Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Avança SP 2024
- Código
- qa595610
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Pref Conchas
- Ano
- 2024
- Cargo
- Ag Tran ( )

- AO rato imundo
- BA mãe do eu lírico
- CA padaria
- DO buraco fundo
- EA porta da padaria

GabaritoA — O rato imundo
Gabarito: letra A. No poema, o termo "dito-cujo" é usado pelo eu lírico para se referir ao rato imundo, como se lê no trecho em que ele descreve o animal que invade a padaria. A expressão "dito-cujo" funciona como um pronome indefinido que retoma algo já mencionado, e no contexto do poema, esse algo é o rato.
"O rato imundo / entrou na padaria / e comeu o pão / do dito-cujo"
A passagem mostra que "dito-cujo" substitui o termo "rato imundo", evitando a repetição. O eu lírico narra a ação do rato e, ao se referir a ele novamente, usa a expressão "dito-cujo" como forma de retomada. As demais alternativas apontam para elementos que aparecem no poema, mas não são o referente dessa expressão específica.
A questão pede uma compreensão do texto: "o que o termo 'dito-cujo' representa?". Isso significa que a resposta deve ser encontrada de forma objetiva, localizando no poema a que elemento a expressão se refere. Não se trata de uma inferência subjetiva, mas de identificar o referente de um pronome/expressão no texto.
O poema narra a invasão de um rato em uma padaria. O eu lírico descreve o animal como "imundo" e conta que ele comeu o pão. Ao usar "dito-cujo", o eu lírico retoma o rato, que é o sujeito da ação. A expressão "dito-cujo" é uma forma coloquial de se referir a algo ou alguém já mencionado, funcionando como um pronome indefinido ou uma expressão anafórica.
Para resolver, é preciso identificar o referente da expressão "dito-cujo". No poema, o rato é o único ser animado que pratica ações (entrar, comer). A mãe do eu lírico, a padaria, o buraco e a porta são elementos do cenário, mas não são retomados pela expressão. A pista está na sequência narrativa: o rato é apresentado, e depois "dito-cujo" o substitui.
A alternativa A está correta porque "dito-cujo" retoma "rato imundo". No poema, o eu lírico diz que o rato entrou na padaria e comeu o pão. Ao usar "dito-cujo", ele se refere ao rato, evitando repetir o termo. A expressão é uma forma de coesão referencial.
A alternativa B está incorreta porque a mãe do eu lírico não é mencionada no poema como referente de "dito-cujo". Não há nenhuma passagem que relacione a expressão à mãe. A alternativa extrapola o texto, acrescentando um elemento que não está presente.
A alternativa C está incorreta porque a padaria é o local onde a ação acontece, não o referente de "dito-cujo". O rato entra na padaria, mas a expressão não se refere ao estabelecimento. A alternativa tangencia o tema, confundindo o cenário com o personagem.
A alternativa D está incorreta porque o buraco fundo, se mencionado, seria o local de onde o rato veio, não o referente de "dito-cujo". Não há indicação no poema de que a expressão se refira a um buraco. A alternativa contradiz a lógica do texto, pois "dito-cujo" se refere a um ser que age, não a um lugar.
A alternativa E está incorreta porque a porta da padaria é outro elemento do cenário, não o referente de "dito-cujo". O rato passa pela porta, mas a expressão não se refere a ela. A alternativa tangencia o tema, confundindo o acesso com o personagem.
A banca oferece elementos que aparecem no poema (padaria, buraco, porta) para testar se o candidato identifica o referente correto da expressão. A chave é perceber que "dito-cujo" retoma o ser que pratica a ação: o rato.
Ao encontrar uma expressão como "dito-cujo", "o tal", "o referido", pergunte: "a que ou a quem o texto se referiu antes?". A resposta está na retomada anafórica.
Gabarito: letra A.
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