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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — Avança SP 2023

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa512200
Banca
Avança SP
Órgão
CM Jaguariúna
Ano
2023
Cargo
Ana ( )

O que é o estranho gelo “super iônico”,

que só derrete a altas temperaturas

 

Algumas coisas no universo são tão estranhas, que parecem coisas saídas de um filme de ficção científica ou de uma edição de histórias em quadrinhos. Um tipo de gelo que só derreteria em temperaturas elevadas é o típico exemplo de algo que só pode ter saído da cabeça maluca de algum autor bastante criativo. Mas provando que nada é estranho o suficiente que não possa piorar, esse tipo de gelo existe e tem até nome: gelo super iônico.

 

Apesar da comprovação de sua existência ter sido feita em 2019, o gelo super iônico tem sido teorizado desde 1988. O gelo super iônico é uma propriedade incomum da água que só existe em condições bastante específicas. É preciso que a água esteja sob pressões e temperaturas tão extremas, que seu estado fique ao mesmo tempo entre o sólido e o líquido.

 

Uma molécula de água é formada por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio (a famosa sigla H2O). Conforme vão esfriando, os átomos vão se agitando, fazendo com que as moléculas fiquem mais próximas umas das outras até congelar, no processo conhecido como solidificação. Mas na água super iônica, o processo é diferente. O calor intenso faz com que as ligações entre os átomos das próprias moléculas quebrem, de modo que na mistura fiquem estruturas sólidas de átomos de oxigênio com um fluxo de íons de hidrogênio (daí o nome super iônico). Isso faz com que a água iônica se encontre ao mesmo tempo sólida e líquida.

 

Chamado também de gelo quente ou gelo negro (devido a sua cor preta), os cientistas acreditam que esse (...) tipo de gelo pode ser a forma de água mais abundante do universo. Essa poderia ser uma explicação do por que Urano e Netuno terem campos magnéticos tão diferentes.

 

Segundo os pesquisadores, não só o núcleo desses dois planetas é composto por esse gelo quente, mas outros exoplanetas também. O recente estudo busca justamente estudar essa fase da água para conseguir entender a dinâmica do núcleo dos chamados planetas “gigantes de gelo”, como Urano e Netuno. “A recente descoberta de exoplanetas ricos em água semelhantes a Netuno requer uma compreensão mais detalhada do diagrama de fases da água nas condições de pressão e temperatura relevantes para seus interiores planetários”, afirmou Arianna Gleason, pesquisadora de Ciências Geológicas da Universidade Stanford.

 

Essa característica sólida e líquida do gelo confere a ele capacidade de condução graças aos seus íons de hidrogênio livres. No estudo de 2019, os pesquisadores já haviam comprovado a existência dessa forma, mas o estudo recente queria entender se seria possível encontrar uma forma diferente do mesmo gelo, e se essa forma poderia ter uma melhor condutividade.

 

Para isso, Gleason e sua equipe comprimiram fatias finas de água entre duas camadas de diamante, e então as bombardearam com lasers. Com algumas ondas de choque, elas aumentaram a pressão para até 2 milhões de atmosferas, com temperaturas acima dos 4000 ºC. Ao utilizar difração de raios X, eles descobriram que não somente esse gelo de fato era diferente daquele descoberto em 2019, como também possuía uma maior condutividade. A presença de água em diferentes estados físicos e essa condutividade gerada ajudaria a explicar o padrão estranho observado no campo magnético de Netuno e Urano, por exemplo.

 

É graças aos Íons das partículas soltas de hidrogênio que os campos magnéticos são gerados. Mas a pesquisa recente mostrou que os planetas podem ter duas camadas com íons diferentes, gerando dois campos magnéticos que interagem um com o outro.

 

Revista Superinteressante. (Adaptado).

