Questão de Redes de Computadores — Cloud Computing (Computação em Nuvem) — INSTITUTO AOCP 2023
Redes de Computadores›Cloud Computing (Computação em Nuvem)
Código
qa541649
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
IF MA
Ano
2023
Cargo
Ana TI ( )
Você é um analista de infraestrutura trabalhando em um projeto com o conceito de DevOps e precisa definir as características de infraestrutura para o ambiente de desenvolvimento e o ambiente de produção. Assinale a alternativa que apresenta corretamente um exemplo de um ambiente de computação em nuvem híbrida.
AA empresa utiliza exclusivamente serviços de nuvem pública para todos os seus aplicativos e dados.
BA empresa hospeda todos os seus aplicativos e dados em servidores locais.
CA empresa utiliza serviços de nuvem pública para armazenar dados confidenciais e serviços de nuvem privada para aplicativos e dados menos sensíveis.
DA empresa utiliza serviços de nuvem pública para aplicativos e dados menos sensíveis e serviços de nuvem privada para armazenar dados confidenciais.
EA empresa utiliza diferentes provedores de nuvem pública para hospedar seus aplicativos e dados.
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GabaritoD — A empresa utiliza serviços de nuvem pública para aplicativos e dados menos sensíveis e serviços de nuvem privada para armazenar dados confidenciais.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Computação em Nuvem: Modelos de Implantação
Gabarito: letra D. A nuvem híbrida combina a nuvem pública com a privada, permitindo que a empresa utilize cada uma para finalidades distintas — exatamente o que a alternativa D descreve: serviços de nuvem pública para dados menos sensíveis e nuvem privada para dados confidenciais. As demais alternativas descrevem outros modelos (pública, privada, multi-nuvem) ou invertem a lógica de uso.
A computação em nuvem (cloud computing) é um modelo que permite acesso sob demanda a recursos computacionais configuráveis (servidores, armazenamento, aplicações) pela internet, com mínimo esforço de gestão. O NIST (National Institute of Standards and Technology) define esse modelo e suas características essenciais. Um dos pontos centrais é a classificação por modelo de implantação, que diz respeito a quem possui e controla a infraestrutura. São quatro tipos principais: pública, privada, híbrida e comunitária.
A nuvem pública é de propriedade de um provedor terceirizado (AWS, Azure, Google Cloud) e seus recursos são compartilhados entre vários clientes, acessíveis pela internet. A nuvem privada é de uso exclusivo de uma única organização, podendo estar no datacenter local da empresa ou hospedada por um provedor terceiro, com políticas de acesso mais rígidas. A nuvem híbrida, como o nome sugere, é a combinação dessas duas: parte da infraestrutura é pública e parte é privada, interligadas. Isso permite, por exemplo, manter dados confidenciais na nuvem privada (maior controle e segurança) e usar a nuvem pública para cargas de trabalho menos sensíveis ou com picos de demanda (escalabilidade e custo). A nuvem comunitária é compartilhada por organizações com interesses em comum, que rateiam os custos.
Na prática, um projeto DevOps pode usar a nuvem híbrida para desenvolvimento e produção: o ambiente de desenvolvimento pode rodar na nuvem pública (custo menor, provisionamento rápido), enquanto o ambiente de produção com dados sensíveis fica na nuvem privada (maior controle e conformidade). A escolha de qual dado vai para cada nuvem é estratégica e depende da sensibilidade e dos requisitos de cada aplicação.
A pegadinha da banca está em inverter a lógica de sensibilidade: colocar dados confidenciais na nuvem pública e dados menos sensíveis na privada (alternativa C). Isso contraria o princípio de segurança — dados confidenciais exigem o maior controle, que a nuvem privada oferece. A alternativa D acerta exatamente essa distribuição.
Guarde a fronteira: nuvem híbrida = pública + privada, e a distribuição dos dados deve respeitar a sensibilidade — confidenciais na privada, menos sensíveis na pública. É esse critério que separa a alternativa correta das demais.
Aplicativos e dados menos sensíveis, com escalabilidade e custo menor
Nuvem Privada
Uso exclusivo de uma organização; maior controle e segurança
Dados confidenciais e cargas de trabalho com requisitos rígidos de conformidade
Nuvem Híbrida
Combinação de nuvem pública + privada, interligadas
Dados confidenciais na privada; dados menos sensíveis ou picos de demanda na pública
Nuvem Comunitária
Compartilhada por organizações com interesses comuns
Projetos colaborativos entre instituições que rateiam custos
Nuvem híbrida: Combinação (Nuvem pública, Nuvem privada); Distribuição correta (Confidenciais → privada, Menos sensíveis → pública); Vantagens (Escalabilidade da pública, Controle da privada)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Descreve o uso exclusivo de nuvem pública para todos os aplicativos e dados. Isso caracteriza o modelo de nuvem pública, não o híbrido. A nuvem híbrida exige a combinação de pública e privada, não o uso de apenas uma.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Descreve a hospedagem de todos os aplicativos e dados em servidores locais. Isso é o modelo de nuvem privada (quando a infraestrutura é local) ou até mesmo um ambiente tradicional on-premises, mas não é híbrido, pois não há combinação com nuvem pública.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Inverte a lógica de segurança. Coloca dados confidenciais na nuvem pública e dados menos sensíveis na nuvem privada. Isso é o oposto do recomendado: dados confidenciais devem ficar na nuvem privada (maior controle e segurança), e dados menos sensíveis podem usar a nuvem pública. Embora descreva uma combinação de nuvens, a distribuição está errada, o que a torna incorreta.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve corretamente a nuvem híbrida: usa a nuvem pública para aplicativos e dados menos sensíveis e a nuvem privada para dados confidenciais. Essa distribuição respeita a segurança (dados sensíveis com maior controle) e aproveita as vantagens de cada modelo (custo e escalabilidade da pública, controle da privada). É exatamente a definição de nuvem híbrida.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Descreve o uso de diferentes provedores de nuvem pública. Isso é o conceito de multi-nuvem (multi-cloud), que envolve múltiplos provedores públicos, mas não combina nuvem pública com privada. Portanto, não é um exemplo de nuvem híbrida.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a inversão da lógica de sensibilidade. Na alternativa C, ela descreve uma combinação de nuvens (pública + privada), o que parece híbrida, mas inverte a distribuição: dados confidenciais na pública e menos sensíveis na privada. O candidato que apenas identifica a combinação de nuvens pode marcar C, mas o correto é que dados confidenciais exijam o maior controle, que a nuvem privada oferece. Fique atento a essa troca sutil — é o que separa C de D.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de modelos de implantação, monte uma tabela mental rápida: Pública (provedor terceiro, compartilhada), Privada (uso exclusivo, maior controle), Híbrida (combinação de pública e privada), Comunitária (compartilhada por organizações com interesses comuns). Na hora da prova, identifique se a alternativa descreve uma combinação (híbrida) e se a distribuição de dados respeita a sensibilidade (confidenciais na privada).