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Questão de Português — Questões Variadas de Verbo — FUNDATEC 2024

PortuguêsQuestões Variadas de Verbo
Código
qa592361
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Jari
Ano
2024
Cargo
Arqt ( )

Algumas dúvidas sobre o chip implantado no cérebro

 

Por Aluizio Falcão Filho

 

Talvez a maior notícia científica dos últimos anos foi divulgada ontem (30/01/2024) – o onipresente Elon Musk anunciou que uma de suas empresas, a Neuralink, realizou o implante de um chip em cérebro humano que permite ao usuário utilizar telefones e computadores, por exemplo, apenas pela ação do pensamento (nesta fase, apenas indivíduos sem membros do corpo, como braços e pernas, poderão experimentar a nova tecnologia).

 

É importante ressaltar que outros chips já foram acoplados à mente humana, mas com finalidades diferentes da “Telepathy”, o sugestivo nome criado pela empresa de Musk.

 

Isso, evidentemente, é só o começo. Musk pretende estender o uso do chip para outros equipamentos e, mais à frente, usar essa ferramenta para aumentar a inteligência humana. “Imagine se Stephen Hawking pudesse se comunicar mais rápido que um datilógrafo ou leiloeiro. Esse é o objetivo”, afirmou Musk em rede social (leiloeiros americanos, especialmente os de gado, falam muito rápido quando estão anunciando os produtos às plateias).

 

Aumentar a inteligência dos seres humanos é um objetivo de vários cientistas – e preocupação de alguns teóricos, como o autor israelense Yuval Harari. Ele acredita que os chips vão criar duas castas na sociedade: aqueles que são superdotados pela tecnologia e aqueles que não são. Isso, para ele, terá impactos terríveis na sociedade por conta do desequilíbrio que será causado por essa diferença.

 

Ocorre que o sistema capitalista sempre busca baratear e popularizar um determinado produto tecnológico – especialmente um chip com esse apelo, o de melhorar a inteligência. Dessa forma, se duas castas forem formadas, a tendência é a de que o chip se popularize rapidamente e iguale a sociedade, exatamente o que aconteceu com a disseminação dos telefones celulares.

 

Mas aumentar a inteligência talvez não seja suficiente para que nos tornemos uma espécie mais evoluída. É possível ver pessoas inteligentes e com preconceitos pré-históricos. Um chip melhoraria o discernimento desses indivíduos, a ponto de diminuir a intolerância? Ou simplesmente vai fornecer novos argumentos para fortalecer posições retrógradas?

 

Outro ponto importante é a capacidade de analisar um processo antes de dar início a um trabalho. Como o próprio Musk diz, “possivelmente o erro mais comum de um engenheiro inteligente é otimizar algo que não deveria existir”. Para isso, no entanto, não é preciso inteligência – e sim bom senso.

 

Tenho três dúvidas sobre o funcionamento desse chip:

 

SONHOS – O chip continua funcionando durante o sono? Que comandos ele pode acionar se o usuário estiver, por exemplo, sonhando? A Neuralink informou que o aparelho foi instalado em uma área do cérebro que coordena os movimentos e, assim, não estaria sujeito aos efeitos do inconsciente. Mesmo assim, é bom efetuar testes neste sentido. Prevenir é melhor que remediar.

 

ROMPANTES – Várias vezes temos o impulso de fazer alguma coisa e nos arrependemos segundos depois. Como vai se comportar o chip nessa hora?

 

HACKERS – Nosso cérebro, uma vez abrigando um chip, pode ser acessado por alguém de fora? Ou seja, é possível hackear o cérebro de quem instalou um chip? Obrigar alguém a seguir ordens?

 

Essas e outras perguntas vão surgir com o tempo. Mesmo que a ideia pareça assustadora, precisamos nos acostumar com ela. A alternativa ao chip é uma vida muito mais limitada e sem nenhuma competitividade.

 

(Disponível em: www.exame.com/colunistas/money-report-aluizio-falcao-filho/algumas-duvidas-sobre-o-chip-implantado-no-cerebro/ – texto adaptado).

Texto

   

Quanto à predicação, o verbo empregado na frase “Esse é o objetivo” é:

  1. AIntransitivo.
  2. BTransitivo direto.
  3. CTransitivo indireto.
  4. DTransitivo direto e indireto.
  5. EDe ligação.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — De ligação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Predicação verbal: “Esse é o objetivo” — Gabarito: letra E.

Gabarito: letra E. O verbo “é”, na frase “Esse é o objetivo”, é verbo de ligação, pois liga o sujeito “Esse” ao predicativo “o objetivo”, atribuindo-lhe uma característica/identidade, sem indicar ação. A passagem do texto que ancora a análise é a fala de Musk: “Imagine se Stephen Hawking pudesse se comunicar mais rápido que um datilógrafo ou leiloeiro. Esse é o objetivo”. Aqui, “é” não exige complemento verbal (objeto), mas sim um predicativo do sujeito — exatamente o que caracteriza a predicação dos verbos relacionais.

O comando: classificar a predicação do verbo

A questão pede que você classifique o verbo quanto à predicação — ou seja, quanto à relação que ele estabelece com os termos da oração. Isso não é interpretação de texto; é gramática aplicada ao texto. O comando é direto: identificar se o verbo é intransitivo, transitivo (direto, indireto, direto e indireto) ou de ligação. Para isso, você precisa analisar a estrutura sintática da oração em que o verbo aparece, não o sentido global do parágrafo.

