Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — Quadrix 2023

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa510995
Banca
Quadrix
Órgão
CREFITO 7
Ano
2023
Cargo
Ass ( )

A fisioterapia é uma prática antiga. Em 460 a.C., o filósofo grego Hipócrates, considerado o pai da medicina, já relatava em seus escritos as famosas hidroterapias, massagens em piscinas com água quente natural. Por volta de 381 a.C., o também grego Aristóteles descreveu os tratamentos de choque feitos com peixes-elétricos para aliviar as dores no corpo. Durante o período seguinte da História, a Idade Média, no entanto, a fisioterapia não avançou muito.

 

Foi somente depois das duas grandes guerras mundiais que surgiram as primeiras faculdades de fisioterapia e, só então, a atividade passou a ser mais calcada em técnicas e em procedimentos científicos.

 

A Santa Casa do Rio de Janeiro foi onde surgiu o primeiro curso de fisioterapia no Brasil, no ano de 1879. Na data, foi inaugurada nessa entidade filantrópica de saúde carioca uma ala específica para a eletroterapia.

 

A história da profissão também tem uma forte ligação com São Paulo. Foi em terras paulistas que começou a funcionar, em 1929, o Departamento de Fisioterapia do Hospital das Clínicas de São Paulo.

 

Mais uma data importante para o setor foi o ano de 1954, quando a Sociedade Brasileira de Fisioterapia foi constituída oficialmente. Por fim, em 1969, a profissão de fisioterapeuta recebeu uma regulamentação.

 

A partir daí, nos anos 1990, a profissão passou por um grande salto, com uma ampliação da preocupação das pessoas com a saúde do corpo e com a qualidade de vida.

 

Nessa época, muitas faculdades iniciaram suas atividades acadêmicas na área de fisioterapia.

 

Desde então, o avanço tecnológico vem transformando a carreira, seja com novos equipamentos, seja por meio de inovações de informática.

 

Internet: <blog.unopar.com.br> (com adaptações).

Quanto à estrutura linguística e ao vocabulário empregado no texto, julgue o item.   A omissão do vocábulo “já” não acarretaria prejuízo à correção gramatical nem à coerência do texto.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Omissão do advérbio "já" — correção gramatical e coerência

Gabarito: letra C (Certo). A omissão do vocábulo "já" em "o filósofo grego Hipócrates, considerado o pai da medicina, já relatava em seus escritos" não prejudica a correção gramatical nem a coerência do texto. O "já" é um adjunto adverbial de tempo que apenas reforça a anterioridade da ação de Hipócrates (460 a.C.) em relação ao momento da fala; sem ele, a frase continua gramaticalmente íntegra e o sentido permanece compreensível, pois a data "460 a.C." já situa o leitor no tempo. A banca testa exatamente a distinção entre o que é estrutural (obrigatório) e o que é reforço expressivo (dispensável).

O comando da questão

O enunciado pede um julgamento sobre estrutura linguística e vocabulário: a omissão de "já" acarretaria prejuízo à correção gramatical (norma culta, sintaxe) ou à coerência (sentido, lógica textual)? Trata-se de uma questão de reescrita sem alteração de sentido, mas com foco específico em supressão de termo. O verbo "acarretaria" indica que devemos avaliar o efeito da omissão — se ela quebraria a gramática ou o sentido.

O papel do "já" no trecho

No trecho original:

"Em 460 a.C., o filósofo grego Hipócrates, considerado o pai da medicina, já relatava em seus escritos as famosas hidroterapias"

O "já" é um advérbio de tempo que funciona como adjunto adverbial. Sua função é reforçar a anterioridade da ação de Hipócrates — ele "já" relatava naquela época distante. Porém, essa anterioridade já está plenamente expressa pela locução adverbial "Em 460 a.C.". O advérbio "já" é, portanto, um reforço expressivo, não um elemento estrutural.

Se omitirmos o "já", a frase fica:

"Em 460 a.C., o filósofo grego Hipócrates, considerado o pai da medicina, relatava em seus escritos as famosas hidroterapias"

A frase permanece gramaticalmente correta: o verbo "relatava" (pretérito imperfeito) continua com seu sujeito "Hipócrates" e seus complementos intactos. A coerência também se mantém: o leitor continua sabendo que o relato ocorreu em 460 a.C. O que se perde é apenas um matiz de ênfase — a ideia de que aquilo "já" acontecia naquele tempo remoto —, mas isso não compromete a compreensão.

A técnica que decide

A regra de ouro para questões de supressão de termo é: pergunte se o termo é estrutural ou acessório. Termos estruturais (sujeito, verbo, complementos) são obrigatórios; termos acessórios (adjuntos adverbiais, adnominais, apostos) podem ser retirados sem prejuízo gramatical. O "já" é um adjunto adverbial — termo acessório —, e sua função semântica (anterioridade) já está coberta por "Em 460 a.C.". Logo, a omissão é inócua.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de omissão/substituição, identifique primeiro a classe e a função do termo. Advérbio de tempo que repete informação já dada por outra expressão temporal é redundante — sua retirada não afeta nem a gramática nem o sentido.

Análise do item

Item — ✅ CertoGABARITO

A afirmação é verdadeira. O "já" é um adjunto adverbial de tempo que reforça a anterioridade expressa por "Em 460 a.C.". Sua omissão:

  • Não prejudica a correção gramatical: a estrutura sintática permanece íntegra (sujeito + verbo + complementos).

  • Não prejudica a coerência: o sentido de anterioridade permanece, pois a data "460 a.C." já cumpre essa função.

O que se perde é apenas um reforço expressivo — a ênfase de que aquilo "já" acontecia naquele tempo —, mas isso não compromete a compreensão do texto. A banca, ao afirmar que a omissão "não acarretaria prejuízo", está correta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato achar que "já" é essencial para o sentido de anterioridade. Mas a anterioridade já está expressa por "Em 460 a.C." — o advérbio é apenas um reforço. Quem cai na pegadinha confunde reforço expressivo com elemento estrutural.

Conclusão: a omissão do "já" não quebra a gramática nem o sentido, pois sua função já é cumprida pela locução temporal "Em 460 a.C.". O item está Certo.

Gabarito: letra C (Certo).

Link permanente: /questoes/qa510995