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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — Quadrix 2024

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
qa591819
Banca
Quadrix
Órgão
CRO RR
Ano
2024
Cargo
Ag ( )

A boca faz parte de dois sistemas do organismo humano, o digestório e o respiratório, e é a maior cavidade do corpo a ter contato com o meio ambiente, ou seja, é uma porta de entrada para bactérias e outros micro‑organismos, por isso a boa higiene bucal pode prevenir uma série de doenças.


Segundo especialistas, a falta de higiene adequada pode causar não só dor de dente, mas também infecção, que pode se espalhar pelo corpo e ocasionar quadros mais graves – e, sem tratamento, pode até levar à morte.


Uma das consequências mais preocupantes de má higiene bucal é o agravamento de doenças sistêmicas, que são patologias que atacam o corpo como um todo. Entre elas estão doenças cardiovasculares, periodontais e diabetes.


De acordo com pesquisa realizada pelas Universidades Federais do Rio de Janeiro e de Minas Gerais junto à Sociedade Brasileira de Cardiologia, houve um aumento de 132% dos casos de paradas cardíacas em brasileiros desde o ano de 2020. Aproximadamente 36% das mortes ligadas aos problemas cardíacos têm início na saúde bucal. Entre elas, destaca‑se a endocardite infecciosa. As bactérias presentes na cavidade bucal podem circular pela corrente sanguínea e se alojar no coração, o que contribui para o agravamento da doença cardíaca.


A doença periodontal é provocada pelo acúmulo de placa bacteriana (película pegajosa e incolor, constituída de bactérias e restos alimentares, que se forma sobre os dentes) e pode se caracterizar por gengivite – estágio em que atinge a gengiva – ou por periodontite, que é a forma mais agressiva da doença, que atinge o osso e o ligamento periodontal.


O diabetes pode interferir na saúde bucal e, por outro lado, as doenças da cavidade oral podem alterar o índice de glicemia no organismo. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a doença periodontal pode dificultar o controle do diabetes, como qualquer outra infecção, além de estar relacionada ao descontrole do metabolismo, o que também afeta os níveis de açúcar no sangue.


Como se pode observar, o cuidado diário com a boca é indispensável para a prevenção de doenças.


Internet: <anahp.com.br> (com adaptações).

Texto para o item.

Acerca dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.

 

Estariam preservados os sentidos e a correção gramatical do texto caso o segmento “houve um aumento de 132% de paradas cardíacas” fosse reescrito como houveram 132% de aumento dos casos de parada cardíaca.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância verbal: o verbo "haver" no sentido de existir

Gabarito: E (Errado). A reescrita proposta está incorreta porque o verbo "haver", no sentido de existir/ocorrer, é impessoal e deve permanecer sempre na 3ª pessoa do singular. A forma "houveram" é um erro clássico de concordância verbal, pois o verbo não possui sujeito com o qual concordar. A passagem original "houve um aumento de 132% de paradas cardíacas" está correta, e a reescrita "houveram 132% de aumento dos casos de parada cardíaca" viola a norma culta.

O comando da questão

O enunciado pede que se julgue se a reescrita do trecho "houve um aumento de 132% de paradas cardíacas" como "houveram 132% de aumento dos casos de parada cardíaca" preservaria os sentidos e a correção gramatical. Trata-se de uma questão de gramática aplicada ao texto, especificamente de concordância verbal. O foco não é a interpretação do conteúdo, mas a análise da estrutura sintática e da norma culta. A banca testa se o candidato conhece o comportamento do verbo "haver" quando impessoal.

O texto e o ponto gramatical

O texto-base, em seu 4º parágrafo, afirma:

"houve um aumento de 132% dos casos de paradas cardíacas em brasileiros desde o ano de 2020"

Aqui, o verbo "haver" é empregado no sentido de existir/ocorrer (há um aumento = existe um aumento). Nesse uso, o verbo "haver" é impessoal: não tem sujeito, pois indica a existência de algo de forma genérica. Por isso, deve ser conjugado sempre na 3ª pessoa do singular, independentemente do que vem depois. A forma "houveram" é um erro, pois o verbo não concorda com o objeto ("132% de aumento"), mas permanece fixo no singular.

A regra do verbo haver impessoal

O verbo "haver" é impessoal quando significa existir, ocorrer ou acontecer. Nesses casos, ele não tem sujeito e fica no singular, como em:

  • "Havia muitas pessoas na festa." (não "Haviam")

  • "Houve vários problemas." (não "Houveram")

  • "Haverá novas oportunidades." (não "Haverão")

Essa regra é uma das mais cobradas em concursos, e a banca adora criar distratores com numerais ou expressões de quantidade, como "132%", para tentar induzir o candidato a pluralizar o verbo. A pegadinha está em achar que o verbo concorda com o numeral, mas, como é impessoal, ele não concorda com nada.

A reescrita proposta

A reescrita "houveram 132% de aumento dos casos de parada cardíaca" apresenta dois problemas:

  1. Erro de concordância: "houveram" está no plural, mas o verbo "haver" impessoal deve ficar no singular.

  2. Alteração de sentido: a expressão "132% de aumento" muda o foco: no original, "aumento de 132%" indica que o aumento foi de 132%; na reescrita, "132% de aumento" pode ser interpretado como "132% do aumento", o que é semanticamente diferente.

Portanto, a reescrita não preserva nem a correção gramatical nem os sentidos originais.

Análise da assertiva

1Sentido de existir/ocorrer
Não tem sujeito
Sempre 3ª pessoa do singular
2Exemplos
"Havia muitas pessoas"
"Houve vários problemas"
3Erros comuns
"Houveram" (plural indevido)
"Haviam" (plural indevido)
Verbo "haver" impessoal
LEVELsoulevel.com.br
Verbo "haver" impessoal: Sentido de existir/ocorrer (Não tem sujeito, Sempre 3ª pessoa do singular); Exemplos ("Havia muitas pessoas", "Houve vários problemas"); Erros comuns ("Houveram" (plural indevido), "Haviam" (plural indevido))

Assertiva — ❌ Errada

A assertiva afirma que a reescrita preservaria os sentidos e a correção gramatical. Isso é falso por dois motivos:

  • Correção gramatical: "houveram" é forma incorreta, pois o verbo "haver" impessoal não se flexiona no plural.

  • Sentidos: a reescrita altera a estrutura sintática e pode mudar a interpretação da porcentagem.

Portanto, a assertiva está errada.

Conclusão

A reescrita proposta é incorreta do ponto de vista gramatical e semântico. O verbo "haver" no sentido de existir é impessoal e deve permanecer no singular. A forma "houveram" é um erro clássico que a banca explora, e a alteração na ordem dos termos também compromete o sentido original.

PEGA ESSA DICA!

Ao reescrever frases, verifique se o verbo "haver" está sendo usado como impessoal (existir/ocorrer) e, se sim, mantenha-o no singular. Desconfie de formas como "houveram", "haviam" e "haverão" quando o sentido for de existência.

Gabarito: E (Errado).

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