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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — INSTITUTO AOCP 2024

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa593917
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
CBM PE
Ano
2024
Cargo
Of ( )

Pesquisa mostra que 95% das crianças e

adolescentes acessam internet

 

O número de crianças e adolescentes com acesso à internet se manteve com certa estabilidade, com um pequeno crescimento em 2023, apontou a pesquisa TIC Kids Online Brasil, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que foi divulgada hoje (25/10/2023).

 

Segundo esse estudo, 95% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos de todo o país acessam a internet, o que corresponde a mais de 25,1 milhões de pessoas nessa faixa etária. No entanto, a pesquisa também demonstrou que ainda há uma parte desse público que jamais teve acesso à internet. Embora o número tenha caído em relação a 2022, corresponde atualmente a mais de 580 mil pessoas. Em 2022, a população com acesso à internet correspondia a 92% ou aproximadamente 24,4 milhões nessa faixa etária. Já os que nunca tiveram acesso à internet correspondiam a 940 mil pessoas.

 

Entre os que disseram nunca ter acessado a internet na pesquisa atual, mais de 475 mil correspondem a crianças e adolescentes que compõem as classes D e E, o que demonstra que há desigualdades no acesso. As crianças e adolescentes das classes D e E também são a maioria entre os que já acessaram a internet, mas não o fizeram recentemente: 545 mil dessas crianças e adolescentes das classes mais baixas disseram não ter acessado a internet nos últimos três meses, um total de 867 mil.

 

O estudo, conduzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), apontou ainda que, em 24% do total de casos, o primeiro acesso à internet aconteceu antes dos seis anos de idade. Em 2015, esse primeiro acesso à internet acontecia mais tarde: apenas 11% das crianças tinham até seis anos de idade quando acessaram a internet pela primeira vez. Em 2015, o primeiro acesso à internet acontecia geralmente aos 10 anos (16%).

 

Adaptado de: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-10/

pesquisa-mostra-que-95-das-criancas-e-adolescentes-acessam-internet. Acesso em: 19 nov. 2023.

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que

  1. Atodas as crianças e adolescentes que nunca acessaram a internet, segundo a pesquisa atual, fazem parte das classes D e E.
  2. Bas crianças que têm entre seis e dez anos, de acordo com a pesquisa atual, são as que mais acessam a internet.
  3. Ca parcela menor das crianças que nunca acessaram a internet, segundo a pesquisa atual, é a das classes mais altas.
  4. Das crianças e adolescentes das classes mais baixas são os que mais frequentemente acessam a internet, conforme constataram as pesquisas de 2022 e de 2023
  5. Esegundo a pesquisa atual, não houve mudança no número de crianças e adolescentes com acesso à internet no Brasil.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — a parcela menor das crianças que nunca acessaram a internet, segundo a pesquisa atual, é a das classes mais altas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação de Texto: a parcela menor entre os que nunca acessaram a internet

Gabarito: letra C. A alternativa C é a única inteiramente sustentada pelo texto: a pesquisa atual mostra que, entre os que nunca acessaram a internet, a maioria é das classes D e E (mais de 475 mil), o que permite concluir que a parcela menor é a das classes mais altas. Como se lê no 3º parágrafo: "mais de 475 mil correspondem a crianças e adolescentes que compõem as classes D e E". As demais alternativas ou extrapolam, ou contradizem, ou restringem indevidamente o que o texto afirma.

O comando pede uma compreensão do texto — "é correto afirmar que" —, ou seja, a resposta deve ser uma paráfrase fiel de uma informação explícita, sem deduções que ultrapassem o que está escrito. Não se trata de inferir um subtexto, mas de localizar a passagem que autoriza a afirmação. A técnica central é: para cada alternativa, pergunte "onde o texto diz exatamente isto?" — se a resposta exigir acrescentar algo de fora, a alternativa está errada.

