Sobre o excerto “A gente só aprende quando toma na cabeça!”, é correto afirmar que
Aa substituição do ponto de exclamação pelas reticências não mudaria a entonação do enunciado.
Bo termo “só”, por se tratar de um advérbio, pode ser movido para o início do período sem que isso gere mudança em seu sentido.
Ca expressão “A gente” faz referência à terceira pessoa do discurso, retomando o termo “a galera”.
Do termo “quando” pode ser substituído por “se” ou por “porque” sem que isso cause prejuízo sintático ao excerto.
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GabaritoD — o termo “quando” pode ser substituído por “se” ou por “porque” sem que isso cause prejuízo sintático ao excerto.
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Reescrita de frases: substituição de termos e efeitos de sentido
Gabarito: letra D. O termo "quando" pode ser substituído por "se" ou "porque" sem que isso cause prejuízo sintático ao excerto, pois todos funcionam como conectivos que introduzem uma oração subordinada. A banca cobra a distinção entre equivalência sintática (a troca mantém a estrutura gramatical) e equivalência semântica (a troca mantém o sentido) — e a alternativa D trata apenas da primeira.
O comando da questão
O enunciado pede que se avalie afirmações sobre o excerto "A gente só aprende quando toma na cabeça!". Trata-se de uma questão de reescritura e substituição de palavras ou trechos, em que cada alternativa propõe uma alteração (pontuação, mobilidade de advérbio, referência pronominal, troca de conectivo) e afirma algo sobre o efeito dessa alteração. O verbo "é correto afirmar" indica que devemos julgar cada assertiva frente ao texto e à gramática normativa, não apenas pela intuição de falante.
O texto e o ponto central
O excerto é uma fala típica de linguagem coloquial: "A gente só aprende quando toma na cabeça!". A expressão "a gente" é uma forma popular de primeira pessoa do plural (equivalente a "nós"), e "quando" introduz uma oração subordinada adverbial temporal. A questão explora justamente a função sintática e a possibilidade de substituição desses elementos, sem exigir que o sentido permaneça idêntico.
A técnica que decide
A pegadinha central está em distinguir equivalência sintática de equivalência semântica. Quando a banca afirma que uma substituição "não causa prejuízo sintático", ela está avaliando apenas se a estrutura da oração permanece gramaticalmente correta — não se o sentido é o mesmo. No excerto, "quando" introduz uma oração subordinada adverbial temporal. Ao trocá-lo por "se", temos uma condicional; por "porque", uma causal. Todas são orações subordinadas adverbiais, portanto a estrutura sintática se mantém: sujeito + verbo + oração subordinada. O sentido muda, mas isso não é prejuízo sintático.
"A gente só aprende quando toma na cabeça!"
Aqui, "quando" = "no momento em que". Se substituirmos por "se": "A gente só aprende se toma na cabeça" — condição. Por "porque": "A gente só aprende porque toma na cabeça" — causa. As três são orações subordinadas adverbiais, com a mesma função sintática de adjunto adverbial. Portanto, a troca é sintaticamente válida.
Análise das alternativas
Substituição de termos: Equivalência sintática (Mantém a estrutura gramatical, Troca válida); Equivalência semântica (Mantém o sentido, Troca inválida se muda o sentido); Conectivos subordinativos (quando (temporal), se (condicional), porque (causal))
Alternativa A — ❌ Incorreta
A afirmação de que a substituição do ponto de exclamação pelas reticências não mudaria a entonação é falsa. O ponto de exclamação indica entonação exclamativa, de surpresa ou ênfase; as reticências indicam suspensão, hesitação ou tom reflexivo. No excerto, a exclamação transmite a ideia de um aprendizado doloroso e enfático. Com reticências, a frase ganharia um tom de reflexão ou de fala interrompida, mudando a entonação. Portanto, a alternativa erra ao afirmar que não haveria mudança.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O advérbio "só" pode ser movido para o início do período, mas isso altera o sentido. Na posição original, "só" incide sobre o verbo "aprende", indicando que o aprendizado ocorre apenas em determinada condição. Se movido para o início: "Só a gente aprende quando toma na cabeça", o sentido muda para "apenas nós aprendemos" (restrição ao sujeito). A mobilidade do advérbio não é livre sem mudança de sentido. Portanto, a alternativa erra ao afirmar que não haveria mudança de sentido.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A expressão "a gente" faz referência à primeira pessoa do plural (nós), não à terceira pessoa. No excerto, "a gente" é uma forma coloquial de "nós", incluindo o falante e o interlocutor. A alternativa afirma que faz referência à terceira pessoa e retoma "a galera", o que é incorreto. Não há no texto o termo "a galera" para ser retomado; "a gente" é um pronome indefinido com valor de primeira pessoa. Portanto, a alternativa erra ao atribuir referência errada.
Alternativa D — ✅ Correta
Como explicado, "quando" pode ser substituído por "se" ou "porque" sem prejuízo sintático, pois todos são conectivos que introduzem orações subordinadas adverbiais. A troca mantém a estrutura sintática, ainda que o sentido mude. A alternativa está correta.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de reescrita, pergunte-se: a troca mantém a estrutura sintática (função na oração) ou o sentido? A banca costuma cobrar a primeira, mas sempre leia o enunciado com atenção.
Conclusão: A única alternativa inteiramente sustentada pelo texto e pela gramática é a letra D. As demais ou afirmam que não há mudança de sentido quando há, ou atribuem referência errada ao pronome. Gabarito: letra D.