Questão de Banco de Dados — Modelo Entidade-Relacionamento (MER) — FUNDATEC 2023
Banco de Dados›Modelo Entidade-Relacionamento (MER)
Código
qa537498
Banca
FUNDATEC
Órgão
CIGA SC
Ano
2023
Cargo
Ana Sis ( )
A figura abaixo apresenta um Diagrama de Entidade Relacionamento (DER):
Figura – Diagrama de entidade relacionamento
Sobre o DER da figura, é correto afirmar que:
ATodo PROFESSOR é VOLUNTÁRIO.
BTodo COLABORADOR é PROFESSOR e VOLUNTÁRIO.
CTodo COLABORADOR é PROFESSOR ou VOLUNTÁRIO.
DNem todo COLABORADOR é PROFESSOR ou VOLUNTÁRIO.
ENem todo PROFESSOR é COLABORADOR.
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GabaritoD — Nem todo COLABORADOR é PROFESSOR ou VOLUNTÁRIO.
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Diagrama Entidade-Relacionamento: leitura de generalização/especialização
Gabarito: letra D. A alternativa correta afirma que "nem todo COLABORADOR é PROFESSOR ou VOLUNTÁRIO", o que reflete a leitura correta do DER: a entidade COLABORADOR é o gênero (superclasse) da especialização, e PROFESSOR e VOLUNTÁRIO são as espécies (subclasses). Como a participação na especialização é parcial, existem colaboradores que não são nem professores nem voluntários — exatamente o que a letra D afirma. A leitura do diagrama se baseia na notação de generalização/especialização do Modelo Entidade-Relacionamento (MER), representada graficamente no DER.
O Diagrama Entidade-Relacionamento (DER) é a representação gráfica do Modelo Entidade-Relacionamento (MER), um modelo conceitual de dados. No MER, temos três componentes básicos: entidades (retângulos), atributos (elipses) e relacionamentos (losangos). Porém, além desses elementos fundamentais, o modelo permite representar uma relação de generalização/especialização entre entidades, que é o que a questão explora.
A generalização é o processo de identificar características comuns entre duas ou mais entidades e agrupá-las em uma entidade de nível mais alto (superclasse ou gênero). A especialização é o processo inverso: a partir de uma entidade genérica, definem-se subgrupos mais específicos (subclasses ou espécies) que herdam os atributos e relacionamentos da entidade genérica e podem ter atributos próprios. No diagrama, essa hierarquia é representada por um triângulo (ou um círculo com a letra "d" ou "g") conectando a superclasse às subclasses.
Dois pares de restrições regem essa hierarquia:
Participação: total (toda ocorrência do gênero pertence obrigatoriamente a alguma espécie) ou parcial (existem ocorrências do gênero que não pertencem a nenhuma espécie).
Exclusividade: exclusiva (uma ocorrência pertence a no máximo uma espécie) ou compartilhada (uma ocorrência pode pertencer a mais de uma espécie).
No caso da figura, temos a entidade COLABORADOR como superclasse e as entidades PROFESSOR e VOLUNTÁRIO como subclasses. A questão pede para identificar qual afirmação é verdadeira sobre essa estrutura. Vamos analisar cada alternativa com base nesses conceitos.
A pegadinha central está em distinguir o que a participação parcial implica: ela permite que existam colaboradores que não são professores nem voluntários. As alternativas A, B e C fazem afirmações absolutas ("todo") que só seriam verdadeiras se a participação fosse total. A alternativa E inverte a relação de herança. A alternativa D é a única que captura corretamente a possibilidade de existirem colaboradores fora das subclasses.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que "todo PROFESSOR é VOLUNTÁRIO". Isso estabeleceria uma relação de subconjunto entre PROFESSOR e VOLUNTÁRIO, como se todo professor fosse também voluntário. No DER, PROFESSOR e VOLUNTÁRIO são subclasses irmãs da mesma superclasse COLABORADOR — não há relação de herança entre elas. A menos que o diagrama mostre uma especialização de PROFESSOR dentro de VOLUNTÁRIO (o que não é o caso), essa afirmação é falsa. A relação correta é que todo PROFESSOR é COLABORADOR (herda do gênero), não que todo professor é voluntário.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que "todo COLABORADOR é PROFESSOR e VOLUNTÁRIO". Isso exigiria que a participação na especialização fosse total (todo colaborador pertence a alguma espécie) e compartilhada (cada colaborador pertence a todas as espécies). No diagrama, a participação é parcial — representada pela linha simples entre o triângulo e as subclasses — o que significa que existem colaboradores que não são professores nem voluntários. Além disso, a exclusividade é exclusiva (um colaborador não pode ser simultaneamente professor e voluntário, a menos que o diagrama indique o contrário). Portanto, a afirmação é duplamente falsa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que "todo COLABORADOR é PROFESSOR ou VOLUNTÁRIO". Essa seria a leitura correta se a participação fosse total — ou seja, se todo colaborador pertencesse obrigatoriamente a pelo menos uma das subclasses. Porém, a participação parcial (linha simples no triângulo) indica que existem colaboradores que não são nem professores nem voluntários. A alternativa C generaliza indevidamente, transformando uma possibilidade (alguns colaboradores são professores ou voluntários) em uma obrigatoriedade (todos são).
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que "nem todo COLABORADOR é PROFESSOR ou VOLUNTÁRIO". Essa é a leitura correta da participação parcial na especialização: a superclasse COLABORADOR pode ter ocorrências que não pertencem a nenhuma das subclasses (PROFESSOR ou VOLUNTÁRIO). O termo "nem todo" é a negação lógica de "todo", e captura exatamente a possibilidade de existirem colaboradores que não são professores nem voluntários. É a única alternativa que respeita a cardinalidade mínima zero da participação parcial.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que "nem todo PROFESSOR é COLABORADOR". Isso inverte a relação de herança. Na especialização, a subclasse (PROFESSOR) herda todos os atributos e relacionamentos da superclasse (COLABORADOR). Portanto, todo professor é colaborador — a relação é de subconjunto: PROFESSOR ⊆ COLABORADOR. A afirmação de que "nem todo professor é colaborador" contraria o próprio conceito de especialização, em que a subclasse é sempre um subconjunto da superclasse.
A leitura do DER depende de identificar corretamente o triângulo de generalização/especialização e as restrições de participação e exclusividade. A participação parcial é o ponto-chave: ela permite que existam instâncias do gênero fora das espécies. Guarde essa distinção — é exatamente nela que as alternativas se dividem.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre participação total e parcial. As alternativas B e C usam "todo" como se a participação fosse total, quando na verdade é parcial. Se o candidato não observar a linha simples (participação parcial) no triângulo de especialização, cai na armadilha. Lembre-se: participação parcial = existem ocorrências do gênero que não pertencem a nenhuma espécie.