O texto apresenta dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil sobre acesso à internet por crianças e adolescentes. O movimento argumentativo relevante para esta questão está no 3º parágrafo, que trata da desigualdade de acesso: entre os que nunca acessaram, a maioria é das classes D e E; entre os que acessaram, mas não recentemente, a maioria também é das classes mais baixas. A alternativa C explora exatamente essa relação de maioria/minoria dentro do grupo dos que nunca acessaram.

A armadilha central desta questão é a extrapolação com generalização indevida: a banca oferece alternativas que parecem plausíveis, mas que ou afirmam "todas" quando o texto diz "mais de 475 mil" (A), ou invertem a relação de frequência (D), ou negam mudança que o texto registra (E). A alternativa C, ao contrário, faz uma inferência imediata e obrigatória a partir do dado explícito: se a maioria dos que nunca acessaram é das classes D e E, a minoria é das classes mais altas. Essa é uma conclusão que o texto obriga, não uma suposição.

O gancho para separar as alternativas é testar cada uma com a pergunta: "o texto autoriza isto, ou exige acrescentar algo de fora?". A correta é a única que se apoia diretamente em um dado do texto; as erradas ou generalizam, ou contradizem, ou tangenciam o que foi dito.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que todas as crianças e adolescentes que nunca acessaram a internet fazem parte das classes D e E. O texto, porém, diz apenas que "mais de 475 mil correspondem a crianças e adolescentes que compõem as classes D e E" — ou seja, a maioria, não a totalidade. O erro é de generalização indevida: o quantificador "todas" restringe indevidamente o alcance do dado, que é parcial. O texto não afirma que não há crianças de outras classes nesse grupo; apenas destaca a predominância das classes D e E.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que as crianças entre seis e dez anos são as que mais acessam a internet. O texto não traz nenhum dado sobre faixas etárias específicas de acesso atual; ele menciona apenas a idade do primeiro acesso ("em 24% do total de casos, o primeiro acesso à internet aconteceu antes dos seis anos de idade"). A alternativa extrapola: inventa uma informação sobre frequência de acesso por faixa etária que não existe no texto. Não há base para afirmar que crianças de seis a dez anos são as que mais acessam.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que a parcela menor das crianças que nunca acessaram a internet é a das classes mais altas. O texto sustenta isso diretamente:

"mais de 475 mil correspondem a crianças e adolescentes que compõem as classes D e E"

Se a maioria dos que nunca acessaram (mais de 475 mil de um total de mais de 580 mil) é das classes D e E, a parcela restante — das classes mais altas — é necessariamente a menor. Essa é uma inferência imediata e obrigatória a partir do dado explícito: o texto não diz o número exato das classes altas, mas a relação de maioria/minoria está implícita na estrutura do dado. A alternativa é uma paráfrase correta da informação, sem acrescentar nada de fora.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que as crianças e adolescentes das classes mais baixas são os que mais frequentemente acessam a internet. O texto, na verdade, diz o oposto em relação à frequência recente: "545 mil dessas crianças e adolescentes das classes mais baixas disseram não ter acessado a internet nos últimos três meses". Ou seja, as classes mais baixas são a maioria entre os que não acessaram recentemente — o que indica menor frequência, não maior. A alternativa contradiz o texto: inverte a relação entre classe social e frequência de acesso.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que não houve mudança no número de crianças e adolescentes com acesso à internet. O texto, porém, registra mudança: "o número de crianças e adolescentes com acesso à internet se manteve com certa estabilidade, com um pequeno crescimento em 2023". Além disso, os dados mostram evolução: de 92% em 2022 para 95% em 2023. A alternativa contradiz o texto ao negar o crescimento que está explicitamente afirmado. O erro está na palavra "não houve mudança", que anula a informação do crescimento.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão, desconfie de alternativas com quantificadores absolutos ("todas", "nenhum", "sempre") — elas quase sempre generalizam ou restringem indevidamente o que o texto diz. Confronte o alcance real do dado com o alcance da alternativa.

Gabarito: letra C — a única que se apoia diretamente no dado de que a maioria dos que nunca acessaram é das classes D e E, tornando as classes mais altas a parcela menor.

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