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Questão de Português — Questões Variadas de Classe de Palavras — Avança SP 2024

PortuguêsQuestões Variadas de Classe de Palavras
Código
qa594258
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Lorena
Ano
2024
Cargo
GCM ( )

O maior primata que já viveu foi extinto por causa das mudanças climáticas

 

Com 3 metros de altura, o Gigantopithecus blacki, que mantinha uma

dieta vegetariana, viu seu habitat se tornar escasso em alimentos

 

Publicada na revista Nature no último dia 10, uma pesquisa sugere que o maior primata que já existiu tenha sido extinto entre 295 mil e 215 mil anos atrás devido a mudanças climáticas.

 

Parecidos com os orangotangos atuais, os Gigantopithecus blacki viveram por cerca de 2 milhões de anos na região de Guangxi, no sul da China, até serem extintos no final do Pleistoceno médio.

 

Com 3 metros de altura e podendo pesar até 300 quilos, a espécie se alimentava de frutos e flores nas florestas tropicais, até que o ambiente em que viviam começou a mudar. “É um animal enorme – muito, muito grande”, disse Renaud Joannes-Boyau, pesquisador da Southern Cross University da Austrália, em comunicado.

 

“Quando a comida começa a ficar escassa, ele fica tão grande que não consegue subir em árvores para explorar novas fontes de alimento.”

 

Não há nenhum esqueleto completo dessa espécie em seu arquivo fóssil, mas os pesquisadores analisaram fósseis de dentes, ossos da mandíbula inferior e amostras de pólen e sedimentos de cavernas em Guangxi para entender como as florestas passaram a produzir menos frutas por volta de 600 mil anos atrás, quando ocorreram mais períodos de secas.

 

Há 2,3 milhões de anos, o ambiente que esses primatas habitavam era um “mosaico de florestas e gramíneas”. Segundo a pesquisa, durante a janela de extinção do G. blacki, o aumento da sazonalidade levou ao aumento da variabilidade ambiental, o que causou uma mudança da comunidade vegetal e o crescimento de ambientes de floresta aberta. Cascas de árvores, juncos, flores e outros alimentos não nutritivos tornaram-se os alimentos dessa espécie que, diferente de outros primatas menores, não conseguia escalar árvores em busca de comida.

 

“Embora seu parente próximo, o Pongo weidenreichi, tenha conseguido adaptar suas preferências alimentares e seu comportamento a essa variabilidade, o G. blacki apresentou sinais de estresse crônico e populações em declínio”, escrevem os cientistas.

 

Registros fósseis mostram que, entre cerca de 2 milhões e 22 milhões de anos atrás, dezenas de espécies de grandes primatas habitavam a África, a Europa e a Ásia. Atualmente, restam apenas gorilas, chimpanzés, bonobos, orangotangos e humanos.

 

Revista Galileu. Adaptado. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/meio-ambiente/

noticia/2024/01/o-maior-primata-que-ja-viveu-foi-extinto-por-causa-das-mudancas-climaticas.ghtml

Não há nenhum esqueleto completo dessa espécie em seu arquivo fóssil, mas os pesquisadores analisaram fósseis de dentes, ossos da mandíbula inferior e amostras de pólen e sedimentos de cavernas em Guangxi para entender como as florestas passaram a produzir menos frutas por volta de 600 mil anos atrás, quando ocorreram mais períodos de secas.   Em relação às classes gramaticais, as palavras “nenhum”, “menos”, “mais” e “secas”, no contexto dado, classificam-se, respectivamente, como:
  1. Apronome demonstrativo, advérbio, advérbio e substantivo.
  2. Bpronome indefinido, adjetivo, advérbio e adjetivo.
  3. Cpronome indefinido, advérbio, preposição e substantivo.
  4. Dpronome demonstrativo, adjetivo, advérbio e adjetivo.
  5. Epronome indefinido, advérbio, advérbio e substantivo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — pronome indefinido, advérbio, advérbio e substantivo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classes Gramaticais de "nenhum", "menos", "mais" e "secas"

Gabarito: letra E. No contexto dado, "nenhum" é pronome indefinido, "menos" é advérbio (de intensidade), "mais" é advérbio (de intensidade) e "secas" é substantivo. A classificação correta é: pronome indefinido, advérbio, advérbio e substantivo.

