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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — INSTITUTO AOCP 2024

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa596420
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TRF 2
Ano
2024
Cargo
AJ TRF2

METONÍMIA E METÁFORA SÃO A FORÇA MAIS
PODEROSA EM AÇÃO NA LINGUAGEM


Sérgio Rodrigues
Escritor e jornalista, autor de “A Vida Futura” e
“Viva a Língua Brasileira”.


[...]


Talvez por culpa de velhas cartilhas escolares cheias de bolorb, muita gente acha que usar metáfora e metonímia é chamar as coisas por nomes deslocados, “poéticos”. [...]


Ocorre que não é só isso. [...]


No clássico “Metáforas da Vida Cotidiana” (Educ), de 1980, os linguistas George Lakoff e Mark Johnson defendem a tese de que a metáfora transborda da linguagem para moldar nossos pensamentos e condutas sociais. [...]


O primeiro exemplo que Lakoff e Johnson fornecem de conceito de base metafórica tem relevância especial em nossos tempos de redes sociais: “Debate é guerra”. Isso se evidenciaria em frases comoc “Ele atacou os pontos fracos da minha argumentação” e “O que você diz é indefensável”, entre outras igualmente bélicas.


Acreditando que debate é guerra, ao entrar nele nos comportamos como guerreirosd. A metáfora costuma vencer. Em geral, o melhor que podemos fazere é tomar consciência disso e negociar com ela uma paz digna.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiorodrigues/

2024/04/metonimia-e-metafora-sao-a-forca-maispoderosa- em-acao-na-linguagem.shtml. Acesso em: 10 abr. 2024.

Texto 1

 

Assinale a alternativa que apresenta entre parênteses uma reescrita gramaticalmente correta para o excerto retirado do Texto 1.

  1. A“Metonímia e metáfora são a força mais poderosa em ação na linguagem” (A força mais poderosa em ação na linguagem é metonímia e metáfora).
  2. B“Talvez por culpa de velhas cartilhas escolares cheias de bolor [...]” (Talvez por culpa de velhas cartilhas escolares boloradas).
  3. C“Isso se evidenciaria em frases como [...]” (Isso evidenciar-se-ia em frases como...).
  4. D“Acreditando que debate é guerra, ao entrar nele nos comportamos como guerreiros.” (Por que acreditamos que debate é guerra, ao entrarmos nele comportamo-nos como guerreiros).
  5. E“Em geral, o melhor que podemos fazer [...]” (Em geral, o melhor que se pode fazer...).
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — “Em geral, o melhor que podemos fazer [...]” (Em geral, o melhor que se pode fazer...).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de Frases: Concordância, Colocação Pronominal e Voz Passiva Sintética

Gabarito: letra E. A única reescrita gramaticalmente correta é a que transforma a construção com sujeito indeterminado em voz passiva sintética: "Em geral, o melhor que se pode fazer...". As demais alternativas falham por erro de concordância, de colocação pronominal, de regência ou por alteração indevida de sentido.

O comando pede uma reescrita gramaticalmente correta — ou seja, a nova redação deve preservar o sentido original e obedecer às regras de concordância, regência e colocação pronominal. Não se trata de interpretar o texto, mas de avaliar a correção gramatical de cada paráfrase proposta. É uma questão de gramática aplicada ao texto, não de compreensão textual.

O trecho original "Em geral, o melhor que podemos fazer" apresenta o verbo "poder" conjugado na 1ª pessoa do plural (nós). A reescrita em E troca essa forma por "se pode fazer", que é a voz passiva sintética (ou pronominal) com o pronome apassivador "se". Nessa construção, o sujeito é indeterminado, mas a frase permanece gramaticalmente correta e o sentido de "o melhor que alguém pode fazer" é mantido. A concordância está correta: "o melhor" é o sujeito paciente, e o verbo "pode" concorda com ele no singular.

A banca explora erros clássicos de reescrita: concordância verbal com sujeito composto posposto (A), formação de adjetivo a partir de substantivo (B), colocação pronominal com mesóclise (C) e uso indevido de "por que" (D). Vamos analisar cada uma.

