Primeiramente, vamos olhar o significado da palavra “gestor” no dicionário: “indivíduo responsável pela administração e pelo gerenciamento (planejamento, organização, controle e direção) dos bens ou dos negócios que pertencem a outra pessoa, empresa ou instituição; administrador”. Temos aqui quatro palavras‑chave que resumem bem as funções do gestor de UAN: planejamento, organização, controle e direção.
O gestor é como o maestro de uma orquestra. Ele transmite o ritmo que a cozinha deve funcionar. É responsável por manter o equilíbrio, o fluxo do trabalho.
Assim, o bom gestor de UAN pensa de forma preventiva. Ele não espera que os erros apareçam para, então, implementar ações corretivas. É alguém que tem proatividade e toma decisões de forma prática, pensando, sempre, no bem maior.
O perfil gerencial é de uma pessoa líder, que sabe lidar com o ser humano, tem flexibilidade, compromisso e consegue conduzir uma equipe. E ser um bom gestor não é sobre “mandar ou desmandar”, não é sobre impor a ordem apoiado na hierarquia. É sobre ser aberto ao diálogo e saber criar uma cultura positiva de trabalho.
A alternativa que apresenta um exemplo de advérbio empregado como função conectiva dentro do texto, que se refere a outra expressão já mencionada, é
A“resumem bem as funções do gestor de UAN: planejamento, organização, controle e direção”.
B“Temos aqui quatro palavras‑chave”.
C“É alguém que tem proatividade e toma decisões de forma prática, pensando, sempre”.
D“no bem maior”.
E“O gestor é como o maestro de uma orquestra”.
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GabaritoB — “Temos aqui quatro palavras‑chave”.
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Advérbio com função conectiva: o papel coesivo de “aqui”
Gabarito: letra B. O advérbio “aqui” em “Temos aqui quatro palavras‑chave” exerce função conectiva porque retoma a expressão já mencionada — as quatro palavras‑chave do dicionário: planejamento, organização, controle e direção. A banca pede exatamente isso: um advérbio que se refere a outra expressão já mencionada, e “aqui” faz essa retomada anafórica no texto.
O comando é de gramática aplicada ao texto: não se trata de interpretar o sentido global, mas de identificar a função coesiva de uma classe de palavra. A pista está na expressão “função conectiva” — ou seja, o advérbio não está apenas indicando circunstância (lugar, tempo, modo), mas amarrando o discurso, ligando o que se diz agora ao que já foi dito. É o que a gramática chama de coesão referencial: um termo que substitui ou retoma outro para evitar repetição e dar continuidade ao texto.
No trecho, o autor acabou de citar a definição do dicionário e, em seguida, escreve:
“Temos aqui quatro palavras‑chave que resumem bem as funções do gestor de UAN: planejamento, organização, controle e direção”.
O “aqui” não indica um lugar físico — indica “neste texto, no que acabei de dizer”. Ele aponta para o conteúdo anterior (as palavras do dicionário) e, ao mesmo tempo, introduz a enumeração que vem depois. Essa dupla função — retomar e anunciar — é típica dos advérbios dêiticos com valor coesivo. É por isso que a alternativa B é a única que atende ao enunciado.
A técnica para resolver: sublinhe o advérbio e pergunte “a que ele se refere?”. Se a resposta for “a algo que já foi dito no texto”, ele tem função conectiva. Se for apenas uma circunstância (modo, tempo, lugar físico), não é conectivo. Vamos testar cada alternativa.
Advérbio com função conectiva
1O que é
Retoma expressão já dita
Coesão referencial (anáfora)
2Como identificar
Perguntar: "a que se refere?"
Se retoma o texto → conectivo
Se só indica circunstância → não é
3Exemplos
"aqui" (retoma o que foi dito)
"bem" (modo, sem retomada)
"sempre" (tempo, sem retomada)
"como" (conjunção, não advérbio)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
“resumem bem as funções do gestor de UAN: planejamento, organização, controle e direção”.
O advérbio “bem” modifica o verbo “resumem”, indicando modo (como resumem? bem). Ele não retoma nenhuma expressão anterior — apenas qualifica a ação. Erro: não tem função conectiva; é advérbio de modo comum.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“Temos aqui quatro palavras‑chave”.
O advérbio “aqui” é um advérbio de lugar, mas, no contexto, não indica lugar físico — indica “neste texto, no que foi dito”. Ele retoma a definição do dicionário citada no parágrafo anterior e ancora a enumeração que segue. Essa é a função conectiva pedida: referir-se a outra expressão já mencionada. Correta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“É alguém que tem proatividade e toma decisões de forma prática, pensando, sempre”.
O advérbio “sempre” indica tempo (frequência) — “pensando sempre”. Ele não retoma nenhuma expressão anterior; apenas acrescenta a ideia de habitualidade. Erro: advérbio de tempo, sem função coesiva.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“no bem maior”.
Aqui, “bem” não é advérbio — é substantivo (o bem maior = o interesse coletivo). Não há advérbio nesta alternativa. Erro: classe gramatical trocada; foge ao que o enunciado pede.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“O gestor é como o maestro de uma orquestra”.
A palavra “como” é uma conjunção comparativa (introduz comparação), não um advérbio. Ela liga duas orações, mas não é advérbio com função conectiva. Erro: classe gramatical incorreta — é conjunção, não advérbio.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre advérbio de lugar comum (“aqui” = neste lugar) e sua função coesiva. No texto, “aqui” não indica lugar físico — indica “neste texto, no que foi dito”. Quem não percebe isso marca a alternativa errada.
PEGA ESSA DICA!
Ao ver “advérbio com função conectiva”, pergunte: “esse advérbio retoma algo dito antes?”. Se sim, é coesão referencial. Se for só circunstância (modo, tempo, lugar físico), não é conectivo.
Conclusão: a única alternativa em que o advérbio retoma uma expressão já mencionada é a B, com o “aqui” anafórico. As demais ou usam advérbios sem função coesiva (A, C) ou não têm advérbio (D, E).