Questão de Direito Processual Penal — Processo Penal, seus Sistemas e Princípios — ADM&TEC 2024
Direito Processual Penal›Processo Penal, seus Sistemas e Princípios
Código
qa566099
Banca
ADM&TEC
Órgão
Pref BM de Deus
Ano
2024
Cargo
GM ( )
O Direito Processual Penal é o ramo do direito que regula a forma pela qual o Estado aplica suas normas de Direito Penal. Assim, é CORRETO afirmar que, das alternativas listadas, seja princípio fundamental no processo penal brasileiro.
AA obrigatoriedade da culpabilidade, exigindo a comprovação de culpa antes do processo.
BO princípio do contraditório e da ampla defesa, garantindo que o acusado tenha o direito de contestar as acusações e apresentar sua defesa.
CA confissão como prova suficiente para condenação, independentemente de outras evidências.
DA execução imediata da pena após a acusação, sem necessidade de conclusão do processo.
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GabaritoB — O princípio do contraditório e da ampla defesa, garantindo que o acusado tenha o direito de contestar as acusações e apresentar sua defesa.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Princípios fundamentais do processo penal brasileiro
Gabarito: letra B. O contraditório e a ampla defesa são princípios constitucionais expressos (CF, art. 5º, LV) e fundamentais no processo penal brasileiro, garantindo ao acusado o direito de contestar as acusações e apresentar defesa. As demais alternativas contrariam frontalmente o sistema acusatório e a presunção de inocência.
O Direito Processual Penal regula o exercício do poder punitivo estatal, e seus princípios fundamentais decorrem, em grande parte, da Constituição Federal. O contraditório e a ampla defesa, previstos no art. 5º, LV, da CF, são a base do sistema acusatório adotado pelo Brasil, que separa as funções de acusar, defender e julgar. Nesse sistema, o acusado não é mero objeto do processo, mas sujeito de direitos, com plena oportunidade de influenciar na formação do convencimento do juiz.
A confissão, por sua vez, não é prova absoluta: o CPP adota o sistema do livre convencimento motivado, e a confissão é apenas mais um elemento probatório, que pode ser confrontado com outras provas. A culpabilidade não é exigida "antes do processo" — ao contrário, a presunção de inocência (CF, art. 5º, LVII) impõe que a culpa seja comprovada no curso do processo, com todas as garantias. E a execução imediata da pena antes do trânsito em julgado viola a presunção de inocência, conforme entendimento consolidado do STF.
Princípios do processo penal: Contraditório e ampla defesa (art. 5º, LV) (Contestar acusações, Produzir provas, Defesa técnica e recursos); Presunção de inocência (art. 5º, LVII) (Culpa antes do processo, Execução imediata da pena); Livre convencimento motivado (Confissão não é prova absoluta (art. 197))
Alternativa A — ❌ Incorreta
A culpabilidade não é um pressuposto processual, mas sim o resultado do processo. A CF, art. 5º, LVII, estabelece que "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". Exigir a comprovação de culpa antes do processo inverteria a lógica: o processo existe justamente para apurar a culpa, com contraditório e ampla defesa.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O contraditório e a ampla defesa são princípios fundamentais expressos na CF, art. 5º, LV: "aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes". No processo penal, isso garante ao acusado o direito de contestar as acusações, produzir provas, apresentar defesa técnica e recorrer. É a essência do sistema acusatório.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A confissão não é prova suficiente para condenação. O CPP, art. 197, dispõe que a confissão "valerá como elemento informativo, mas não suprirá a falta de prova" — ou seja, o juiz pode condenar com base nela, mas não é obrigado, e ela deve ser avaliada em conjunto com as demais provas. A condenação exige prova da autoria e materialidade, formando o livre convencimento motivado do juiz.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A execução imediata da pena após a acusação viola a presunção de inocência (CF, art. 5º, LVII). A pena só pode ser executada após o trânsito em julgado da sentença condenatória, ou, excepcionalmente, após confirmação em segunda instância (entendimento do STF no HC 126.292, posteriormente superado pela ADC 43/44, que exige trânsito em julgado). A acusação é apenas o início do processo, não o fim.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "culpabilidade" e "presunção de inocência". Na alternativa A, o candidato pode achar que "exigir comprovação de culpa antes do processo" é uma garantia, mas é justamente o contrário: a culpa deve ser provada DENTRO do processo, com todas as garantias. Na alternativa D, a pegadinha é a "execução imediata" — que só é possível após o trânsito em julgado, não após a acusação.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre princípios do processo penal, lembre-se do tripé: contraditório, ampla defesa e presunção de inocência. Qualquer alternativa que sugira punição antecipada, confissão como prova absoluta ou culpa presumida está errada. Decore a CF, art. 5º, LV e LVII, e o art. 197 do CPP.