Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — NUCEPE UESPI 2024
- Código
- qa592661
- Banca
- NUCEPE UESPI
- Órgão
- SEJUS PI
- Ano
- 2024
- Cargo
- Pol Pen ( )
Era no tempo do rei
Uma das quatro esquinas que formam as ruas do Ouvidor e da Quitanda, cortando-se mutuamente, chamava-se nesse tempo – O canto dos meirinhos –; e bem lhe assentava o nome, porque era aí o lugar de encontro favorito de todos os indivíduos dessa classe (que gozava então de não pequena consideração). Os meirinhos de hoje não são mais do que a sombra caricata dos meirinhos do tempo do rei; esses eram gente temível e temida, respeitável e respeitada; formavam um dos extremos da formidável cadeia judiciária que envolvia todo o Rio de Janeiro no tempo em que a demanda era entre nós um elemento de vida: o extremo oposto eram os desembargadores. Ora, os extremos se tocam, e estes, tocando-se, fechavam o círculo dentro do qual se passavam os terríveis combates das citações, provarás, razões principais e finais, e todos esses trejeitos judiciais que se chamava o processo.
(ALMEIDA, Manuel A. de. Memórias de um sargento de milícias. 25ª ed. São Paulo: Ática, 1996).
Texto
Nesse trecho do romance, a descrição centraliza-se no seguinte aspecto:
- Aa história da profissão dos meirinhos em suas sucessivas fases.
- Bo modo como os meirinhos desenvolviam suas atividades.
- Co processo de degeneração da profissão dos meirinhos.
- Das normas de conduta ética valorizadas pelos meirinhos.
- Ea situação dos meirinhos na sociedade.