Questão de Legislação de Trânsito — Dos Veículos (arts. 96 a 117 da Lei nº 9.503/1997) — Avança SP 2024
- Código
- qa586375
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Pref Conchas
- Ano
- 2024
- Cargo
- Moto ( )
- ASuspensão.
- BDireção.
- CTransmissão.
- DSistema Elétrico.
- EFreios.
GabaritoC — Transmissão.
Gabarito: letra C. A dificuldade ou impossibilidade de trocar marchas é um sintoma clássico de problema no sistema de transmissão, que é o conjunto responsável por transmitir a potência do motor às rodas, incluindo a caixa de câmbio, a embreagem e o eixo de transmissão. As demais alternativas (suspensão, direção, sistema elétrico e freios) não estão diretamente relacionadas à troca de marchas.
Para entender por que a resposta é a transmissão, é preciso compreender o papel de cada sistema do veículo. A transmissão é o sistema que conecta o motor às rodas, permitindo que a potência gerada seja convertida em movimento. Ela é composta por diversos componentes, sendo os principais a embreagem (que conecta e desconecta o motor do câmbio), a caixa de câmbio (que contém as engrenagens que alteram a relação de velocidade e torque) e o eixo de transmissão (que leva o movimento do câmbio até as rodas). Quando o motorista aciona o pedal da embreagem e move a alavanca de câmbio, ele está, na verdade, selecionando uma engrenagem dentro da caixa de câmbio. Se qualquer um desses componentes estiver com defeito — como um cabo de embreagem rompido, um sincronizador desgastado ou uma engrenagem quebrada — a troca de marchas pode se tornar difícil, ruidosa ou até impossível, exatamente como descrito na situação de Pedro.
Vamos analisar os outros sistemas para entender por que eles não são a causa provável do problema. A suspensão é responsável por absorver impactos e manter a estabilidade do veículo, conectando as rodas à carroceria. Um problema na suspensão causaria instabilidade, ruídos ao passar por buracos ou desgaste irregular dos pneus, mas não afetaria a troca de marchas. A direção é o sistema que permite ao motorista controlar a trajetória do veículo, composto por volante, coluna de direção e caixa de direção. Uma falha na direção dificultaria girar o volante ou causaria folgas, mas não teria relação com o câmbio. O sistema elétrico é responsável pela partida do motor, iluminação, painel de instrumentos e outros componentes eletrônicos. Embora alguns veículos modernos tenham câmbio eletrônico, o problema descrito (emperramento mecânico) é mais característico de uma falha mecânica na transmissão. Por fim, os freios são responsáveis por reduzir a velocidade ou parar o veículo. Uma falha nos freios causaria perda de eficiência na frenagem, pedal baixo ou vibrações, mas não impediria a troca de marchas.
A pegadinha desta questão está em associar o sintoma (dificuldade de trocar marchas) ao sistema errado. O candidato pode confundir o problema com o sistema elétrico, pensando em veículos com câmbio automatizado, ou com a direção, por ser um componente que o motorista manipula. No entanto, a troca de marchas é uma função exclusiva do sistema de transmissão. É importante lembrar que, em um veículo com câmbio manual, a embreagem é o componente que permite a troca de marchas, e um problema nela (como desgaste ou cabo rompido) também se enquadra como um problema de transmissão.
Guarde a função de cada sistema: transmissão = levar a potência do motor às rodas (embreagem, câmbio, eixo); suspensão = conforto e estabilidade; direção = controle de trajetória; elétrico = partida e componentes eletrônicos; freios = desaceleração e parada. É exatamente essa distinção que separa as alternativas.
A suspensão é o sistema responsável por absorver impactos e manter a estabilidade do veículo, conectando as rodas à carroceria. Um problema na suspensão causaria instabilidade, ruídos ou desgaste irregular dos pneus, mas não afetaria a troca de marchas. O sintoma descrito (emperramento do câmbio) não tem relação com a suspensão.
A direção é o sistema que permite ao motorista controlar a trajetória do veículo, composto por volante, coluna de direção e caixa de direção. Uma falha na direção dificultaria girar o volante ou causaria folgas, mas não teria relação com o câmbio. A troca de marchas é uma função da transmissão, não da direção.
A transmissão é o sistema responsável por transmitir a potência do motor às rodas, incluindo a embreagem, a caixa de câmbio e o eixo de transmissão. A dificuldade ou impossibilidade de trocar marchas é um sintoma clássico de problema nesse sistema, como um cabo de embreagem rompido, um sincronizador desgastado ou uma engrenagem quebrada. É exatamente o que ocorre com a fiorino de Pedro.
O sistema elétrico é responsável pela partida do motor, iluminação, painel de instrumentos e outros componentes eletrônicos. Embora alguns veículos modernos tenham câmbio eletrônico, o problema descrito (emperramento mecânico) é mais característico de uma falha mecânica na transmissão. Além disso, a fiorino é um veículo de carga simples, geralmente com câmbio manual, o que reforça a causa mecânica.
Os freios são responsáveis por reduzir a velocidade ou parar o veículo. Uma falha nos freios causaria perda de eficiência na frenagem, pedal baixo ou vibrações, mas não impediria a troca de marchas. O sintoma descrito não tem relação com o sistema de frenagem.
Gabarito: letra C — a dificuldade de trocar marchas é um sintoma de problema no sistema de transmissão do veículo.
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