Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Quadrix 2024
Português›Interpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa593733
Banca
Quadrix
Órgão
CRESS 6 (MG)
Ano
2024
Cargo
Asst Adm (CRESS 6)
Texto para à questão. “A humanidade está errada em temer o envelhecimento”, disse Maurice Chevalier (1888‑1971), ator, cantor e humorista das décadas de 1920 e 1930 e figura emblemática da cultura francesa do século XX. Na ocasião, ele falava sobre a estigmatização em relação à passagem do tempo — agora, seu entendimento também tem respaldo científico. Pesquisas indicam que a satisfação com a vida tende a começar alta, mas diminui até atingir um de seus níveis mais baixos na meia‑idade. No entanto, com a chegada da velhice, sensações prazerosas como a alegria e o contentamento voltam a subir. É o que concluiu uma pesquisa da Universidade de Warwick, no Reino Unido: apesar do declínio físico — na maioria dos casos —, as pessoas sentem‑se mais felizes à medida que envelhecem. “Inferimos que isso pode ser devido ao fato de que os idosos têm melhores habilidades para lidar com as dificuldades ou circunstâncias negativas da vida em comparação com pessoas mais jovens”, diz a pesquisa, que não é a única. Em 2010, a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos realizou um estudo com 341 mil pessoas. Ao analisar as respostas dos participantes, os acadêmicos concordaram que o aproveitamento da vida diminui a partir dos trinta anos, atinge seu pior estado aos 45 e, só a partir desta idade, começa a subir novamente, atingindo o ponto mais alto aos 85 anos. Para o médico Daniel López Rossetti, é importante distinguir felicidade de alegria: “A felicidade não é uma emoção, é um estado de espírito”. Internet: <www.oglobo.globo.com> (com adaptações). De acordo com os estudos mencionados no texto,
Aas pessoas de meia‑idade são infelizes.
Bfelicidade e alegria são termos sinônimos.
Ca saúde física das pessoas sempre piora com o passar dos anos.
Dpessoas idosas tendem a sentir mais satisfação com a vida que as demais pessoas adultas.
Enão é possível avaliar o nível de contentamento das crianças.
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GabaritoD — pessoas idosas tendem a sentir mais satisfação com a vida que as demais pessoas adultas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Compreensão de texto: a felicidade na velhice
Gabarito: letra D. A alternativa correta é a que afirma que "pessoas idosas tendem a sentir mais satisfação com a vida que as demais pessoas adultas", pois o texto, ao citar as pesquisas, conclui que "as pessoas sentem-se mais felizes à medida que envelhecem" e que o aproveitamento da vida "atinge seu pior estado aos 45 e, só a partir desta idade, começa a subir novamente, atingindo o ponto mais alto aos 85 anos". As demais alternativas ou extrapolam o que foi dito, ou contradizem o texto, ou inserem opiniões que não estão nele.
O comando da questão é claro: pede-se o que está "de acordo com os estudos mencionados no texto". Isso significa que a resposta deve ser uma paráfrase fiel de uma informação explícita no texto, sem deduções, sem opiniões pessoais e sem acrescentar dados de fora. É uma questão de compreensão (localizar e reconhecer a informação), não de interpretação (inferir algo não dito). Portanto, o método é: para cada alternativa, pergunte "onde o texto diz exatamente isso?" e desconfie de qualquer palavra que generalize, restrinja ou inverta o sentido original.
O texto apresenta uma tese central: a humanidade erra ao temer o envelhecimento, pois as pesquisas mostram que a satisfação com a vida aumenta na velhice. O movimento argumentativo é: (1) citação de Maurice Chevalier sobre o medo do envelhecimento; (2) apresentação da pesquisa da Universidade de Warwick, que conclui que "as pessoas sentem-se mais felizes à medida que envelhecem"; (3) confirmação com o estudo da Academia Nacional de Ciências dos EUA, que detalha a curva da felicidade: cai até os 45, sobe a partir daí e atinge o ápice aos 85. A resposta correta está ancorada nesses dois últimos parágrafos.
A armadilha central desta questão é a extrapolação. A banca cria alternativas que parecem plausíveis, mas que vão além do que o texto afirma, ou que usam palavras absolutas ("sempre", "infelizes") que o texto não sustenta. A alternativa correta, por outro lado, usa uma linguagem cuidadosa ("tendem a sentir") que espelha a conclusão das pesquisas, sem generalizar para todos os casos.
PEGA ESSA DICA!
Grife o comando antes de ler as alternativas. "De acordo com o texto" = a resposta está escrita, é só localizar. Desconfie de palavras como "sempre", "nunca", "todos", "infelizes" — elas quase sempre indicam uma generalização indevida.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que "as pessoas de meia-idade são infelizes". O texto diz que a satisfação com a vida "atinge um de seus níveis mais baixos na meia-idade" e que o aproveitamento da vida "atinge seu pior estado aos 45". A palavra "infelizes" é uma extrapolação: o texto fala em níveis baixos de satisfação, não em infelicidade absoluta. Além disso, a alternativa generaliza para todas as pessoas de meia-idade, enquanto o texto fala de uma tendência observada em pesquisas. É uma generalização indevida.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que "felicidade e alegria são termos sinônimos". O texto, ao contrário, faz uma distinção explícita: "Para o médico Daniel López Rossetti, é importante distinguir felicidade de alegria: 'A felicidade não é uma emoção, é um estado de espírito'". A alternativa contradiz o texto, que não trata os termos como sinônimos, mas como conceitos distintos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que "a saúde física das pessoas sempre piora com o passar dos anos". O texto menciona o "declínio físico — na maioria dos casos —", ou seja, o próprio texto ressalva que não é uma regra universal. A alternativa usa o advérbio "sempre", que é um quantificador absoluto que o texto não autoriza. Além disso, o texto fala em declínio físico, não em saúde física de forma geral. É uma generalização indevida que restringe e distorce o alcance da afirmação original.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma que "pessoas idosas tendem a sentir mais satisfação com a vida que as demais pessoas adultas". Isso é uma paráfrase fiel das conclusões das pesquisas citadas. O texto diz:
"apesar do declínio físico — na maioria dos casos —, as pessoas sentem-se mais felizes à medida que envelhecem"
E ainda:
"o aproveitamento da vida diminui a partir dos trinta anos, atinge seu pior estado aos 45 e, só a partir desta idade, começa a subir novamente, atingindo o ponto mais alto aos 85 anos"
A alternativa usa "tendem a sentir", que é uma forma de expressar a tendência observada, sem generalizar para todos os idosos. Isso está perfeitamente alinhado com o texto, que fala em "pesquisas indicam" e "na maioria dos casos". A alternativa não extrapola, não restringe e não contradiz o texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que "não é possível avaliar o nível de contentamento das crianças". O texto não faz nenhuma afirmação sobre a avaliação do contentamento das crianças. Essa informação está fora do escopo do texto, que trata da satisfação com a vida em adultos e idosos. É uma fuga ao tema — a alternativa fala de um assunto que o texto não aborda.
Conclusão: a questão cobra compreensão, ou seja, localizar a informação explícita. A alternativa D é a única que parafraseia fielmente a conclusão das pesquisas citadas, sem acrescentar, restringir ou contradizer o que o texto diz. As demais ou extrapolam (A, C), contradizem (B) ou fogem ao tema (E).