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Questão de Português — Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) — Instituto Consulplan 2024

PortuguêsPontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)
Código
qa594682
Banca
Instituto Consulplan
Órgão
Pref Espera Feliz
Ano
2024
Cargo
Ass Edu ( )
Incontáveis nas ruas

Com 227 mil em cadastro, população sem teto deve ser mais bem apurada e atendida.

        O aumento da população de rua nos últimos anos é fenômeno que tem sido observado e mensurado em metrópoles brasileiras, mas suas dimensões precisas são difíceis de apurar – por motivos óbvios.
        Trata-se, em grande parte dos casos, de pessoas sem rotina definida, que podem estar num bairro hoje e noutro amanhã; muitas analfabetas, sem documentos e em estado precário de saúde física ou mental para responder sobre sua situação. Elas estão fora, ademais, do censo oficial do IBGE, que procura por cidadãos domiciliados.
      São importantes, nesse contexto, os dados reunidos pelo pesquisador Marco Antônio Carvalho Natalino, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea, ligado à administração federal). Com base em informações no cadastro governamental de famílias de baixa renda, o trabalho encontrou 227,1 mil moradores de rua no país neste ano.
       O número está possivelmente subestimado, já que nem todas as pessoas em tal situação estão nos registros. A quantidade sobe ano a ano, o que em alguma medida pode ser explicado pela ampliação do cadastro, sobretudo quando se consideram prazos mais longos. Mas há evidências do aumento e causas plausíveis a considerar.
      Na cidade de São Paulo, por exemplo, um censo encomendado pela prefeitura constatou que a população de rua teve um salto de 31% durante a pandemia de Covid-19, crescendo de 24,3 mil em 2019 para 31,9 mil em 2021.
      A crise sanitária gerou um dos momentos econômicos dramáticos dos últimos anos. Antes dela, a profunda recessão de 2014-16 elevou o desemprego e a pobreza. A recuperação posterior ainda se mostra incipiente e acidentada.
        Falta de oportunidades no mercado de trabalho é, como se pode intuir, um dos principais motivos que levam indivíduos a morar nas ruas – apontado por 40,5%, em declarações ao cadastro oficial.
       A causa mais citada, no entanto, são problemas familiares, com 47,3%, enquanto o consumo de álcool e outras drogas é mencionado por 30,4% (os cadastrados podem citar mais de um fator).
       Está-se diante de um fenômeno multifatorial, que vai além da questão econômica e demanda ações de diferentes esferas de governo.
         A contagem e a identificação mais completa dos moradores ainda desafiam a política pública. É preciso viabilizar que tais pessoas tenham acesso aos benefícios sociais do Estado, sobretudo o Bolsa Família. No âmbito local, há que buscar desde alternativas habitacionais a segurança e cuidados com dependentes químicos.
    Não existe, infelizmente, solução rápida, muito menos fácil. O melhor começo, de todo modo, é um diagnóstico mais preciso.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/. Acesso em: 20/01/2024.)

“Na cidade de São Paulo, por exemplo, um censo encomendado pela prefeitura constatou que a população de rua teve um salto de 31% durante a pandemia de Covid-19 [...]”. No trecho, a vírgula foi empregada em dois momentos para separar

  1. Aorações intercaladas nas duas situações.
  2. Btermos que têm a mesma função sintática.
  3. Coração subordinada e separar oração intercalada.
  4. Dadjunto adverbial anteposto e separar expressão explicativa.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — adjunto adverbial anteposto e separar expressão explicativa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Uso da vírgula: adjunto adverbial anteposto e expressão explicativa

Gabarito: letra D. No trecho, a primeira vírgula isola o adjunto adverbial "Na cidade de São Paulo" (deslocado para o início da oração), e a segunda separa a expressão explicativa "por exemplo". A alternativa D é a única que nomeia corretamente as duas funções, como se comprova pela análise sintática do período.

O comando

A questão pede que você identifique a função das duas vírgulas no trecho destacado. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise sintática da pontuação: você deve reconhecer qual elemento cada vírgula isola. Para isso, é preciso localizar as vírgulas e classificar o termo que elas separam.

O texto e o trecho analisado

O trecho é:

"Na cidade de São Paulo, por exemplo, um censo encomendado pela prefeitura constatou que a população de rua teve um salto de 31% durante a pandemia de Covid-19 [...]"

Aqui, temos duas vírgulas:

  1. Primeira vírgula: após "Na cidade de São Paulo" — separa um adjunto adverbial de lugar que foi anteposto (deslocado para o início da oração). A ordem direta seria: "Um censo encomendado pela prefeitura constatou... na cidade de São Paulo". Ao deslocar o adjunto, a vírgula se torna obrigatória (ou facultativa, se curto, mas aqui é claramente isolado).

  2. Segunda vírgula: após "por exemplo" — separa uma expressão explicativa (também chamada de retificativa ou de situação), que introduz um exemplo. Essa expressão não é uma oração, pois não possui verbo; é um termo intercalado que explica ou exemplifica o que foi dito.

A técnica que decide

A chave é identificar a natureza do termo isolado: se há verbo, é oração; se não há, é expressão. No trecho, "por exemplo" não contém verbo, logo não pode ser oração intercalada. Já "Na cidade de São Paulo" é um adjunto adverbial deslocado, e a vírgula marca essa anteposição.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir "expressão explicativa" com "oração intercalada". Lembre-se: oração tem verbo; expressão não. "Por exemplo" é uma expressão explicativa clássica.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar vírgulas, pergunte: "o que está sendo isolado?" Se for um adjunto adverbial deslocado, a vírgula é obrigatória (ou facultativa se curto). Se for uma expressão como "por exemplo", "isto é", "ou seja", a vírgula é obrigatória para separá-la.

11ª vírgula
Isola adjunto adverbial anteposto
"Na cidade de São Paulo"
22ª vírgula
Separa expressão explicativa
"por exemplo"
3Pegadinha
Oração tem verbo
Expressão não tem verbo
Vírgula no trecho
LEVELsoulevel.com.br
Vírgula no trecho: 1ª vírgula (Isola adjunto adverbial anteposto, "Na cidade de São Paulo"); 2ª vírgula (Separa expressão explicativa, "por exemplo"); Pegadinha (Oração tem verbo, Expressão não tem verbo)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que as duas vírgulas separam orações intercaladas. Isso é falso: "por exemplo" não é oração, pois não possui verbo. Oração intercalada seria algo como "disseram os alunos" em "Aguardamos ansiosos, disseram os alunos, pela entrega dos resultados". Aqui, não há verbo em "por exemplo", portanto não se trata de oração.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que as vírgulas separam termos que têm a mesma função sintática. Isso não ocorre: "Na cidade de São Paulo" é adjunto adverbial, enquanto "por exemplo" é expressão explicativa. São funções diferentes, não termos coordenados de mesma função.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a primeira vírgula separa oração subordinada e a segunda, oração intercalada. Erro duplo: "Na cidade de São Paulo" não é oração (não há verbo), e "por exemplo" também não é oração. A primeira vírgula isola adjunto adverbial, não oração subordinada.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a correta. A primeira vírgula isola o adjunto adverbial anteposto "Na cidade de São Paulo" (deslocado para o início da oração). A segunda vírgula separa a expressão explicativa "por exemplo", que introduz um exemplo. A alternativa nomeia exatamente as duas funções.

Conclusão: a questão exige reconhecer a função de cada vírgula. A primeira isola adjunto adverbial deslocado; a segunda, expressão explicativa. As demais alternativas confundem esses elementos com orações ou termos de mesma função. Gabarito: letra D.

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