Questão de Criminalística — Lei nº 9.434/1997 - Transplante — Instituto CONSULPAM 2024
Criminalística›Lei nº 9.434/1997 - Transplante
Código
qa556541
Banca
Instituto CONSULPAM
Órgão
PEFOCE
Ano
2024
Cargo
Per Leg ( )
Analise a frase a seguir: Na década de 50-60 iniciaram-se os ________________. Em vários países, as entidades médicas foram convocadas a formularem __________ para o diagnóstico de ______________. Assinale a alternativa que preenche as lacunas correspondente ao texto acima, na sequência CORRETA.
ATransplantes de órgãos, critérios, morte encefálica.
BInvestimentos, métodos, morte.
CTransplantes de órgãos, métodos, morte fatal.
DInvestimentos, formulários, auditorias Forense.
ETransplantes de medula, critérios, morte fatal.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — Transplantes de órgãos, critérios, morte encefálica.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Transplantes de órgãos e o diagnóstico de morte encefálica
Gabarito: letra A. A frase trata do início dos transplantes de órgãos nas décadas de 1950-60, quando as entidades médicas foram chamadas a formular critérios para o diagnóstico de morte encefálica — exatamente o que a alternativa A preenche. As demais opções ou trocam o objeto (investimentos, medula) ou usam termos imprecisos ("morte", "morte fatal"), que não correspondem ao conceito técnico consolidado.
O contexto histórico é decisivo: foi justamente na década de 1950 que os primeiros transplantes de órgãos sólidos começaram a ser realizados com sucesso (o primeiro transplante renal bem-sucedido entre gêmeos ocorreu em 1954, nos EUA). Com o avanço das técnicas cirúrgicas e o uso de imunossupressores, os transplantes se tornaram viáveis, mas surgiu uma questão ética e médica fundamental: em que momento o doador está realmente morto, para que a retirada dos órgãos seja lícita? Foi esse dilema que levou as entidades médicas de vários países a se reunirem e formularem critérios objetivos para o diagnóstico de morte encefálica — a cessação irreversível das funções do encéfalo, incluindo o tronco cerebral.
A morte encefálica é um conceito técnico-jurídico que substitui, para fins de doação de órgãos, a noção popular de "morte" (parada cardiorrespiratória). Ela é definida por critérios clínicos (coma não responsivo, ausência de reflexos do tronco cerebral, apneia) e, em muitos países, confirmada por exames complementares (eletroencefalograma, angiografia cerebral). No Brasil, a Lei nº 9.434/1997, que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante, exige o diagnóstico de morte encefálica por dois médicos, conforme critérios do Conselho Federal de Medicina.
A pegadinha da banca está em oferecer alternativas com termos vagos ou incorretos: "morte" e "morte fatal" são redundâncias ou imprecisões que não refletem o termo técnico "morte encefálica". Além disso, "investimentos" e "formulários" não têm relação com o contexto médico-histórico. A alternativa E tenta confundir ao trocar "órgãos" por "medula", mas o texto fala de transplantes de órgãos em geral, não especificamente de medula óssea.
Guarde o trio de palavras-chave: transplantes de órgãos → critérios → morte encefálica. É exatamente essa sequência que a alternativa A apresenta e que as demais distorcem.
1Década de 1950-60
2Início dos transplantes de órgãos
3Entidades médicas formulam critérios
4Diagnóstico de morte encefálica
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Preenche as lacunas com os termos historicamente e tecnicamente corretos: "Transplantes de órgãos" (o que se iniciou nas décadas de 50-60), "critérios" (o que as entidades médicas foram convocadas a formular) e "morte encefálica" (o diagnóstico que se tornou necessário para viabilizar a doação). A expressão "morte encefálica" é o termo técnico consagrado, distinto de simplesmente "morte".
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Investimentos" não é o que se iniciou na década de 50-60 no contexto médico; o texto fala de transplantes. Além disso, "métodos" é vago e "morte" é impreciso — o correto é "morte encefálica", que é o diagnóstico específico que as entidades médicas precisavam padronizar.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Acerta em "Transplantes de órgãos", mas erra em "métodos" (o termo adequado é "critérios") e em "morte fatal" — expressão redundante e não técnica; o correto é "morte encefálica".
Alternativa D — ❌ Incorreta
Totalmente fora do contexto: "Investimentos", "formulários" e "auditorias Forense" não têm relação com o início dos transplantes e o diagnóstico de morte encefálica. A banca insere termos aleatórios para testar se o candidato conhece o tema.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Transplantes de medula" é uma tentativa de confundir: o texto fala de transplantes de órgãos em geral, não especificamente de medula óssea. Além disso, "morte fatal" é redundante e não técnico; o correto é "morte encefálica".
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a imprecisão terminológica: troca "morte encefálica" por "morte" ou "morte fatal" e "critérios" por "métodos". O candidato que não conhece o termo técnico pode cair na alternativa C, que acerta a primeira lacuna mas erra as demais. Fique atento: o diagnóstico específico para doação de órgãos é sempre "morte encefálica".