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Questão de Português — Sujeito — Quadrix 2024

PortuguêsSujeito
Código
qa595521
Banca
Quadrix
Órgão
CREFITO 8
Ano
2024
Cargo
Asst ( )

Mulher é detida por exercício ilegal da profissão de terapeuta ocupacional em Volta Redonda

 

Ela vinha prestando atendimentos em uma clínica no bairro Aterrado sem o curso superior específico para a atividade, o que é exigido por lei. Denúncia foi feita por mãe de criança com espectro autista

 

Uma mulher, de 30 anos, foi levada à delegacia ao ser flagrada exercendo de forma ilegal a profissão de terapeuta ocupacional em Volta Redonda (RJ).

 

Segundo a Polícia Civil, ela vinha prestando atendimentos de segunda a sexta‑feira em uma clínica no bairro Aterrado que é credenciada a um plano de saúde.

 

Uma denúncia foi feita ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO‑RJ) por uma mãe de uma criança de seis anos com espectro autista que vinha sendo atendida nessa clínica — ela desconfiou de alguns procedimentos e descobriu que a profissional não estava registrada no Conselho, o que é possível fazer através de uma consulta no site.

 

“Eu desconfiei porque eu precisava de um relatório para levar na neuropediatra do meu filho.

 

Quando eu recebi esse relatório, veio muito genérico, muito vago. Praticamente só 10 linhas falando do meu filho, sem chegar a um caso concreto. Parecia que outra pessoa tinha feito", disse a mãe da criança ao g1.

 

Após a denúncia, um fiscal do CREFITO foi até a clínica e descobriu que, de fato, a profissional não poderia estar exercendo a função de terapeuta ocupacional, já que tem formação superior em pedagogia.

 

“Perguntei à senhora se de fato ela é graduada em terapia ocupacional e ela me relatou que sim, que fez graduação no formato EaD e que tem uma pós‑graduação em terapia ocupacional. Porém, não soube explicar em qual instituição e não apresentou qualquer comprovação de nenhum dos dois cursos relatados”, explicou o fiscal.

 

Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Acerca dos aspectos gerais do texto, julgue o item.   No parágrafo, se o termo “descobriu” fosse substituído pelo termo “descobriu‑se”, o sujeito do verbo estaria alterado.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sujeito do verbo “descobriu” — voz ativa × voz passiva sintética

Gabarito: letra C (Certo). A substituição de “descobriu” por “descobriu-se” altera o sujeito do verbo: na forma original, o sujeito é “um fiscal do CREFITO” (sujeito simples, agente da ação); na forma com “-se”, o verbo passa a ser voz passiva sintética, e o sujeito passa a ser “que a profissional não poderia estar exercendo a função” (sujeito paciente, oracional). A passagem que ancora a análise é o trecho do texto: “um fiscal do CREFITO foi até a clínica e descobriu que, de fato, a profissional não poderia estar exercendo a função de terapeuta ocupacional”.

O comando pede um julgamento Certo/Errado sobre um efeito sintático de uma reescritura: se a troca de “descobriu” por “descobriu-se” altera o sujeito. Isso é uma questão de análise sintática aplicada ao texto — não de interpretação de conteúdo, mas de gramática em uso. Para resolver, é preciso identificar o sujeito nas duas versões e compará-los.

No texto original, a oração é: “um fiscal do CREFITO foi até a clínica e descobriu que, de fato, a profissional não poderia estar exercendo a função de terapeuta ocupacional”. O verbo “descobriu” está na voz ativa, com sujeito explícito “um fiscal do CREFITO” — é ele quem pratica a ação de descobrir. O termo “que, de fato, a profissional não poderia estar exercendo a função…” é o objeto direto (oração subordinada substantiva objetiva direta).

Se substituirmos por “descobriu-se”, a estrutura muda: “descobriu-se que, de fato, a profissional não poderia estar exercendo a função…”. Agora o “-se” é partícula apassivadora (pronome apassivador), e o verbo “descobrir” passa a ser transitivo direto na voz passiva sintética. O que era objeto direto vira sujeito paciente: a oração “que, de fato, a profissional não poderia estar exercendo a função” passa a ser o sujeito oracional do verbo. O sujeito, portanto, muda — de “um fiscal do CREFITO” (agente) para a oração “que a profissional não poderia estar exercendo a função” (paciente).

A banca explora exatamente essa distinção: na voz ativa, o sujeito é quem pratica a ação; na passiva sintética, o sujeito é quem sofre a ação. Como o sujeito muda de um termo para outro, a afirmação do item está correta.

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar reescrituras com “-se”, pergunte: o “-se” é partícula apassivadora (voz passiva sintética) ou índice de indeterminação do sujeito? Se o verbo for transitivo direto e houver um termo que possa virar sujeito paciente, é apassivadora — e o sujeito muda de agente para paciente.

Sujeito do verbo
  • 1"descobriu" (voz ativa)
    • Sujeito agente: "um fiscal do CREFITO"
    • Oração objetiva direta = objeto
  • 2"descobriu-se" (voz passiva sintética)
    • Partícula apassivadora
    • Sujeito paciente
      • oração "que a profissional não poderia..."
  • 3Alteração do sujeito
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Item — ✅ CERTO

A afirmação é verdadeira. No texto, “descobriu” tem sujeito “um fiscal do CREFITO” (agente). Com “descobriu-se”, o verbo passa à voz passiva sintética e o sujeito passa a ser a oração “que, de fato, a profissional não poderia estar exercendo a função” (paciente). Há, portanto, alteração do sujeito.

Conclusão: como a banca pede o julgamento do item, e a análise sintática confirma a mudança de sujeito, o gabarito é Certo.

Gabarito: letra C (Certo).

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