II. Entidade empregado é uma entidade forte e a entidade dependente é uma entidade fraca.
III. Na transformação do modelo entidade relacionamento para o modelo relacional, a chave primária da tabela empregado será código e da tabela dependente será o número de sequência.
IV. A linha mais densa no relacionamento do lado do dependente representa uma generalização.
Está correto o que se afirma apenas em
A I e II.
B I e III.
CI, III e IV.
DII, III e IV.
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GabaritoA — I e II.
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Modelo Entidade-Relacionamento: entidades fortes, fracas e cardinalidade
Gabarito: letra A (itens I e II corretos). No MER clássico de Empregado–Dependente, o empregado é entidade forte (existência independente, com chave própria) e o dependente é entidade fraca (existência dependente, identificado pela chave do empregado + discriminador). A afirmativa I está correta porque a cardinalidade mínima do lado do dependente é 0 (participação parcial), e a II está correta pela definição de entidade forte/fraca. As afirmativas III e IV erram: na transformação para o modelo relacional, a chave primária da tabela DEPENDENTE é a composição (código do empregado + número de sequência), e a linha mais densa no relacionamento indica cardinalidade máxima 1 (participação obrigatória), não generalização.
O Modelo Entidade-Relacionamento (MER) é um modelo conceitual, de alto nível, que descreve os dados de um domínio de negócio de forma abstrata, por meio de entidades, atributos e relacionamentos. Ele é independente de hardware e software, ou seja, não depende do SGBD que será usado na implementação. O Diagrama Entidade-Relacionamento (DER) é a representação gráfica desse modelo.
Entidade forte é aquela cuja existência não depende de outra entidade; possui chave primária própria e total sentido de existir por si só. Entidade fraca é aquela cuja existência depende de outra entidade (a entidade forte proprietária); em geral, não possui atributos suficientes para se identificar sozinha e é identificada pela composição da chave primária da entidade forte com um discriminador (atributo parcial). No exemplo clássico, EMPREGADO é forte (chave: código) e DEPENDENTE é fraca (chave: código do empregado + número de sequência).
A cardinalidade expressa quantas ocorrências de uma entidade podem estar associadas a uma ocorrência da outra. A cardinalidade mínima indica participação parcial (0) ou total (1); a máxima indica o tipo de relacionamento (1:1, 1:N, N:M). No relacionamento EMPREGADO–DEPENDENTE, a cardinalidade típica é 1:N: um empregado pode ter zero ou vários dependentes (0:N), e um dependente pertence a exatamente um empregado (1:1). A notação de linha dupla no retângulo identifica a entidade fraca, e o losango de linhas duplas identifica o relacionamento fraco.
Na transformação do MER para o modelo relacional, cada entidade vira uma tabela. A entidade forte EMPREGADO vira a tabela EMPREGADO com chave primária codigo. A entidade fraca DEPENDENTE vira a tabela DEPENDENTE, cuja chave primária é a composição da chave estrangeira (código do empregado) com o discriminador (número de sequência). A chave estrangeira na tabela DEPENDENTE referencia a chave primária da tabela EMPREGADO.
A generalização/especialização é um conceito de hierarquia entre entidades (superclasse/subclasse), representado por um triângulo ou por linhas específicas no DER — não tem relação com a espessura da linha do relacionamento. A linha mais densa (ou o traço mais grosso) em uma ponta do relacionamento indica cardinalidade máxima 1, ou seja, participação obrigatória daquela entidade no relacionamento.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o significado da linha mais densa no relacionamento: ela representa cardinalidade máxima 1 (participação obrigatória), e não generalização. Além disso, confunde a chave primária da entidade fraca: ela não é apenas o número de sequência, mas a composição com a chave da entidade forte. Fique atento a essas duas inversões clássicas.
Critério
Entidade Forte (Empregado)
Entidade Fraca (Dependente)
Existência
Independente (existe por si só)
Dependente (existe apenas se vinculada a um empregado)
Chave Primária (modelo relacional)
codigo (atributo próprio)
Composição: (codigo_empregado, numero_sequencia)
Cardinalidade no relacionamento
0 ou N (pode ter zero ou vários dependentes)
1 e somente 1 (pertence a exatamente um empregado)
Participação
Parcial (mínima 0)
Total (mínima 1)
Item I — ✅ Correto
O empregado pode ou não ter um dependente. Isso decorre da cardinalidade mínima 0 no lado do dependente (participação parcial): nem toda instância de EMPREGADO precisa ter um DEPENDENTE associado. A afirmativa está correta.
Item II — ✅ Correto
Entidade forte é aquela cuja existência independe de outras; entidade fraca depende de outra para existir e ser identificada. EMPREGADO é forte (possui chave própria, codigo), e DEPENDENTE é fraca (depende de EMPREGADO e é identificada pela composição da chave). A afirmativa está correta.
Item III — ❌ Incorreto
Na transformação para o modelo relacional, a chave primária da tabela EMPREGADO é codigo (correto), mas a chave primária da tabela DEPENDENTE não é apenas o número de sequência — é a composição (codigo_empregado, numero_sequencia). O número de sequência é o discriminador da entidade fraca, mas sozinho não identifica a linha; ele precisa da chave estrangeira que referencia o empregado. A afirmativa está incorreta.
Item IV — ❌ Incorreto
A linha mais densa no relacionamento do lado do dependente indica cardinalidade máxima 1 (participação obrigatória do dependente em relação ao empregado), e não generalização. Generalização/especialização é um conceito de hierarquia entre entidades (superclasse/subclasse), representado por outra notação no DER. A afirmativa está incorreta.
Conclusão: Corretos apenas os itens I e II → gabarito: letra A.