Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Outras Questões de Português e Questões Mescladas (Interpretação de Textos ou Gramática) — INSTITUTO AOCP 2023

PortuguêsOutras Questões de Português e Questões Mescladas (Interpretação de Textos ou Gramática)
Código
qa510759
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
IF MA
Ano
2023
Cargo
PEBTT ( )

TEXTO I

 

Benefícios da leitura: por que ler faz bem para a saúde?


Ao abrir um livro, abrem-se, ademais, as portas da imaginação. Engana-se, porém, quem pensa que os benefícios da leitura param por aí. Saiba qual é a importância desse hábito!


Por Equipe de Atenção à Saúde Unimed-BH


Aventurar-se nas páginas de um livro é um hábito extremamente prazeroso que estimula a imaginação e a criatividade, melhora o vocabulário, a escrita e o senso crítico. A lista de benefícios da leitura é extensa, e o cérebro é o órgão mais exercitado durante a prática. Por tudo isso, esse é um costume que faz bem para a saúde e vale a pena incorporar na rotina, ainda que por alguns minutos por dia.b


[...]


A população brasileira se divide quase que igualmente entre leitores e não leitores. É o que apontam os dados sobre leitura no Brasil, traçados na 5ª edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada pelo Instituto Pró-Livro. De acordo com a análise, o percentual de leitores no país era de 52% em 2019 – 4% a menos do que em 2015d. Diante da importância da leitura, por que esse número não é mais expressivo? Existem inúmeras respostas a essa pergunta: a falta de tempo, falta de paciência e acesso a livros, a dificuldade na leitura e a preferência em usufruir de tecnologias durante o tempo livre e outras.


[...]


O índice de adeptos brasileiros revela outra informação importante: muitas pessoas não aproveitam os vários benefícios da leitura por não incorporarem esse hábito no dia a dia. Além do impacto na imaginação e na comunicação, ler com frequência exercita partes importantes do cérebro, e o resultado disso é a manutenção de diversas funções cruciais para uma vida saudável. Confira os principais motivos que reforçam a importância da leitura: ajuda a exercitar a imaginação e criatividade; amplia o vocabulário e melhora a escrita; contribui para a redução da ansiedade e do estresse; exercita a memória e ativa regiões do cérebro responsáveis por funções cognitivas, ajudando a prevenir doenças neurodegenerativas; promove o relaxamento e melhora a qualidade do sono.


[...]

 

A leitura é importante para a criatividade, a memória, a escrita e a imaginação. Mas você sabia que existem inúmeros benefícios da leitura diária para cada idade? Dentre os benefícios da leitura, também está o fato de que ela pode ser crucial no desenvolvimento infantil. O estímulo à leitura deve começar ainda na infância. Ao introduzir a leitura nessa fase, o cérebro da criança, em pleno desenvolvimento, faz conexões importantíssimas relacionadas à linguagem, à concentração, à memória e à atenção. Essa bagagem adquirida na infância a acompanhará durante toda a vida.


Mas a importância da leitura na infância não se limita a isso: a criatividade e a imaginação, que já salientamos, começam a despertar nesse momentoc. Ter acesso a livros para incentivá-las é uma forma de proporcionar ao pequeno uma infância mais feliz e saudável. Vale a pena oferecer livros infantis mesmo antes da alfabetização, para que a criança comece a ter contato com novas histórias. Isso auxilia a criar um indivíduo com mais empatia e menos preconceitos.


[...]


Adaptado de: https://viverbem.unimedbh.com.br/

qualidade-de-vida/beneficios-da-leitura/. Acesso em: 9 maio 2023.


TEXTO II

Armandinho

Imagem associada para resolução da questão

Imagem associada para resolução da questão

 

Foto: Reprodução Blog Alexandre Beck/Armandinho.

Extraído de: https://crb6.org.br/materias/charge-armandinho-4/. Acesso em: 9 maio 2023.

