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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — Quadrix 2023

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa510537
Banca
Quadrix
Órgão
CRO MS
Ano
2023
Cargo
Ana Adm ( )

Evitar doces é uma tarefa quase impossível para muitos. Além do sabor agradável, a guloseima serve muitas vezes como um calmante emocional, especialmente para as mulheres em época de TPM (tensão pré‑menstrual). Ricos em açúcar e com alto valor glicêmico (energético), os quitutes ajudam na produção de serotonina, hormônio encarregado de regular o humor, mas o excesso pode trazer quilos a mais e insuficiência de insulina.


A nutricionista Fernanda Pisciolaro, membro da Abeso (Associação Brasileira de Estudos sobre a Obesidade), explica que, antes de o açúcar cair na corrente sanguínea, ele passa pelo pâncreas, glândula que secreta insulina para quebrar a glicose e controlar em que quantidade essa substância chegará à corrente sanguínea. “Quando o alimento contém muito açúcar, a insulina encontra dificuldades para fazer seu trabalho e acaba deixando grande quantidade de glicose ir para o sangue”, explica Psiciolaro.


A endocrinologista Lívia Lugarinho, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, explica que, quando se consome muito açúcar, o corpo reage negativamente. “No começo, o pâncreas tende a produzir mais insulina para normalizar as taxas, mas depois ele começa a não dar conta de tanta demanda. O hormônio da insulina inicia, então, um processo de falência parcial, quando passa a ser pouco produzido, ou total, quando deixa de ser produzido. Se a produção de insulina não funciona, a glicose vai em excesso para a corrente sanguínea, o que resulta em diabetes”, explica Lugarinho. As consequências da diabetes são muitas e, entre elas, estão problemas neurológicos, cardiovasculares, oftalmológicos e renais.


Há ainda o risco de obesidade. Os doces são carboidratos altamente calóricos e ricos em gordura, que têm como função dar disposição e energia. Porém, quando a quantidade ingerida passa da conta e as atividades da pessoa não são suficientes para usar todas essas calorias, o excesso é revertido em tecido adiposo. Além de uma possível insatisfação com a aparência, o acúmulo de gordura corporal pode levar à pessoa doenças graves, como hipertensão e outras cardiopatias.


Internet: <www.drauziovarella.uol.com.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Acerca das ideias e dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item.

 

O último período do texto – “Além de uma possível insatisfação com a aparência, o acúmulo de gordura corporal pode levar à pessoa doenças graves, como hipertensão e outras cardiopatias.” – poderia ser reescrito, sem prejuízo para a correção gramatical nem para o sentido do texto, da seguinte forma: Além de uma possível insatisfação com a aparência, o acúmulo de gordura corporal pode levar a pessoa a doenças graves, como hipertensão e outras cardiopatias.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita com crase: “levar à pessoa” × “levar a pessoa a”

Gabarito: letra E (ERRADO). A reescrita proposta altera a correção gramatical do período, porque suprime a crase obrigatória em “levar à pessoa” e, de quebra, introduz uma segunda preposição “a” (“levar a pessoa a doenças”) que muda a regência do verbo. No texto original, “levar” rege a preposição “a” e “pessoa” é o objeto indireto — daí a crase exigida pela fusão da preposição com o artigo “a”. A reescrita quebra essa estrutura.

“Além de uma possível insatisfação com a aparência, o acúmulo de gordura corporal pode levar à pessoa doenças graves, como hipertensão e outras cardiopatias.”

O verbo “levar”, no sentido de “causar, ocasionar”, rege a preposição a. No original, essa preposição se funde com o artigo definido feminino “a” que antecede “pessoa”, formando a crase: à pessoa. Na reescrita, ao escrever “levar a pessoa a doenças”, o candidato transformou “pessoa” em objeto direto (sem preposição) e criou um segundo “a” preposicional regendo “doenças” — o que não corresponde à estrutura sintática do original e gera um período malformado.

O comando

A questão pede que se julgue se a reescrita preserva correção gramatical e sentido. Não basta a frase “soar parecida”: é preciso conferir se a estrutura sintática (regência, crase, colocação dos termos) foi mantida. Aqui, o foco é gramática aplicada ao texto — especificamente, o emprego da crase e a regência do verbo “levar”.

A técnica que decide

A crase é a fusão da preposição “a” (exigida pela regência de “levar”) com o artigo “a” (que determina “pessoa”). Para saber se a crase é obrigatória, pergunta-se: o verbo pede preposição “a”? Sim. O termo seguinte admite artigo feminino? Sim (“a pessoa”). Então há crase: à pessoa. Na reescrita, ao retirar a crase e escrever “levar a pessoa a doenças”, o candidato:

  1. Removeu a preposição que ligava o verbo ao complemento — “pessoa” virou objeto direto, o que não é a regência de “levar” nesse sentido;

  2. Acrescentou uma preposição “a” antes de “doenças”, criando uma estrutura que não existe no original.

O resultado é um período com dupla preposição e regência alterada — erro gramatical claro.

Reescrita: “levar à pessoa” × “levar a pessoa a”
  • 1Original
    • Verbo “levar” rege preposição “a”
    • Fusão com artigo “a” de “pessoa”
    • Crase obrigatória: “à pessoa”
  • 2Reescrita (proposta)
    • Suprime a crase
    • “Pessoa” vira objeto direto
    • Insere preposição “a” antes de “doenças”
    • Altera a regência do verbo
  • 3Conclusão
    • Não preserva correção gramatical
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Item — ❌ ERRADO

A reescrita proposta não preserva a correção gramatical. O trecho original “levar à pessoa” exige a crase, pois há a fusão da preposição “a” (regência de “levar”) com o artigo “a” (que antecede “pessoa”). A versão reescrita “levar a pessoa a doenças” suprime a crase e insere uma preposição indevida antes de “doenças”, alterando a regência do verbo e a estrutura sintática do período. Portanto, o item está errado.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de reescrita, confira sempre a regência do verbo e a crase antes de julgar. Pergunte: “o verbo pede preposição? o termo seguinte admite artigo?” — se sim, há crase. Retirá-la sem ajustar a estrutura é erro.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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