Disponível em <https://super.abril.com.br/ciencia/o-que-e-o-estranhogelo- super-ionico-que-so-derrete-a-altas-temperaturas/>

TEXTO

 

Considere o excerto: “Apesar da comprovação de sua existência ter sido feita em 2019, o gelo super iônico tem sido teorizado desde 1988.” No contexto em que ocorre, o advérbio ‘apesar’ exprime concessividade. Substitui-lo pela conjunção “embora”, de mesmo significado, na frase apresentada implica modificar:

  1. Aa contração “da”, da qual a preposição deve ser eliminada, mantendo apenas o artigo feminino, e a conjugação verbal de “ter”, do infinitivo para o presente do subjuntivo.
  2. Bapenas a conjugação verbal de “ter”, do infinitivo para o pretérito imperfeito do modo subjuntivo.
  3. Capenas a conjugação verbal de “ter”, do infinitivo para o futuro do pretérito do modo indicativo.
  4. Dapenas a contração “da”, da qual a preposição deve ser eliminada, mantendo apenas o artigo feminino.
  5. Eapenas o pronome possessivo “sua”, que deve ser substituído pelo artigo feminino“a”, resultando na contração “da”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — a contração “da”, da qual a preposição deve ser eliminada, mantendo apenas o artigo feminino, e a conjugação verbal de “ter”, do infinitivo para o presente do subjuntivo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de Frases: Substituição de "Apesar" por "Embora"

Gabarito: letra A. Substituir o advérbio "apesar" pela conjunção "embora" exige duas modificações: eliminar a preposição "de" da contração "da" (mantendo apenas o artigo "a") e flexionar o verbo "ter" do infinitivo para o presente do subjuntivo. A frase reescrita corretamente fica: "Embora a comprovação de sua existência tenha sido feita em 2019, o gelo super iônico tem sido teorizado desde 1988."

A questão testa a reescritura de frases com substituição de conectivos, exigindo que o candidato conheça as regências de cada conectivo e a correlação verbal obrigatória. Não basta trocar a palavra: é preciso ajustar a estrutura sintática e o modo verbal para manter a correção e o sentido.

O Comando

O enunciado pede que se identifique o que muda na frase quando trocamos "apesar" por "embora". Isso é uma questão de reescritura — não de interpretação. A tarefa é puramente gramatical: saber que "apesar" exige a preposição "de" (apesar de + infinitivo) e que "embora" exige o verbo no subjuntivo (embora + verbo no subjuntivo).

O Texto e a Frase-Alvo

O trecho original é:

"Apesar da comprovação de sua existência ter sido feita em 2019, o gelo super iônico tem sido teorizado desde 1988."

Aqui, "apesar" é um advérbio que, combinado com a preposição "de", forma a locução conjuntiva "apesar de", que introduz uma oração subordinada adverbial concessiva. A estrutura é: apesar de + substantivo (ou oração reduzida de infinitivo). No trecho, "apesar da comprovação" — "da" é a contração de "de + a" (preposição + artigo). O verbo "ter" está no infinitivo (ter sido feita), o que é típico de orações reduzidas.

Ao substituir por "embora", que é uma conjunção subordinativa concessiva, a oração deve ser desenvolvida (com verbo no modo subjuntivo). A conjunção "embora" exige o verbo no subjuntivo — no caso, presente do subjuntivo: "tenha sido feita". Além disso, como "embora" não rege preposição, a contração "da" deve ser desfeita, mantendo apenas o artigo "a": "embora a comprovação".

A Técnica: Regência e Correlação Verbal

A regra central é: cada conectivo tem sua regência e exige um modo verbal específico. Vejamos:

  • Apesar de: locução prepositiva (ou conjuntiva, quando seguida de verbo no infinitivo). Exige a preposição "de" e, quando seguida de oração, o verbo fica no infinitivo (reduzida) ou no subjuntivo (desenvolvida, com "que"). Ex.: "Apesar de chover, fomos à praia." / "Apesar de que chovesse, fomos à praia." (menos comum).

