Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Adjetivo — Avança SP 2024

PortuguêsAdjetivo
Código
qa594463
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Lorena
Ano
2024
Cargo
Moto ( )

Megaestrutura cósmica com formato de anel desafia teorias sobre o universo

 

Estrutura localizada a 9,2 bilhões de anos-luz da Terra, perto da constelação de Boötes,

ultrapassa o limite de tamanho considerado teoricamente viável no cosmos

 

Astrônomos descobriram uma megaestrutura cósmica em formato de anel que desafia as teorias existentes sobre o universo. O chamado "Grande Anel no Céu" ("Big Ring on the Sky") aparece como um enorme crescente de galáxias quase simétrico e tem dimensões inimagináveis: seu diâmetro é de cerca de 1,3 bilhão de anos-luz e sua circunferência mede aproximadamente 4 bilhões de anos-luz. A descoberta foi apresentada em 10 de janeiro por Alexia Lopez, doutoranda da Universidade de Lancashire Central (UCLan), no Reino Unido, na 243ª reunião da Sociedade Astronômica Americana (AAS).

 

Em 2021, Lopez já havia detectado outra megaestrutura: o “Arco Gigante no Cèu” (Giant Arc on the Sky). Com 3,3 bilhões de anos-luz de largura, este achado está na mesma vizinhança cosmológica do Grande Anel no Céu, que fica a 9,2 bilhões de anos-luz da Terra. Ambas as megaestruturas são vistas à mesma distância, no mesmo tempo cósmico, e estão separadas em apenas 12 graus no nosso céu.

 

Desafio à cosmologia

 

Nenhuma das duas estruturas ultragrandes “è fácil de se explicar em nossa compreensão atual do universo”, segundo Lopez conta em comunicado. A cientista supôs que o Grande Anel possa estar relacionado às Oscilações Acústicas de Bárions (BAOs, na sigla em inglês).

 

Segundo ela, esses padrões “surgem de oscilações no início do universo e hoje deveriam aparecer, pelo menos estatisticamente, como cascas esfèricas na disposição das galáxias”. No entanto, sua análise do Grande Anel revelou que a estrutura não condiz com essa explicação; isso porque ela é muito grande e não é esférica.

 

Embora lembre um anel quase perfeito, Lopez descobriu que o Grande Anel no Céu tem mais a forma de uma bobina, como um parafuso, alinhada de frente para a Terra.

 

Tanto o “anel” quanto o Arco Gigante no Cèu desafiam o Princípio Cosmológico devido aos seus tamanhos. Este princípio assume que o universo que podemos enxergar é uma "amostra justa" do que esperamos que o restante dos cosmos seja, segundo explica a pesquisadora.

 

“Esperamos que a matèria seja distribuída uniformemente em todo o espaço quando vemos o universo em grande escala, então não deveria haver irregularidades perceptíveis acima de um certo tamanho”, conta Lopez. O limite teórico atual de tamanho estimado por cientistas é de 1,2 bilhão de anos-luz. Mas o Arco Gigante é quase três vezes maior que isso e a circunferência do Grande Anel é comparável ao comprimento do arco. Como as duas estruturas ultragrandes estão muito próximas uma da outra, é possível que elas formem juntas um sistema cosmológico ainda mais extraordinário, conforme a pesquisadora.

 

Revista Galileu. Adaptado. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/espaco/noticia/2024/01/

megaestrutura-cosmica-comformato- de-anel-desafia-teorias-sobre-ouniverso.ghtml

Tanto o ‘anel’ quanto o Arco Gigante no Cèu desafiam o Princípio Cosmológico devido aos seus tamanhos. Este princípio assume que o universo que podemos enxergar è uma ‘amostra justa’ do que esperamos que o restante dos cosmos seja, segundo explica a pesquisadora.   Em relação à gradação que exprimem na qualidade designada, os adjetivos “gigante”, “cosmológico” e “justa” correspondem ao tipo:
  1. Apositivo.
  2. Bcomparativo.
  3. Csuperlativo relativo.
  4. Dsuperlativo absoluto sintético.
  5. Esuperlativo absoluto analítico.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — positivo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Grau dos Adjetivos: "Gigante", "Cosmológico" e "Justa" no Grau Positivo

Gabarito: letra A. Os adjetivos "gigante", "cosmológico" e "justa", no trecho, estão no grau positivo, pois apenas nomeiam a qualidade do substantivo, sem estabelecer comparação ou intensificação. A pista decisiva é que nenhum deles vem acompanhado de estrutura comparativa ("mais... que", "tão... quanto") nem de superlativo ("o mais...", "-íssimo", "muito"). Como se lê no trecho: "Tanto o 'anel' quanto o Arco Gigante no Céu desafiam o Princípio Cosmológico devido aos seus tamanhos. Este princípio assume que o universo que podemos enxergar é uma 'amostra justa'..." — as três palavras qualificam diretamente seus substantivos, sem gradação.

