…”) é uma nova oração, com sujeito próprio (“Essa recomendação”) e uma justificativa introduzida por “porque”. Não há, entre as duas partes, uma relação de explicação direta do termo anterior — a segunda frase não explica o que é “esmalte”, nem enumera seus tipos, nem cita algo. Ela comenta a recomendação feita antes.

A técnica: o que os dois-pontos fazem

Os dois-pontos são usados para introduzir:

  • uma explicação ou esclarecimento do que foi dito;

  • uma enumeração (lista de itens);

  • uma citação (discurso direto);

  • uma síntese ou conclusão do que foi exposto.

Em todos os casos, há uma relação de dependência semântica: o que vem depois completa, detalha ou resume o que veio antes. No trecho, isso não ocorre. A frase “Essa recomendação é feita em casos mais complexos…” não é explicação, nem lista, nem citação — é uma continuação temática com uma justificativa própria.

Se você substituísse o ponto por dois-pontos, o leitor esperaria que o que vem depois explicasse algo sobre “esmalte” ou sobre a frase anterior — e isso não acontece. O período ficaria incoerente, pois a pontuação criaria uma expectativa que o texto não cumpre.

A pegadinha da banca

A banca não está testando se você sabe a definição de dois-pontos. Ela está testando se você percebe que a pontuação não é uma questão de gosto: ela cria relações de sentido. Trocar um ponto final por dois-pontos altera a relação lógica entre as orações, mesmo que as palavras permaneçam as mesmas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece uma troca de pontuação que parece inofensiva, mas que quebra a coerência porque os dois-pontos exigem uma relação de explicação/enumeração que não existe no trecho. O candidato que só decora a função dos dois-pontos, sem verificar o contexto, marca “Certo”.

Conclusão

A substituição não mantém a correção e a coerência. O ponto final é adequado porque separa duas ideias independentes; os dois-pontos forçariam uma relação de dependência que o texto não estabelece. Portanto, o item está ERRADO.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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