Questão de Banco de Dados — Modelo Entidade-Relacionamento (MER) — FUNDATEC 2023
Banco de Dados›Modelo Entidade-Relacionamento (MER)
Código
qa537863
Banca
FUNDATEC
Órgão
PROCERGS
Ano
2023
Cargo
ANC ( )
A imagem abaixo apresenta um DER. A partir do DER apresentado, é correto afirmar que:
AUma ocorrência de CONSULTA pode estar associada a muitas ocorrências de MEDICO e PACIENTE.
BUma ocorrência de MEDICO pode estar associada a, no máximo, uma ocorrência de PACIENTE.
CUma ocorrência de MEDICO deve estar associada a uma ocorrência de CONSULTA.
DUma ocorrência de PACIENTE deve estar associada a uma ocorrência de MEDICO.
EUma ocorrência de PACIENTE pode estar associada a muitas ocorrências de MEDICO.
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GabaritoE — Uma ocorrência de PACIENTE pode estar associada a muitas ocorrências de MEDICO.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Modelo Entidade-Relacionamento: cardinalidade e leitura do DER
Gabarito: letra E. No DER apresentado, o relacionamento entre MEDICO e PACIENTE é N:N (muitos-para-muitos), o que significa que uma ocorrência de PACIENTE pode estar associada a muitas ocorrências de MEDICO — e vice-versa. A cardinalidade máxima é lida diretamente no diagrama: se não há restrição de máximo (representada por N ou M), a associação é múltipla.
O Modelo Entidade-Relacionamento (MER) é a representação conceitual dos dados, e o Diagrama Entidade-Relacionamento (DER) é sua forma gráfica. Nele, entidades são retângulos, atributos são elipses e relacionamentos são losangos. A cardinalidade define quantas ocorrências de uma entidade podem se associar a ocorrências de outra através do relacionamento. Ela tem dois componentes: a mínima (participação obrigatória ou opcional) e a máxima (associação única ou múltipla).
No caso do DER da questão, o relacionamento entre MEDICO e PACIENTE é do tipo N:N (ou N:M). Isso significa que:
Um MEDICO pode atender vários PACIENTES;
Um PACIENTE pode ser atendido por vários MEDICOS.
Essa é a leitura clássica de um relacionamento muitos-para-muitos, que no modelo relacional exige uma tabela associativa (ou entidade associativa) para ser implementado.
A pegadinha da banca está em inverter a direção da leitura ou em confundir cardinalidade máxima com mínima. Por exemplo, afirmar que um MEDICO pode estar associado a, no máximo, um PACIENTE seria correto apenas se a cardinalidade máxima fosse 1 (relacionamento 1:N ou 1:1), o que não é o caso. Da mesma forma, dizer que um PACIENTE deve estar associado a um MEDICO seria uma afirmação sobre a cardinalidade mínima (obrigatoriedade), que não é o que o DER indica.
Guarde a distinção: cardinalidade máxima (quantas ocorrências podem se associar) é o que define se o relacionamento é 1:1, 1:N ou N:N; cardinalidade mínima (se a participação é obrigatória ou opcional) é representada por 0 ou 1. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que uma ocorrência de CONSULTA pode estar associada a muitas ocorrências de MEDICO e PACIENTE. No DER, CONSULTA é uma entidade associativa que liga MEDICO e PACIENTE, mas a cardinalidade do relacionamento é entre MEDICO e PACIENTE (N:N), não entre CONSULTA e as outras entidades. A alternativa confunde o papel da entidade associativa com a cardinalidade do relacionamento original.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que uma ocorrência de MEDICO pode estar associada a, no máximo, uma ocorrência de PACIENTE. Isso seria verdadeiro apenas se a cardinalidade máxima fosse 1 (relacionamento 1:N ou 1:1). No DER, o relacionamento é N:N, então um MEDICO pode estar associado a muitas ocorrências de PACIENTE, não a no máximo uma.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que uma ocorrência de MEDICO deve estar associada a uma ocorrência de CONSULTA. O termo "deve" indica obrigatoriedade (cardinalidade mínima 1), mas o DER não impõe essa restrição. Além disso, a associação é entre MEDICO e PACIENTE via CONSULTA, não entre MEDICO e CONSULTA diretamente. A alternativa confunde a obrigatoriedade com a cardinalidade máxima.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que uma ocorrência de PACIENTE deve estar associada a uma ocorrência de MEDICO. Novamente, o "deve" indica participação obrigatória (cardinalidade mínima 1), o que não é o que o DER mostra. A cardinalidade mínima é 0 (participação opcional), e a máxima é N (muitas ocorrências). A alternativa troca a leitura da cardinalidade mínima pela máxima.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que uma ocorrência de PACIENTE pode estar associada a muitas ocorrências de MEDICO. Isso está correto porque o relacionamento entre MEDICO e PACIENTE é N:N (muitos-para-muitos): a cardinalidade máxima é N, permitindo que um PACIENTE se associe a vários MEDICOS. A alternativa espelha exatamente a leitura da cardinalidade máxima do DER.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre cardinalidade máxima e mínima. As alternativas B, C e D usam termos como "no máximo" e "deve" para testar se você sabe que o DER indica N:N (máxima N, mínima 0), e não 1:1 ou 1:N. Leia sempre os números ao lado do losango: (0,N) significa opcional e múltiplo; (1,1) significa obrigatório e único.