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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — Quadrix 2023

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa512785
Banca
Quadrix
Órgão
CRECI AL
Ano
2023
Cargo
PST-TA ( )

O custo do metro quadrado na construção de uma casa no Brasil ficou quase 50% mais alto em um período de apenas cinco anos. Dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) mostram que, do fim de 2016 para o fim de 2021, o valor médio do metro quadrado de uma construção subiu 47,43%, indo de R$ 1.027,30 para R$ 1.514,52. No mesmo período, a inflação acumulada foi de 28,15%.


Os valores consideram as despesas com mão de obra e material. Não entram na conta gastos com terrenos, projetos e licenças, entre outros.


Por trás do movimento mais recente, está a disparada dos preços do material de construção, em especial durante a pandemia de covid-19.


Calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice Sinapi possui dois componentes: mão de obra e material. No primeiro caso, o custo subiu 21,84% de 2016 a 2021, abaixo da inflação de 28,15%. Mas a despesa com material, desde 2016, disparou 71,32% — duas vezes e meia a inflação do período.


De acordo com a economista Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), de São Paulo, a pressão de preços foi maior durante a pandemia. O custo da mão de obra subiu 9,27% em dois anos, enquanto o de materiais de construção avançou 50,26%, conforme o Sinapi.


Principalmente em 2020 e 2021, houve um aumento bastante significativo do material de construção, o que fez com que construir ficasse realmente mais caro para o brasileiro. Nesses dois anos, esse fato foi, em parte, mitigado pelas taxas de juros, que ficaram mais baixas. Isso permitiu que as famílias financiassem a aquisição de material e suas construções.


Internet: <www.abecip.org.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Acerca da estrutura linguística do texto e do vocabulário nele empregado, julgue o item.

 

Os dois períodos que formam o segundo parágrafo poderiam ser unidos em um só, mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do texto, da seguinte forma: Os valores consideram as despesas com mão-de-obra e material, e não entra na conta gastos com terrenos, projetos e licenças, entre outros.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de frases: união de períodos e concordância verbal

Gabarito: E (Errado). A reescrita proposta não mantém a correção gramatical, pois o verbo "entrar" deveria concordar com o núcleo do sujeito composto "gastos", ficando no plural: "não entram na conta". A forma "não entra" (singular) está em desacordo com o sujeito plural, o que configura erro de concordância verbal. O texto original, ao usar "Não entram na conta", já estabelece a concordância correta, e a reescrita a viola.

O comando da questão

A questão pede que se julgue se a união dos dois períodos do segundo parágrafo, na forma apresentada, mantém a correção gramatical e o sentido original. Isso exige atenção a dois aspectos: (1) a concordância verbal — o verbo deve concordar com o sujeito; (2) a preservação do sentido — a reescrita não pode alterar a informação. O erro está justamente na concordância, tornando a afirmação incorreta.

O texto e o ponto decisivo

O segundo parágrafo do texto-base é:

"Os valores consideram as despesas com mão de obra e material. Não entram na conta gastos com terrenos, projetos e licenças, entre outros."

Na reescrita proposta, o trecho vira: "Os valores consideram as despesas com mão-de-obra e material, e não entra na conta gastos com terrenos, projetos e licenças, entre outros."

O sujeito da segunda oração é "gastos com terrenos, projetos e licenças, entre outros", cujo núcleo é o substantivo plural "gastos". Portanto, o verbo "entrar" deve flexionar no plural: "entram". A forma "entra" (singular) quebra a concordância, tornando a frase gramaticalmente incorreta.

A técnica: concordância verbal com sujeito posposto

Quando o sujeito vem depois do verbo (sujeito posposto), a concordância continua obrigatória: o verbo concorda com o núcleo do sujeito. Veja:

  • Correto: "Não entram na conta gastos..." (sujeito: "gastos" — plural).

  • Incorreto: "Não entra na conta gastos..." (verbo no singular com sujeito plural).

A banca explora exatamente essa inversão: ao unir os períodos, o candidato pode se confundir e achar que "entra" concorda com "conta" (substantivo feminino singular), mas o sujeito é outro. O verbo "entrar" rege a preposição "em" (entrar na conta), e o sujeito é "gastos".

1Sujeito: "gastos" (plural)
2Verbo "entrar" deve concordar
"não entram" (plural)
"não entra" (singular)
3Erro da reescrita
Verbo no singular com sujeito plural
Concordância verbal (sujeito posposto)
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Concordância verbal (sujeito posposto): Sujeito: "gastos" (plural); Verbo "entrar" deve concordar ("não entram" (plural), "não entra" (singular)); Erro da reescrita (Verbo no singular com sujeito plural)

Análise da assertiva

A assertiva afirma que a união "poderia ser feita, mantendo-se a correção gramatical e o sentido original". Isso é falso, pois a reescrita apresenta erro de concordância verbal. O sentido é mantido, mas a correção gramatical não.

Conclusão

A reescrita proposta está incorreta do ponto de vista gramatical. Para que fosse válida, deveria ser: "...e não entram na conta gastos com terrenos, projetos e licenças, entre outros." Como a banca pede que se julgue a correção, e ela não se sustenta, o item é ERRADO.

Gabarito: E (Errado).

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