O comando pede a classificação morfológica (classe gramatical) das palavras destacadas no trecho. Isso é diferente de interpretar o sentido ou a função sintática: aqui, o foco é identificar a classe a que cada vocábulo pertence, considerando o uso no texto.

No trecho, temos: "Não há nenhum esqueleto completo... para entender como as florestas passaram a produzir menos frutas... quando ocorreram mais períodos de secas."

  • "nenhum" antecede o substantivo "esqueleto" e o indetermina, funcionando como pronome indefinido adjetivo.

  • "menos" modifica o verbo "produzir", indicando intensidade/quantidade menor, portanto é advérbio de intensidade.

  • "mais" modifica o substantivo "períodos", indicando quantidade maior, mas, por ser invariável e modificar um termo, classifica-se como advérbio de intensidade.

  • "secas" nomeia o fenômeno (períodos de seca), funcionando como substantivo.

A banca explora a polissemia e a mudança de classe conforme o contexto. A palavra "menos" e "mais" são clássicas pegadinhas: podem ser advérbios, adjetivos ou pronomes indefinidos dependendo do que modificam. Aqui, "menos" modifica verbo (advérbio) e "mais" modifica substantivo, mas, por ser invariável, é advérbio. "Secas" é substantivo porque nomeia o fenômeno, não qualifica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece "adjetivo" para "menos" e "mais" (letras B e D) e "pronome demonstrativo" para "nenhum" (letras A e D). A armadilha é confundir a função de modificar um substantivo com a classe de adjetivo, e achar que "nenhum" é demonstrativo por indicar algo específico.

1Pronome indefinido
2Indetermina "esqueleto"
3"menos"
Advérbio de intensidade
Modifica o verbo "produzir"
4"mais"
Advérbio de intensidade
Modifica "períodos" (invariável)
5"secas"
Substantivo
Nomeia o fenômeno
"nenhum"
LEVELsoulevel.com.br
"nenhum": Pronome indefinido; Indetermina "esqueleto"; "menos" (Advérbio de intensidade, Modifica o verbo "produzir"); "mais" (Advérbio de intensidade, Modifica "períodos" (invariável)); "secas" (Substantivo, Nomeia o fenômeno)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erra ao classificar "nenhum" como pronome demonstrativo. Demonstrativos são "este, esse, aquele". "Nenhum" é pronome indefinido, pois indetermina o substantivo "esqueleto". Também erra ao classificar "secas" como substantivo? Não, acerta em "secas", mas o erro em "nenhum" já invalida.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erra ao classificar "menos" como adjetivo. No trecho, "menos" modifica o verbo "produzir" ("produzir menos frutas"), indicando intensidade, logo é advérbio. Também erra ao classificar "secas" como adjetivo; "secas" nomeia o fenômeno, é substantivo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erra ao classificar "mais" como preposição. Preposições ligam termos ("de", "para", "com"). "Mais" aqui indica quantidade, modificando "períodos", e é advérbio de intensidade. Acerta em "nenhum" e "menos", mas erra em "mais".

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erra ao classificar "nenhum" como pronome demonstrativo e "menos" como adjetivo. Repete os erros das alternativas A e B. "Secas" como adjetivo também está errado.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Classifica corretamente: "nenhum" é pronome indefinido (indetermina "esqueleto"); "menos" é advérbio (modifica o verbo "produzir"); "mais" é advérbio (modifica "períodos", invariável); "secas" é substantivo (nomeia o fenômeno). A sequência exata é: pronome indefinido, advérbio, advérbio e substantivo.

PEGA ESSA DICA!

Para classificar "menos" e "mais", pergunte: o que a palavra modifica? Se modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio → advérbio. Se modifica substantivo e varia em gênero/número → adjetivo ou pronome. Se é invariável e modifica substantivo → advérbio (como "mais" aqui).

Gabarito: letra E — a única que classifica todas as palavras corretamente no contexto.

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