O Comando: Classificação Morfológica do Grau

A questão pede que você identifique o grau do adjetivo — ou seja, a intensidade com que a qualidade é expressa. Há três graus: positivo (qualidade simples), comparativo (qualidade comparada entre dois seres) e superlativo (qualidade intensificada ao máximo). O comando "correspondem ao tipo" exige que você classifique cada um dos três adjetivos, e a resposta correta é aquela que vale para todos.

O Texto: Adjetivos sem Gradação

No trecho, "gigante" qualifica "Arco" (uma estrutura grande), "cosmológico" qualifica "Princípio" (relativo ao cosmos) e "justa" qualifica "amostra" (representativa). Nenhum deles expressa comparação ("maior que", "tão grande quanto") nem intensificação ("gigantíssimo", "o mais gigante", "muito gigante"). Eles apenas atribuem uma qualidade ao substantivo, sem dimensioná-la. É exatamente isso que caracteriza o grau positivo.

A Técnica: Como Identificar o Grau do Adjetivo

A regra é simples: pergunte se há comparação ou intensificação. Se não houver, o grau é positivo. Veja o esquema:

Grau

Estrutura

Exemplo

Positivo

Adjetivo simples

"Arco gigante"

Comparativo

mais/menos/tão + adjetivo + que/quanto

"Arco mais gigante que o anel"

Superlativo relativo

o/a + mais/menos + adjetivo + de

"o mais gigante do universo"

Superlativo absoluto sintético

adjetivo + sufixo -íssimo

"gigantíssimo"

Superlativo absoluto analítico

advérbio de intensidade + adjetivo

"muito gigante"

No trecho, "gigante" não é "mais gigante que" nada, nem "o mais gigante de" um grupo, nem "gigantíssimo", nem "muito gigante". Ele é apenas "gigante". O mesmo vale para "cosmológico" e "justa". A banca testa se você sabe que o grau positivo é a forma básica do adjetivo, sem qualquer recurso de gradação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o sentido da palavra e o grau gramatical. "Gigante" significa algo grande, mas isso não o coloca no superlativo — o grau é uma estrutura morfológica/sintática, não o significado. A palavra "gigante" no grau positivo já carrega a ideia de grandeza, mas não a intensifica gramaticalmente.

Grau do adjetivo
  • 1Positivo
    • qualidade simples
    • sem comparação
    • sem intensificação
  • 2Comparativo
    • mais/menos/tão + que/quanto
  • 3Superlativo
    • Relativo
      • o mais/menos + de
    • Absoluto
      • Sintético (-íssimo)
      • Analítico (muito + adjetivo)
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Os três adjetivos estão no grau positivo. "Gigante" qualifica "Arco" sem comparação; "cosmológico" qualifica "Princípio" sem intensificação; "justa" qualifica "amostra" sem gradação. O trecho "Arco Gigante no Céu", "Princípio Cosmológico" e "amostra justa" mostra adjetivos em sua forma básica, apenas atribuindo qualidade. É a única alternativa que se aplica aos três.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O comparativo exige estrutura explícita de comparação: "mais... que", "menos... que", "tão... quanto". No trecho, não há nenhuma dessas estruturas. "Gigante", "cosmológico" e "justa" não estão sendo comparados a outros seres. A alternativa extrapola ao supor que o tamanho da estrutura implica comparação, mas o texto não estabelece nenhuma relação comparativa entre os adjetivos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O superlativo relativo exige a estrutura "o/a + mais/menos + adjetivo + de/do que", indicando que a qualidade é máxima em relação a um grupo. No trecho, não há "o mais gigante de", "o mais cosmológico de" ou "a mais justa de". A alternativa restringe indevidamente o alcance, pois nenhum dos adjetivos está sendo comparado a um conjunto. O texto apenas descreve as estruturas, sem hierarquizá-las.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O superlativo absoluto sintético é formado pelo acréscimo do sufixo -íssimo (ou variantes como -érrimo, -ílimo). No trecho, não há "gigantíssimo", "cosmologicíssimo" ou "justíssima". A alternativa contradiz a forma dos adjetivos, que aparecem em sua forma simples, sem sufixo de intensidade. A banca testa se você reconhece a estrutura morfológica do superlativo sintético.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O superlativo absoluto analítico é formado por um advérbio de intensidade ("muito", "bastante", "extremamente") + adjetivo. No trecho, não há "muito gigante", "bastante cosmológico" ou "extremamente justa". A alternativa extrapola ao acrescentar um advérbio que não existe no texto. Os adjetivos estão sozinhos, sem modificador de intensidade.

PEGA ESSA DICA!

Ao classificar o grau do adjetivo, procure por marcadores explícitos: "mais/menos/tão" (comparativo), "o mais... de" (superlativo relativo), "-íssimo" (superlativo sintético), "muito" (superlativo analítico). Se nenhum aparecer, o grau é positivo. Essa checagem resolve a questão em segundos.

Gabarito: letra A. A regra de ouro: o grau positivo é a forma neutra do adjetivo — sem comparação, sem intensificação. Sempre que a banca pedir o grau, procure os marcadores; se não houver, é positivo.

Link permanente: /questoes/qa594463