1Critérios de correção
Concordância
Colocação pronominal
Regência
Preservação do sentido
2Erros típicos
Sujeito composto posposto (A)
Formação de palavra (B)
Mesóclise em locução verbal (C)
"Por que" × "porque" (D)
3Voz passiva sintética (E)
"Se pode fazer"
Sujeito indeterminado
Concordância no singular
Reescrita de frases
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Reescrita de frases: Critérios de correção (Concordância, Colocação pronominal, Regência, Preservação do sentido); Erros típicos (Sujeito composto posposto (A), Formação de palavra (B), Mesóclise em locução verbal (C), "Por que" × "porque" (D)); Voz passiva sintética (E) ("Se pode fazer", Sujeito indeterminado, Concordância no singular)

Alternativa A — ❌ Incorreta

"Metonímia e metáfora são a força mais poderosa em ação na linguagem" (A força mais poderosa em ação na linguagem é metonímia e metáfora).

A reescrita inverte a ordem dos termos e coloca o sujeito composto depois do verbo: "é metonímia e metáfora". Quando o sujeito é composto e vem posposto, o verbo deve concordar com o núcleo mais próximo (concordância atrativa) ou ir para o plural. Aqui, o verbo "é" fica no singular, mas o sujeito é composto ("metonímia e metáfora"), o que gera erro de concordância. O correto seria "são metonímia e metáfora". Além disso, a inversão altera o foco da frase, mas o problema principal é gramatical.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Talvez por culpa de velhas cartilhas escolares cheias de bolor [...]" (Talvez por culpa de velhas cartilhas escolares boloradas).

A reescrita substitui a locução adjetiva "cheias de bolor" pelo adjetivo "boloradas". O problema é que "boloradas" não é uma palavra dicionarizada no sentido pretendido; o adjetivo correto seria "emboloradas" ou "mofadas". Além disso, a troca altera o sentido: "cheias de bolor" indica plenitude, enquanto "boloradas" não é reconhecida como forma padrão. A alternativa falha por formação de palavra inadequada e por alteração de sentido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Isso se evidenciaria em frases como [...]" (Isso evidenciar-se-ia em frases como...).

A reescrita usa a mesóclise (pronome no meio do verbo) em uma locução verbal: "evidenciar-se-ia". Em locuções verbais, o pronome oblíquo átono deve ficar depois do verbo auxiliar (ênclise ao auxiliar) ou antes dele (próclise), nunca no meio do verbo principal. O correto seria "Isso se evidenciaria" (próclise, como no original) ou "evidenciar-se-ia" apenas se o verbo estivesse no futuro do presente sem auxiliar. Aqui, há um erro de colocação pronominal.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Acreditando que debate é guerra, ao entrar nele nos comportamos como guerreiros." (Por que acreditamos que debate é guerra, ao entrarmos nele comportamo-nos como guerreiros).

A reescrita usa "Por que" (separado, sem acento) no início da frase, mas o sentido é de causa. Nesse caso, o correto seria "Porque" (junto, sem acento) para introduzir uma oração causal. Além disso, a reescrita altera a estrutura: "Acreditando" (gerúndio) é substituído por "Porque acreditamos" (oração desenvolvida), o que muda o valor semântico e a coesão. O erro principal é o uso indevido de "por que" em vez de "porque".

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Em geral, o melhor que podemos fazer [...]" (Em geral, o melhor que se pode fazer...).

A reescrita transforma a construção com sujeito indeterminado ("podemos") em voz passiva sintética com o pronome "se": "se pode fazer". Nessa construção, o sujeito é indeterminado, mas a frase permanece gramaticalmente correta e o sentido de "o melhor que alguém pode fazer" é mantido. A concordância está correta: "o melhor" é o sujeito paciente, e o verbo "pode" concorda com ele no singular. A alternativa está gramaticalmente correta e preserva o sentido.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de reescrita, teste cada alternativa perguntando: (1) a concordância está correta? (2) a colocação pronominal segue as regras? (3) o sentido original foi preservado? (4) a regência está adequada? Se qualquer resposta for "não", a alternativa está errada.

Gabarito: letra E — a única reescrita que mantém a correção gramatical e o sentido original.

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