Os Textos I e II, como

   

Considerando a função e o emprego, prescritos pela norma-padrão, dos termos em destaque a seguir (Textos I e II), assinale a alternativa correta.

  1. ANo Texto II, em “Às vezes são caros [...]”, se a locução adverbial em destaque, que caracteriza uma oração subordinada adverbial temporal, ocorrer em princípio ou em final de frase, o emprego da vírgula se faz obrigatório.
  2. BNo Texto I, em “[...] ainda que por alguns minutos por dia”, a locução conjuncional em destaque é constituída, notoriamente, pelo advérbio “ainda” e pela conjunção “que”, de modo a introduzir orações subordinadas adverbiais proporcionais.
  3. CNo Texto I, em “[...] a criatividade e a imaginação, que já salientamos, começam a despertar nesse momento”, a conjunção em destaque promove a materialização de uma oração subordinada adverbial consecutiva.
  4. DNo Texto I, em “De acordo com a análise, o percentual de leitores no país era de 52% em 2019 – 4% a menos do que em 2015.”, o termo em destaque propicia a materialização de uma oração subordinada adverbial comparativa.
  5. ENo Texto II, em “[...] Mas e daí?!”, a conjunção em destaque introduz uma oração subordinada adverbial concessiva, uma vez que expressa a finalidade da oração principal que a antecede.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — No Texto I, em “De acordo com a análise, o percentual de leitores no país era de 52% em 2019 – 4% a menos do que em 2015.”, o termo em destaque propicia a materialização de uma oração subordinada adverbial comparativa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Orações subordinadas adverbiais: identificando a função do conectivo

Gabarito: letra D. A alternativa correta é a única que classifica corretamente a oração introduzida pelo termo em destaque: em "4% a menos do que em 2015", a locução "do que" estabelece uma comparação entre o percentual de 2019 (52%) e o de 2015, caracterizando uma oração subordinada adverbial comparativa. As demais alternativas erram ao classificar as orações como temporais, proporcionais, consecutivas ou concessivas, como se prova pela análise da função de cada conectivo no texto.

O comando da questão

A questão pede que se analise a função e o emprego dos termos em destaque, conforme a norma-padrão. Isso significa que não basta entender o sentido do texto; é preciso classificar sintaticamente as orações introduzidas por esses conectivos. O verbo "assinale a alternativa correta" indica que apenas uma opção está certa, e as demais contêm erros de classificação.

O texto e a localização da resposta

No Texto I, o trecho citado na alternativa D é:

"De acordo com a análise, o percentual de leitores no país era de 52% em 2019 – 4% a menos do que em 2015."

Aqui, a expressão "do que" liga dois elementos: "4% a menos" e "em 2015". A ideia é comparar a quantidade de leitores em dois anos diferentes. A oração "do que em 2015" funciona como segundo termo da comparação, completando o sentido do comparativo "menos". Essa é a definição clássica de oração subordinada adverbial comparativa: aquela que estabelece uma relação de comparação com a oração principal, geralmente introduzida por conectivos como "como", "que", "do que", "tanto quanto", entre outros.

A técnica para resolver

Para classificar corretamente uma oração subordinada adverbial, é preciso identificar a relação de sentido que ela estabelece com a oração principal. Cada tipo de oração tem seus conectivos típicos e sua função semântica:

  • Temporal: indica tempo (quando, enquanto, logo que).

  • Proporcional: indica proporção (à medida que, à proporção que).

  • Consecutiva: indica consequência (tão... que, de modo que).

  • Concessiva: indica concessão, quebra de expectativa (embora, ainda que, conquanto).

  • Comparativa: indica comparação (como, do que, que, tal qual).

A pegadinha da banca está em confundir esses valores. Por exemplo, "ainda que" é um conectivo concessivo, mas a alternativa B o classifica como proporcional. Já "que" pode ser pronome relativo, conjunção integrante ou conjunção consecutiva, dependendo do contexto — a alternativa C erra ao chamá-lo de consecutivo quando ele é, na verdade, um pronome relativo.

