Questão de Noções de Informática — Outros Tópicos de Informática — INSTITUTO AOCP 2024
Noções de Informática›Outros Tópicos de Informática
Código
qa583051
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
PM PE
Ano
2024
Cargo
Sold ( )
Em um ambiente corporativo, um administrador de sistemas precisa otimizar o gerenciamento de arquivos para garantir eficiência, segurança e fácil recuperação. Considerando as práticas de gerenciamento de arquivos, assinale a alternativa que apresenta a melhor abordagem para essa finalidade.
AArmazenar todos os arquivos em um único servidor centralizado, utilizando um sistema de arquivos que compatibilize com diferentes sistemas operacionais.
BCriptografar todos os arquivos individualmente antes de armazená-los e exigir autenticação de dois fatores para acessar cada arquivo, independentemente de sua importância.
CUsar um sistema de arquivos distribuídos, em que cada departamento tem seu próprio servidor de arquivos, sem redundância ou backups centralizados.
DImplementar um sistema de armazenamento hierárquico, movendo automaticamente arquivos menos acessados para armazenamento de baixo custo e arquivos frequentemente acessados para armazenamento de alto desempenho.
EManter cópias de todos os arquivos em servidores locais e na nuvem, sem um sistema de versionamento ou controle de mudanças.
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GabaritoD — Implementar um sistema de armazenamento hierárquico, movendo automaticamente arquivos menos acessados para armazenamento de baixo custo e arquivos frequentemente acessados para armazenamento de alto desempenho.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Gerenciamento de arquivos: armazenamento hierárquico
Gabarito: letra D. A melhor abordagem para otimizar o gerenciamento de arquivos em um ambiente corporativo é implementar um sistema de armazenamento hierárquico (HSM), que move automaticamente arquivos menos acessados para mídias de baixo custo e mantém os frequentemente acessados em armazenamento de alto desempenho — equilibrando custo, eficiência e recuperação. As demais alternativas falham por ignorar redundância, segurança, versionamento ou por adotar medidas excessivas e inviáveis.
O gerenciamento de arquivos em um ambiente corporativo envolve muito mais do que simplesmente guardar dados: trata-se de garantir que os arquivos certos estejam disponíveis no momento certo, com o menor custo possível e com segurança adequada. O conceito central aqui é o de armazenamento hierárquico (HSM — Hierarchical Storage Management), uma estratégia que classifica os dados conforme sua frequência de acesso e os distribui entre diferentes níveis de armazenamento, cada um com características próprias de desempenho e custo.
A lógica por trás do HSM é simples e poderosa: nem todos os dados precisam estar em discos rápidos e caros o tempo todo. Arquivos acessados diariamente (dados "quentes") merecem o melhor desempenho — SSDs ou discos de alta rotação. Já arquivos acessados raramente (dados "frios"), como relatórios antigos ou backups, podem ser movidos automaticamente para fitas magnéticas ou armazenamento em nuvem de baixo custo, sem que o usuário perceba a mudança. Esse movimento é transparente: o sistema mantém um índice lógico dos arquivos e, quando um arquivo "frio" é solicitado, ele é recuperado automaticamente do nível mais barato.
Na prática, imagine uma empresa com 10 TB de dados. Os 2 TB mais acessados (planilhas, documentos em uso, projetos ativos) ficam em SSDs de alto desempenho. Os 8 TB restantes (contratos antigos, e-mails arquivados, relatórios de anos anteriores) são movidos para fitas LTO ou armazenamento em nuvem de baixo custo. O administrador configura políticas automáticas: arquivos sem acesso por 90 dias são migrados para o nível secundário; sem acesso por 365 dias, para o nível terciário. O resultado é uma economia significativa de custos sem sacrificar a disponibilidade — o usuário continua vendo todos os arquivos normalmente, apenas com um tempo de acesso ligeiramente maior para os dados frios.
A alternativa D é a única que captura essa essência de otimização: ela combina eficiência (arquivos quentes em armazenamento rápido), economia (arquivos frios em armazenamento barato) e automação (o movimento é automático, sem intervenção manual). As demais alternativas apresentam abordagens incompletas ou equivocadas, como veremos a seguir.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "centralizar tudo" e "otimizar". Centralizar em um único servidor (alternativa A) pode até facilitar a gestão, mas cria um gargalo de desempenho e um ponto único de falha — não é otimização. O candidato que pensa apenas em "organização" tende a escolher a A, mas a questão pede eficiência, segurança e recuperação, o que exige uma solução mais sofisticada como o HSM.
1Classifica por frequência de acesso
2Dados quentes → alto desempenho
3Dados frios → baixo custo
4Migração automática e transparente
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Armazenar todos os arquivos em um único servidor centralizado cria um ponto único de falha: se o servidor falhar, todos os dados ficam inacessíveis. Além disso, um único servidor pode não ter capacidade de armazenamento suficiente e pode se tornar um gargalo de desempenho quando muitos usuários acessam simultaneamente. A centralização até facilita a gestão, mas não otimiza eficiência nem garante segurança — falta redundância e balanceamento de carga.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Criptografar todos os arquivos individualmente e exigir autenticação de dois fatores para cada arquivo é uma medida excessiva e inviável na prática. A criptografia e a autenticação devem ser proporcionais à importância dos dados: criptografar um arquivo de recados internos com a mesma rigidez de um contrato confidencial é desperdício de recursos e prejudica a produtividade. A segurança deve ser aplicada de forma escalonada, protegendo adequadamente o que é sensível sem burocratizar o acesso ao que não é.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Um sistema de arquivos distribuídos com servidores por departamento, sem redundância ou backups centralizados, é uma abordagem arriscada. A ausência de redundância significa que a falha de um disco ou servidor resulta em perda definitiva de dados. A falta de backups centralizados impede a recuperação em caso de desastre (incêndio, roubo, falha múltipla). A distribuição por departamento pode até melhorar o desempenho local, mas sem proteção de dados é uma estratégia incompleta e perigosa.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O armazenamento hierárquico (HSM) é exatamente a abordagem que otimiza o gerenciamento: ele classifica os dados por frequência de acesso e os distribui automaticamente entre níveis de armazenamento — alto desempenho para dados quentes, baixo custo para dados frios. Isso garante eficiência (dados acessados com frequência estão em mídia rápida), segurança (políticas de migração podem incluir redundância e backups) e fácil recuperação (o sistema mantém um índice lógico e recupera arquivos de qualquer nível de forma transparente). É a solução que equilibra custo e desempenho de forma inteligente.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Manter cópias em servidores locais e na nuvem sem versionamento ou controle de mudanças cria um caos de inconsistência: diferentes versões do mesmo arquivo podem existir em locais diferentes, sem saber qual é a mais recente. O versionamento é essencial para rastrear alterações, permitir rollback e evitar conflitos. Sem ele, a redundância até protege contra perda de dados, mas não garante integridade nem facilita a recuperação de versões corretas.
A regra de ouro para levar à prova: otimização de armazenamento = equilibrar custo, desempenho e segurança, automatizando a distribuição dos dados conforme sua importância e frequência de acesso. O HSM é a materialização desse princípio.