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Questão de Segurança da Informação — Conceitos, Princípios e Atributos da Segurança da Informação — INSTITUTO AOCP 2023

Segurança da InformaçãoConceitos, Princípios e Atributos da Segurança da Informação
Código
qa541459
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MPE MS
Ano
2023
Cargo
Ana ( )
Alice quer enviar uma mensagem para Bob. Antes de enviar, ela utiliza a sua chave privada na mensagem. Bob, ao receber a mensagem, utiliza a chave pública de Alice para ter certeza de que a mensagem é dela. Com esse procedimento, é possível afirmar que Bob está preocupado com o princípio de segurança denominado
  1. AConfidencialidade.
  2. BNão repúdio.
  3. CConfiabilidade.
  4. DControle de acesso.
  5. EDisponibilidade.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Não repúdio.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Princípios da Segurança da Informação: Não Repúdio

Gabarito: letra B. Alice usa a própria chave privada para assinar a mensagem, e Bob verifica com a chave pública dela — esse é o mecanismo clássico de assinatura digital, que garante o princípio do não repúdio (irretratabilidade): a impossibilidade de Alice negar a autoria da mensagem. O cenário não trata de esconder o conteúdo (confidencialidade), nem de controle de quem acessa (controle de acesso), mas sim de provar a origem da comunicação.

A segurança da informação se apoia em um conjunto de princípios (ou atributos) que protegem os dados em diferentes dimensões. Os três clássicos formam a tríade CID: Confidencialidade (limitar o acesso apenas a quem é autorizado), Integridade (garantir que a informação não seja alterada) e Disponibilidade (garantir que a informação esteja acessível quando necessário). Além deles, há outros princípios igualmente cobrados em prova, como Autenticidade (garantir que a informação é proveniente da fonte anunciada), Não Repúdio (impossibilidade de negar a autoria de uma transação), Posse/Controle e Utilidade.

A distinção entre autenticidade e não repúdio é sutil e muito explorada pelas bancas. A autenticidade prova que a mensagem veio de quem diz ter enviado — ou seja, confirma a identidade da fonte. O não repúdio vai além: impede que o remetente negue ter realizado aquela ação. Na prática, a assinatura digital com chave privada entrega ambos: ela autentica a origem E cria a irretratabilidade, pois só o dono da chave privada poderia ter gerado aquela assinatura. É por isso que o cenário da questão — Alice assina com a chave privada e Bob verifica com a pública — aponta diretamente para o não repúdio: Bob quer ter certeza de que a mensagem é dela, e que ela não possa negar o envio.

Um exemplo concreto: imagine que Alice envie uma ordem de pagamento a Bob. Se ela assinar digitalmente com sua chave privada, e depois tentar alegar que nunca enviou tal ordem, Bob pode apresentar a assinatura verificada com a chave pública de Alice como prova. Alice não consegue negar a autoria — isso é não repúdio. Se o objetivo fosse apenas impedir que um terceiro lesse a mensagem, Alice usaria a chave pública de Bob para cifrar (confidencialidade), e Bob abriria com a privada dele. A pegadinha da questão está exatamente aí: inverter o uso das chaves muda completamente o princípio aplicado.

Guarde a fronteira decisiva: chave privada do remetente para assinar → não repúdio/autenticidade; chave pública do destinatário para cifrar → confidencialidade. É nessa distinção que as alternativas se separam.

Criptografia assimétrica
  • 1Chave privada do remetente
    • Assinatura digital
    • Autenticidade (prova a origem)
    • Não repúdio (não nega a autoria)
  • 2Chave pública do destinatário
    • Cifração
    • Confidencialidade (sigilo)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A confidencialidade garante que a informação seja acessada somente por pessoas autorizadas, protegendo o conteúdo contra leitura não autorizada. No cenário, Alice não cifra a mensagem com a chave pública de Bob para escondê-la; ela usa a própria chave privada, o que não protege o conteúdo — qualquer pessoa com a chave pública de Alice poderia verificar a assinatura. O objetivo de Bob é confirmar a origem, não o sigilo.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O não repúdio (ou irretratabilidade) garante a impossibilidade de negar a autoria de uma transação. Ao assinar com a chave privada, Alice cria uma prova criptográfica de que a mensagem é dela — e Bob, ao verificar com a chave pública, tem a garantia de que Alice não poderá negar o envio. É exatamente a preocupação descrita no enunciado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Confiabilidade não é um princípio clássico da segurança da informação no sentido técnico cobrado em prova; os atributos consagrados são confidencialidade, integridade, disponibilidade, autenticidade e não repúdio. A banca usa esse termo como distrator para confundir com "autenticidade" ou "confiança", mas ele não corresponde ao mecanismo de assinatura digital descrito.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O controle de acesso refere-se a mecanismos que determinam quem pode acessar determinados recursos (autenticação, autorização, auditoria). No cenário, Bob não está verificando se Alice tem permissão para acessar algo; ele está verificando a autoria da mensagem. O controle de acesso seria relevante se a preocupação fosse impedir que terceiros não autorizados lessem ou usassem a informação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A disponibilidade garante que a informação esteja acessível quando necessário, relacionada à continuidade do serviço e à prevenção de indisponibilidade. Nada no enunciado trata de manter o sistema no ar ou acessível; a preocupação é com a procedência da mensagem, não com sua acessibilidade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre confidencialidade e não repúdio no uso das chaves. Muitos candidatos veem "chave privada" e pensam em sigilo, mas o segredo está na direção: se Alice cifra com a própria chave privada, ela está assinando (provando autoria); se cifrasse com a chave pública de Bob, estaria garantindo confidencialidade. Lembre-se: assinar = chave privada do remetente; cifrar para sigilo = chave pública do destinatário.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte o mapa mental das chaves na criptografia assimétrica: chave privada do remetente → assinatura digital → autenticidade + não repúdio; chave pública do destinatário → cifração → confidencialidade. Nas questões, identifique primeiro quem usa qual chave e o que isso prova — a resposta sai na hora.

Gabarito: letra B

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