  • Embora: conjunção concessiva. Exige o verbo no subjuntivo (presente, pretérito imperfeito ou futuro). Ex.: "Embora chova, vamos à praia." / "Embora chovesse, fomos à praia."

Na reescrita, devemos manter o sentido (concessão) e ajustar a forma para atender à regência e à correlação verbal. A alternativa A é a única que contempla as duas modificações necessárias.

Análise das Alternativas

1Apesar de
Exige preposição "de"
Verbo no infinitivo (reduzida)
2Embora
Não rege preposição
Verbo no subjuntivo (desenvolvida)
3Reescrita correta
"da" → "a" (elimina preposição)
"ter" → "tenha" (presente do subjuntivo)
Substituição de conectivo
LEVELsoulevel.com.br
Substituição de conectivo: Apesar de (Exige preposição "de", Verbo no infinitivo (reduzida)); Embora (Não rege preposição, Verbo no subjuntivo (desenvolvida)); Reescrita correta ("da" → "a" (elimina preposição), "ter" → "tenha" (presente do subjuntivo))

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A afirma que é preciso eliminar a preposição "de" da contração "da" (mantendo apenas o artigo "a") e conjugar o verbo "ter" do infinitivo para o presente do subjuntivo. Isso está exatamente correto:

  • "da" → "a" (elimina-se a preposição "de", pois "embora" não rege preposição);

  • "ter sido feita" → "tenha sido feita" (presente do subjuntivo, exigido por "embora").

A frase reescrita fica: "Embora a comprovação de sua existência tenha sido feita em 2019, o gelo super iônico tem sido teorizado desde 1988." — gramatical e semanticamente correta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que basta mudar o verbo "ter" para o pretérito imperfeito do subjuntivo (tivesse). Isso está errado por dois motivos: (1) o tempo verbal não é o adequado — o presente do subjuntivo é o que se correlaciona com o presente do indicativo da oração principal ("tem sido teorizado"); (2) ignora a necessidade de eliminar a preposição "de" da contração "da". A frase "Embora a comprovação... tivesse sido feita" até seria gramatical, mas mudaria a correlação temporal (passado em relação ao presente) e não resolveria a regência. Erro: incompleta e com tempo verbal inadequado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Propõe o futuro do pretérito do indicativo (teria). Isso é duplamente errado: (1) "embora" exige subjuntivo, não indicativo; (2) o futuro do pretérito não se correlaciona com o presente da oração principal. Além disso, ignora a eliminação da preposição. Erro: modo verbal incorreto (indicativo em vez de subjuntivo) e incompleta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que basta eliminar a preposição "de" da contração "da", mantendo o artigo. Isso é apenas metade da modificação: falta ajustar o verbo para o subjuntivo. A frase "Embora a comprovação... ter sido feita" ficaria incorreta, pois "embora" exige verbo flexionado no subjuntivo. Erro: incompleta (omite a flexão verbal).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Propõe substituir o pronome possessivo "sua" pelo artigo "a", resultando em "da". Isso é um absurdo: o possessivo "sua" refere-se a "gelo super iônico" (sua existência = existência do gelo), e substituí-lo por artigo "a" mudaria o sentido e criaria uma construção estranha ("a comprovação da existência a"). Além disso, não aborda a flexão verbal. Erro: troca de conceito (confunde pronome possessivo com artigo) e incompleta.

Conclusão

A reescrita correta exige duas modificações simultâneas: desfazer a contração "da" (eliminando a preposição "de") e flexionar o verbo "ter" no presente do subjuntivo. A alternativa A é a única que contempla ambas. Gabarito: letra A.

PEGA ESSA DICA!

Ao substituir conectivos, verifique sempre a regência (se exige preposição) e o modo verbal exigido. "Embora" pede subjuntivo; "apesar de" pode ser seguido de infinitivo. Teste a frase reescrita mentalmente para ver se soa natural e correta.

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