O texto: onde está a frase e o que ela faz

No 3º parágrafo, Musk afirma: “Imagine se Stephen Hawking pudesse se comunicar mais rápido que um datilógrafo ou leiloeiro. Esse é o objetivo”. A frase “Esse é o objetivo” é uma oração curta: sujeito = “Esse” (pronome demonstrativo que retoma a ideia anterior), verbo = “é”, predicativo do sujeito = “o objetivo”. O verbo “ser”, aqui, não expressa ação; ele liga o sujeito a uma característica/identidade. Não há objeto direto nem indireto — não há complemento verbal. O núcleo do predicado é o nome “objetivo”, não o verbo.

A técnica: como reconhecer verbo de ligação

Verbo de ligação (ou copulativo) é aquele que não indica ação, mas sim estado, qualidade ou condição do sujeito. Ele serve de ponte entre o sujeito e o predicativo do sujeito. Os mais comuns: ser, estar, ficar, permanecer, continuar, parecer, tornar-se. No exemplo “João é alegre”, “é” liga “João” a “alegre”. Na frase do texto, “é” liga “Esse” a “o objetivo”.

A pegadinha clássica é confundir verbo de ligação com verbo transitivo quando há um termo preposicionado. Mas aqui não há preposição nem objeto: “o objetivo” é predicativo, não objeto. Se fosse “Esse tem o objetivo”, aí sim “tem” seria transitivo direto (objeto = “o objetivo”). O verbo “ser” nunca é transitivo; ele é sempre de ligação (ou, em raros usos, intransitivo com sentido existencial, como em “Deus é” = existe — o que não é o caso).

PEGA ESSA DICA!

Para testar se um verbo é de ligação, substitua-o por “ser/estar” e veja se a frase mantém o sentido de estado/identidade. “Esse é o objetivo” → “Esse está o objetivo”? Não funciona, mas “Esse é o objetivo” já é a forma de ligação. Outro teste: se o termo após o verbo pode ser substituído por um adjetivo sem preposição, é predicativo, não objeto.

Análise das alternativas

Verbo de ligação
  • 1Liga sujeito ao predicativo
  • 2Não indica ação
  • 3Verbos típicos
    • Ser
    • Estar
    • Ficar
    • Parecer
    • Permanecer
    • Continuar
    • Tornar-se
  • 4Teste
    • Termo após o verbo = atributo do sujeito
    • Substituível por adjetivo sem preposição
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Intransitivo é o verbo que tem sentido completo, sem precisar de complemento. Ex.: “O avião passou”. Na frase “Esse é o objetivo”, o verbo “é” não tem sentido completo sozinho — ele precisa do predicativo “o objetivo” para fazer sentido. Além disso, verbo intransitivo indica ação; “é” indica estado/identidade. Erro: contradiz a estrutura da oração — o verbo exige um termo que complete seu sentido (o predicativo), o que não é característica de intransitivo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Transitivo direto exige objeto direto (sem preposição). Ex.: “Ela comprou um livro”. Na frase do texto, “o objetivo” não é objeto direto — é predicativo do sujeito. O verbo “ser” não seleciona objeto; ele atribui qualidade. Se você perguntar “É o quê?”, a resposta “o objetivo” é predicativo, não objeto. Erro: troca de conceito — confunde predicativo com objeto direto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Transitivo indireto exige objeto indireto (com preposição). Ex.: “Ela gosta de música”. Na frase, não há preposição alguma: “Esse é o objetivo” — “o objetivo” vem sem preposição. Além disso, o verbo “ser” não rege preposição. Erro: contradiz a estrutura — não há objeto indireto na oração.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Transitivo direto e indireto exige dois complementos: um sem preposição (OD) e outro com preposição (OI). Ex.: “Informei a notícia aos alunos”. Na frase do texto, há apenas um termo após o verbo (“o objetivo”), sem preposição, e ele é predicativo, não objeto. Erro: contradiz a estrutura — não há dois complementos verbais.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Verbo de ligação liga o sujeito ao predicativo do sujeito, sem indicar ação. Na frase “Esse é o objetivo”, o sujeito é “Esse”, o verbo é “é” e o predicativo é “o objetivo”. O verbo “ser” é o protótipo dos verbos de ligação. A passagem do texto confirma: “Esse é o objetivo” — Musk identifica o que ele quer alcançar (o objetivo), usando “é” como elo entre a ideia e sua definição. Correta: a única que descreve com precisão a predicação do verbo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre predicativo do sujeito e objeto direto. Como “o objetivo” vem depois do verbo sem preposição, o candidato apressado pode pensar que é objeto direto (letra B). Mas o verbo “ser” não é transitivo — ele é relacional, e o termo que o segue é um atributo do sujeito, não um complemento verbal.

Conclusão

A regra de ouro: verbo de ligação não pede objeto; pede predicativo. Sempre que o verbo for “ser, estar, ficar, parecer, permanecer, continuar, tornar-se” e o termo seguinte atribuir qualidade/estado/identidade ao sujeito, a predicação é de ligação. Teste cada alternativa perguntando: “o verbo indica ação (transitivo/intransitivo) ou estado/identidade (de ligação)?” — e confira se há objeto (complemento verbal) ou predicativo (atributo). Aqui, “é” liga “Esse” a “o objetivo”: Gabarito: letra E.

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