Análise das alternativas

1Comparativa
Conectivos: como, do que, que, tal qual
Ex.: "4% a menos do que em 2015"
2Concessiva
Conectivos: ainda que, embora, conquanto
Ex.: "ainda que por alguns minutos"
3Temporal
Conectivos: quando, enquanto, logo que
4Proporcional
Conectivos: à medida que, à proporção que
5Consecutiva
Conectivos: tão... que, de modo que
Orações subordinadas adverbiais
LEVELsoulevel.com.br
Orações subordinadas adverbiais: Comparativa (Conectivos: como, do que, que, tal qual, Ex.: "4% a menos do que em 2015"); Concessiva (Conectivos: ainda que, embora, conquanto, Ex.: "ainda que por alguns minutos"); Temporal (Conectivos: quando, enquanto, logo que); Proporcional (Conectivos: à medida que, à proporção que); Consecutiva (Conectivos: tão... que, de modo que)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a locução adverbial "Às vezes" caracteriza uma oração subordinada adverbial temporal e que a vírgula é obrigatória se ela ocorrer em início ou fim de frase. Há dois erros:

  1. "Às vezes" é uma locução adverbial de tempo, mas não introduz uma oração subordinada — ela é um adjunto adverbial dentro da oração, não um conectivo que liga orações.

  2. A vírgula não é obrigatória quando a locução adverbial é curta (até três palavras) e está em início de frase. A vírgula seria facultativa, não obrigatória.

A alternativa extrapola ao impor uma regra de pontuação que não é absoluta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa classifica "ainda que" como locução conjuncional que introduz orações subordinadas adverbiais proporcionais. Isso está errado: "ainda que" é um conectivo concessivo, pois expressa uma ideia de concessão, ou seja, uma quebra de expectativa. No trecho:

"[...] ainda que por alguns minutos por dia"

A ideia é "mesmo que seja por alguns minutos", ou seja, uma concessão — algo que se admite apesar de uma objeção. A alternativa troca o conceito de concessiva por proporcional.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o "que" em "a criatividade e a imaginação, que já salientamos" introduz uma oração subordinada adverbial consecutiva. Na verdade, esse "que" é um pronome relativo, pois retoma o antecedente "a criatividade e a imaginação" e introduz uma oração subordinada adjetiva explicativa. A prova é que a oração "que já salientamos" funciona como um adjetivo, caracterizando o substantivo. A alternativa troca o conceito de pronome relativo por conjunção consecutiva.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa classifica corretamente a oração introduzida por "do que" como subordinada adverbial comparativa. No trecho:

"[...] 4% a menos do que em 2015"

A expressão "do que" estabelece uma comparação entre o percentual de leitores em 2019 (52%) e o de 2015. A oração "do que em 2015" completa o sentido do comparativo "menos", funcionando como segundo termo da comparação. Essa é a definição exata de oração subordinada adverbial comparativa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a conjunção "Mas" em "Mas e daí?!" introduz uma oração subordinada adverbial concessiva e expressa finalidade. Há dois erros:

  1. "Mas" é uma conjunção coordenativa adversativa, que liga orações coordenadas, não subordinadas.

  2. Não expressa finalidade — expressa oposição, contrariedade.

A alternativa contradiz a função real do conectivo.

Conclusão

A questão testa a capacidade de identificar a função sintática e semântica dos conectivos. A alternativa D é a única que classifica corretamente a oração como comparativa, enquanto as demais erram ao confundir os tipos de orações subordinadas adverbiais ou ao classificar incorretamente a função do conectivo. Para acertar, é essencial conhecer os conectivos típicos de cada tipo de oração e analisar o sentido que eles estabelecem no contexto.

Gabarito: letra D

Link permanente: /questoes/qa510759