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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — Quadrix 2023

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa512775
Banca
Quadrix
Órgão
CRECI AL
Ano
2023
Cargo
PAS-AF ( )

Das áreas remotas da Antártida até o topo dos prédios mais altos de Dubai, a crise climática atinge a todos. Isso não significa, no entanto, que os efeitos sejam igualmente distribuídos pelo mundo. Pessoas em situações mais vulneráveis de pobreza, miséria e fome, assim como comunidades localizadas em espaços de infraestrutura precarizada, tendem a sofrer mais com os eventos extremos que o resto da população. E é aí que entra o conceito que tomou conta do debate sobre a transição energética, com razão: a justiça climática.


A justiça climática é uma das principais pautas de jovens ativistas, como, por exemplo, a sueca Greta Thunberg e a brasileira Amanda Costa. O movimento busca, de acordo com o instituto Alana, uma divisão mais justa dos investimentos e das responsabilidades no combate à emergência climática.


A justiça climática procura colocar as pessoas e as questões éticas como prioridade no combate ao aquecimento global. O conceito funciona a partir do entendimento de que os países e as regiões com maior desenvolvimento causam maior impacto nas emissões de gases de efeito estufa, mas, ao mesmo tempo, têm uma população menos vulnerável aos estragos que o aquecimento global pode trazer.


De acordo com um relatório do SEI (Stockholm Environment Institute), o 1% mais rico da população global causou o dobro de emissões de carbono que os 50% mais pobres, nos últimos 25 anos. Nas contas do Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (Unicef), os 50% mais pobres foram responsáveis por menos de 10% das emissões nos últimos anos. Enquanto isso, 3 bilhões de pessoas no mundo vivem em lugares vulneráveis à crise climática.


A prioridade é que os espaços urbanos consigam ajudar a mitigar os riscos de eventos extremos e proteger a vida de seus cidadãos mais vulneráveis. As pessoas que moram na “cidade informal”, ou seja, em espaços mais distantes dos investimentos públicos e privados, são aquelas que, invariavelmente, sofrerão mais em casos de enchentes, excesso de calor (ou frio), tufões e falta de água. No Brasil, 10% da população vive em favelas e apenas um entre quatro moradores de aglomerações urbanas vive bem.


Internet: <www.habitability.com.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Quanto à estrutura linguística do texto e ao vocabulário nele empregado, julgue o item.


A substituição da expressão “no entanto” por por exemplo manteria a correção gramatical e a coerência do texto.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição de conectivo: “no entanto” por “por exemplo”

Gabarito: E (Errado). A substituição de “no entanto” por “por exemplo” quebraria a coerência do texto, pois alteraria a relação lógica entre as ideias. No trecho, “no entanto” introduz uma oposição/ressalva — a crise atinge a todos, mas os efeitos não são distribuídos igualmente —, enquanto “por exemplo” introduziria uma exemplificação, o que não se sustenta no contexto. A correção gramatical até seria mantida, mas o sentido seria comprometido.

“Das áreas remotas da Antártida até o topo dos prédios mais altos de Dubai, a crise climática atinge a todos. Isso não significa, no entanto, que os efeitos sejam igualmente distribuídos pelo mundo.

A passagem mostra que “no entanto” estabelece uma quebra de expectativa: o autor afirma que a crise atinge a todos e, em seguida, ressalva que os efeitos não são iguais. Essa relação de oposição é essencial para o desenvolvimento do parágrafo, que passa a explicar por que alguns sofrem mais. “Por exemplo” não cumpre essa função — ele serviria para citar um caso concreto, o que não ocorre aqui.

O comando da questão

A banca pede um julgamento (Certo/Errado) sobre uma reescrita com substituição de conectivo. O foco não é apenas a gramática, mas a manutenção do sentido e da coerência. Em questões assim, o candidato deve:

  1. Identificar a relação lógica que o conectivo original estabelece;

  2. Verificar se o conectivo proposto preserva essa relação;

  3. Checar se a correção gramatical é mantida (o que, aqui, seria verdadeiro, mas insuficiente).

A técnica que decide

“No entanto” é uma conjunção adversativa — indica oposição, ressalva, contraste. Já “por exemplo” é uma locução explicativa/exemplificativa — introduz um exemplo que ilustra o que foi dito. São funções semanticamente incompatíveis no contexto.

Observe o movimento do texto:

  • Afirmação: a crise atinge a todos;

  • Ressalva: mas os efeitos não são iguais;

  • Explicação: pessoas vulneráveis sofrem mais.

Se trocarmos “no entanto” por “por exemplo”, o trecho ficaria: “Isso não significa, por exemplo, que os efeitos sejam igualmente distribuídos”. A frase perderia o sentido de contraposição e passaria a sugerir que a distribuição desigual é apenas um exemplo de algo, o que não se encaixa na argumentação.

Por que a alternativa está errada

A assertiva afirma que a substituição manteria a correção gramatical e a coerência. A primeira parte é verdadeira — não haveria erro de concordância, regência ou pontuação. Porém, a coerência seria comprometida, pois a relação de oposição seria substituída por uma relação de exemplificação, que não existe no texto. A banca explora exatamente essa troca de valor semântico do conectivo.

1"No entanto"
Conjunção adversativa
Função: oposição/ressalva
Quebra de expectativa
2"Por exemplo"
Locução explicativa
Função: exemplificação
Ilustra caso concreto
3Substituição
Correção gramatical mantida
Coerência comprometida
Relação lógica alterada
Conectivos
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Conectivos: "No entanto" (Conjunção adversativa, Função: oposição/ressalva, Quebra de expectativa); "Por exemplo" (Locução explicativa, Função: exemplificação, Ilustra caso concreto); Substituição (Correção gramatical mantida, Coerência comprometida, Relação lógica alterada)
NÃO CAIA NESSA!

A banca testa se o candidato reconhece a função argumentativa do conectivo. “No entanto” e “por exemplo” são ambos corretos gramaticalmente, mas exercem papéis opostos na articulação das ideias. A armadilha é focar apenas na gramática e ignorar o sentido.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de substituição de conectivos, pergunte-se: “que relação lógica o conectivo original estabelece?”. Se o novo conectivo não cumprir a mesma função, a reescrita está errada, ainda que gramaticalmente correta.

Gabarito: E (Errado).

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